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Bradesco não tem pena e pede que Justiça impeça venda de patrimônio dos bilionários das Americanas

O Bradesco solicitou que a justiça impeça a venda dos bens dos acionistas majoritários da Americanas; entenda o motivo.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Fachada das lojas Americanas

Após ser divulgado que a Justiça do Rio de Janeiro permitiu que a Americanas (AMER3) quite as suas dívidas com credores de pequeno porte e trabalhadores, o Bradesco (BBDC3) entrou com um pedido para impedir a venda dos bens dos donos da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Alberto Sicupira e Marcel Telles.

O Banco, tido como um dos principais credores da Americanas, alegou à Justiça de São Paulo que a intenção de entrar com uma ação do tipo, é impedir a venda de fortunas bilionárias para “frustrar futura ação do seu credor”. 

Atualmente, a Americanas deve entorno de 4,8 bilhões de reais para o Bradesco. Além desta instituição, vale ressaltar que outros bancos de peso no cenário econômico também são credores da varejista.

Entenda o caso

Logo após anunciar um rombo de 20 bilhões de reais em seus balanços por “inconsistências contábeis”, diversos bancos foram a justiça para pedir o bloqueio das contas da Americanas.

Ademais, os bancos alegavam que pouco antes de ter feito a solicitação de recuperação judicial, a empresa teria pego empréstimos com instituições bancárias. No entanto, temendo não receberem os valores novamente, diversas instituições solicitaram que a Americanas pagasse antecipadamente os valores devidos. 

Na sequência do anúncio do rombo, a empresa solicitou à Justiça uma medida de proteção contra os credores e posteriormente a recuperação judicial. Assim, os pagamentos da varejista referentes a antes das solicitações estão em aberto. Atualmente, a empresa possui dívidas na casa dos 42,5 bilhões.

Pagamento da Americanas a funcionários

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Nesta semana, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o pagamento de R$ 192,5 milhões a funcionários da empresa e pequenos credores. Segundo a medida sancionada pela 4ª Vara Empresarial da Capital, a decisão teria sido tomada para proteger os empregados da Americanas, que se encontram em situação de vulnerabilidade.

Em relação aos pequenos credores, a ideia é amenizar o “impacto degenerativo” em suas receitas. A aprovação não agradou os grandes credores, no entanto, a justiça destacou que o valor a ser pago é “irrisório” em comparação com a dívida total da empresa.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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