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Brasil estimula etanol com redução de PIS/Cofins e mira gasolina com 30% de mistura

Nova política energética do Brasil reduz PIS/Cofins para etanol industrial e amplia mistura obrigatória de etanol na gasolina para 30%.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O setor sucroenergético do Brasil ganhou protagonismo nas decisões do governo federal nesta semana. Duas medidas anunciadas indicam um reposicionamento estratégico do país em direção a fontes de energia mais limpas e sustentáveis: a redução de PIS/Cofins sobre o etanol não combustível e a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina para trinta por cento.

Decreto 12.525/2025 reduz PIS/Cofins para etanol não combustível

Governo etanol brasil
Imagem: prakob/ Shutterstock

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Novas alíquotas em vigor

Para 2025:

  • Empresas no regime especial:
    • PIS: 1,29%
    • Cofins: 5,91%
  • Empresas fora do regime especial:
    • PIS: 5,25%
    • Cofins: 24,15%

A partir de 2026:

Todas as empresas, independentemente do regime, utilizarão os coeficientes reduzidos.

CNPE deve aprovar mistura de 30% de etanol na gasolina

Nova política energética em andamento

Paralelamente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve aprovar ainda esta semana um aumento histórico da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 27,5% para 30%. A proposta já conta com pareceres técnicos favoráveis e apoio do setor produtivo.

Viabilidade técnica comprovada

Estudos do Instituto Mauá de Tecnologia confirmam que a mistura E30 (30% etanol anidro e 70% gasolina) é segura para os motores utilizados no Brasil, sem comprometer desempenho ou durabilidade.

Impulso para o setor sucroenergético

Produção e emprego no campo

As duas iniciativas — tributária e energética — representam um avanço coordenado do governo para impulsionar a bioenergia nacional. Com o aumento da demanda, estima-se que o setor possa receber investimentos de até R$ 9 bilhões nos próximos anos, gerando novos empregos, principalmente nas regiões produtoras de cana-de-açúcar.

Caminho sustentável

Além dos benefícios econômicos, a política busca:

  • Reduzir a dependência de combustíveis fósseis;
  • Contribuir com metas climáticas internacionais;
  • Promover estabilidade nos preços dos combustíveis.

Etanol como alternativa estratégica

Expansão do uso industrial

Com a redução de PIS/Cofins, empresas dos setores alimentício, cosmético, farmacêutico e químico ganham incentivo para utilizar o etanol como insumo ou solvente, fortalecendo cadeias que já apresentam potencial de inovação e crescimento.

Eficiência energética e transição verde

A ampliação do uso do etanol também está alinhada com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na agenda de descarbonização, como o Acordo de Paris.

Riscos e desafios

Governo etanol combustíveis
Imagem: prostooleh – Freepik

Ajustes na produção e logística

A elevação da mistura obrigatória exigirá ajustes na logística de distribuição e armazenamento do etanol, além de acelerar a colheita e processamento da cana-de-açúcar. O setor terá pouco tempo para se adaptar caso a medida entre em vigor já no segundo semestre.

Impacto nas refinarias

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Com menos demanda por gasolina pura, refinarias terão de se readequar a uma nova configuração de mercado. A expectativa, no entanto, é de que o impacto seja compensado pela exportação de derivados e aumento da eficiência na cadeia de suprimentos.

FAQ – Perguntas frequentes

O que muda com o Decreto nº 12.525/2025?

O decreto reduz as alíquotas de PIS e Cofins sobre a venda de etanol não combustível, beneficiando empresas que usam o produto na indústria.

Quem será beneficiado pela redução tributária?

Empresas do setor industrial, especialmente nas áreas de alimentos, cosméticos e farmacêutica, que utilizam o etanol como insumo.

Quando as novas alíquotas entram em vigor?

As alíquotas reduzidas valem para 2025 para optantes do regime especial. Em 2026, todas as empresas passam a utilizar os novos coeficientes.

Qual será o impacto da nova mistura para o consumidor?

A expectativa é de que haja redução de até R$ 0,13 por litro no preço da gasolina, além de ganhos ambientais e menor dependência de combustíveis importados.

O motor do carro será afetado com mais etanol na gasolina?

Não. Estudos técnicos indicam que motores brasileiros estão aptos a operar com a mistura E30 sem perda de desempenho ou durabilidade.

Considerações finais

As recentes medidas anunciadas pelo governo federal marcam um avanço significativo na política energética e tributária do Brasil. Ao estimular o etanol tanto no setor industrial quanto no automotivo, o país caminha para consolidar-se como uma potência verde, com benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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