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‘Adeus aos gigantes’: Saiba por que o Brasil deixou o Top 10 das economias mundiais

Brasil cai para a 11ª posição entre as maiores economias do mundo após avanço da Rússia e desaceleração do PIB.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa7 min de leitura
Brasil

A economia brasileira registrou crescimento em 2025, mas mesmo assim perdeu espaço no ranking das maiores economias do planeta. Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), compilados pela consultoria Austin Rating, mostram que o Brasil caiu da 10ª para a 11ª posição entre as maiores economias do mundo.

O movimento ocorreu após a Rússia ultrapassar o país no ranking, impulsionada principalmente pela valorização do rublo frente ao dólar. O cenário revela como fatores cambiais e o ritmo de crescimento global podem influenciar diretamente a posição das economias no ranking internacional.

Apesar da queda na lista, especialistas avaliam que o desempenho econômico brasileiro ainda apresenta pontos positivos, especialmente quando comparado a economias desenvolvidas que cresceram menos em 2025.

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Brasil perde posição no ranking global de PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro atingiu US$ 2,268 trilhões em 2025, segundo estimativas baseadas em dados do FMI e compiladas pela Austin Rating. Com esse valor, o país passou a ocupar a 11ª posição no ranking das maiores economias do mundo.

A perda de posição ocorreu após a Rússia alcançar um PIB estimado em US$ 2,541 trilhões, superando o Brasil e assumindo a 9ª colocação.

Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, o principal fator para a mudança no ranking foi o comportamento da moeda russa.

Valorização do rublo impulsionou a economia russa

Em 2025, o rublo russo registrou forte valorização frente ao dólar americano, superando 40% de alta no período. Já o real brasileiro apresentou valorização de cerca de 11%.

Como o ranking internacional é calculado com base no valor do PIB convertido em dólares, essa diferença cambial teve impacto direto na posição das economias.

De acordo com Sartori, o efeito do câmbio foi ainda mais relevante que a desaceleração do crescimento econômico brasileiro.

Mesmo em meio às sanções econômicas impostas durante a guerra na Ucrânia, a Rússia adotou medidas para fortalecer sua moeda e sustentar sua economia, o que contribuiu para o avanço no ranking.

Ranking das 15 maiores economias do mundo

Segundo os dados compilados pela Austin Rating com base no FMI, este é o ranking atualizado das maiores economias globais em 2025:

As maiores economias do mundo em 2025

  1. Estados Unidos: US$ 30,615 trilhões
  2. China: US$ 19,457 trilhões
  3. Alemanha: US$ 5,016 trilhões
  4. Japão: US$ 4,223 trilhões
  5. Índia: US$ 4,116 trilhões
  6. Reino Unido: US$ 3,945 trilhões
  7. França: US$ 3,363 trilhões
  8. Itália: US$ 2,545 trilhões
  9. Rússia: US$ 2,541 trilhões
  10. Canadá: US$ 2,277 trilhões
  11. Brasil: US$ 2,268 trilhões
  12. Espanha: US$ 1,892 trilhões
  13. México: US$ 1,880 trilhões
  14. Austrália: US$ 1,838 trilhões
  15. Coreia do Sul: US$ 1,836 trilhões

Embora tenha saído do top 10, o Brasil ainda mantém uma distância significativa da Espanha, que ocupa a 12ª posição.

Isso indica que, mesmo com a perda de posição, a economia brasileira segue entre as maiores e mais relevantes do mundo.

PIB do Brasil cresce, mas em ritmo menor

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025.

Esse resultado marca o quinto ano consecutivo de expansão econômica, mas também evidencia uma desaceleração em relação aos anos anteriores.

Para efeito de comparação:

  • PIB cresceu 3,4% em 2024
  • PIB cresceu 2,3% em 2025

O resultado foi o menor crescimento desde o período pós-pandemia.

Crescimento ficou abaixo da média global

A economia mundial registrou crescimento médio de 2,8% em 2025, superando o desempenho brasileiro.

Entre os países do bloco BRICS, o crescimento médio foi ainda maior, chegando a 5%, impulsionado principalmente por economias emergentes como Índia e China.

Mesmo assim, o desempenho do Brasil ainda foi superior ao de economias desenvolvidas.

Comparação com economias desenvolvidas

Segundo levantamento da Austin Rating:

  • Zona do Euro cresceu cerca de 1,5% em 2025
  • Países do G7 cresceram 1% em média

Isso significa que, embora abaixo da média global, o crescimento brasileiro ainda foi relativamente robusto em comparação com várias economias maduras.

Agropecuária puxou crescimento da economia

Um dos pontos destacados pelos economistas foi a composição do crescimento econômico brasileiro.

Em 2025, a expansão do PIB foi fortemente impulsionada pelo setor agropecuário, que registrou safras recordes e forte desempenho nas exportações.

Setores com desempenho mais fraco

Enquanto o agronegócio avançou, outros setores apresentaram desaceleração:

Indústria: pressionada pelo custo do crédito elevado
Serviços: afetados pela redução do consumo das famílias

A taxa de juros elevada ao longo de 2025 contribuiu para frear investimentos e reduzir a expansão de setores mais dependentes de crédito.

Impacto dos juros altos na economia

A política monetária restritiva foi um dos principais fatores que limitaram o crescimento econômico.

O Banco Central manteve juros elevados durante boa parte do período como estratégia para controlar a inflação.

Embora necessária para estabilizar preços, essa política acaba reduzindo o ritmo da atividade econômica, especialmente em setores como:

  • indústria
  • construção civil
  • comércio
  • serviços

Com crédito mais caro, empresas investem menos e consumidores tendem a adiar compras de maior valor.

Brasil voltou ao top 10 em 2023

A queda no ranking também chama atenção porque o Brasil havia retornado ao grupo das 10 maiores economias recentemente.

Em 2023, no primeiro ano do atual governo, o país havia alcançado a 9ª posição no ranking global.

Já em 2024, foi ultrapassado pelo Canadá, caindo para a 10ª colocação.

Agora, com o avanço da Rússia, o Brasil passou para o 11º lugar.

Essa movimentação mostra como pequenas variações de crescimento e câmbio podem alterar rapidamente a posição das economias no ranking global.

O que esperar da economia brasileira em 2026

As projeções para o próximo ano indicam um crescimento mais moderado da economia brasileira.

Segundo a Austin Rating, o PIB do Brasil deve crescer cerca de 1,7% em 2026.

Outras instituições apresentam estimativas ligeiramente diferentes:

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  • Mercado financeiro: 1,82%
  • Governo federal: 2,3%
  • Banco Central: 1,6%

Mesmo nas projeções mais otimistas, o crescimento esperado é inferior ao observado em anos recentes.

Fatores que podem influenciar o crescimento

Alguns fatores devem impactar o desempenho econômico em 2026.

Entre eles estão:

1. Agropecuária com crescimento menor

Após safras recordes em 2025, o setor agropecuário pode apresentar crescimento mais moderado.

Esse efeito de base elevada costuma reduzir o ritmo de expansão no ano seguinte.

2. Política fiscal mais restritiva

A meta fiscal do governo prevê a retomada do superávit primário em 2026, o que pode exigir maior controle de gastos públicos.

Menor expansão fiscal tende a reduzir estímulos à economia.

3. Possível queda dos juros

Caso o Banco Central continue o ciclo de redução da taxa Selic, isso pode estimular:

  • investimentos empresariais
  • crédito ao consumidor
  • consumo das famílias

Esse movimento pode ajudar setores como indústria, comércio e serviços.

4. Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda também pode aumentar a renda disponível de milhões de brasileiros.

Com mais dinheiro no bolso, o consumo tende a crescer, impulsionando parte da atividade econômica.

Brasil continua relevante no cenário global

Apesar da queda no ranking, economistas destacam que o Brasil permanece entre as maiores economias do mundo e mantém forte relevância internacional.

O país possui:

  • grande mercado consumidor
  • vastos recursos naturais
  • posição estratégica no comércio global
  • destaque no agronegócio e na produção de energia

Além disso, o Brasil segue sendo uma das principais economias emergentes e integrante do grupo BRICS.

A longo prazo, reformas estruturais, investimentos em produtividade e avanço tecnológico podem ajudar o país a retomar posições no ranking global.

Conclusão

A saída do Brasil do grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025 não significa necessariamente um colapso econômico, mas sim o reflexo de um cenário internacional competitivo, onde fatores cambiais e o ritmo de crescimento fazem grande diferença.

O PIB brasileiro continuou crescendo e apresentou desempenho melhor que o de várias economias desenvolvidas. No entanto, a valorização expressiva da moeda russa e a desaceleração do crescimento interno acabaram alterando o ranking.

Para os próximos anos, o desafio será ampliar o ritmo de crescimento com maior diversificação da economia, redução dos juros e estímulo aos investimentos.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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