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Brasil registra 74 mil gringos como MEI; venezuelanos lideram ranking

Levantamento aponta que Brasil conta com 74 mil gringos como MEI. O número de estrangeiros na categoria é crescente. Saiba mais!

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Pessoa segurando um celular apontado para a câmera. Na tela do celular está os logos da Receita Federal, do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).

Dados da Receita Federal, levantados pelo Sebrae, apontam uma crescente no número de MEIs estrangeiros. Assim, de acordo com a pesquisa, somente nos últimos anos, o quantitativo microempreendedores gringos no Brasil ultrapassou os 74 mil. 

Nesse sentido, ainda segundo as informações, comércio e fabricação de roupas são as áreas em que a maior parte desses empreendedores atuam. Dessa forma, siga na leitura para saber mais sobre tal assunto.

Número de MEIs estrangeiros cresce no Brasil

Com base nos dados analisados pelo Sebrae, desde o período pré-pandemia, o número de MEIs estrangeiros no país cresceu em 73%. Até maio deste ano, existiam, no Brasil, 74,2 mil microempreendedores ativos de nacionalidade não brasileira. 

Cabe destacar que a maioria dos estrangeiros são de países da América Latina, sendo os venezuelanos, bolivianos e colombianos as nacionalidades mais registradas com cadastros MEIs. Portanto, confira a seguir o levantamento das principais nações de origem dos microempreendedores gringos no Brasil:

  • Venezuela: 10.360 (14%);
  • Bolívia: 9.882 (13,3%); 
  • Colômbia: 6.613 (8,9%); 
  • Argentina: 5.727 (7,7%); 
  • Haiti: 4.148 (5,6%);
  • Uruguai: 3.450 (4,6%); 
  • Peru: 3.280 (4,4%); 
  • Senegal: 3.022 (4,1%); 
  • Portugal: 2.927 (3,9%); 
  • Paraguai: 2.617 (3,5%).

Setores mais ocupados 

Entre os MEIs estrangeiros em território nacional, destacam-se os de áreas relacionadas a vestuário. Nesse sentido, cerca de 15% dos microempreendedores gringos trabalham no comércio varejista de roupas e acessórios. Outros 10,1% atuam na fabricação dessas peças.

Ademais, outros setores bastante ocupados por microempreendedores de outras nacionalidades são os serviços relacionados a cabelo e beleza, restaurantes e ensino de idiomas. Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o MEI possibilita a inclusão de imigrantes na economia brasileira.

“Muitos estrangeiros, entre eles refugiados, veem no empreendedorismo uma forma de inclusão social e econômica”, explica Lima.

Por fim, o estrangeiro interessado em virar MEI deve realizar a formalização de seu cadastro através do portal gov.br.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

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