Nesta quarta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou um despacho que determina que os ministérios criem uma proposta para implementar uma nova política de valorização do salário mínimo.
Brasileiros recebem triste notícia sobre o salário mínimo
Nesta quarta-feira, o presidente Lula assinou um despacho que pode afetar o valor do salário mínimo. Veja mais detalhes
Dessa forma, a proposta será elaborada pelos seguintes ministérios:
- Trabalho;
- Fazenda;
- Previdência;
- Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e
- Casa Civil.
Assim, essas pastas terão que apresentar o texto em até 45 dias. No entanto, esse prazo poderá ser prorrogado, caso necessário, por igual período.
Valor abaixo do prometido
Portanto, com a decisão, o valor do salário mínimo continuará, por enquanto, R$ 1.302,00 e não R$ 1.320,00, como Lula havia prometido durante sua campanha à presidência da República.
Assim, embora Lula não tenha dado uma data para rever o piso salarial, afirmou que irá cumprir suas promessas. Contudo, o petista alegou que sua equipe só terá o Orçamento refeito no ano que vem. “Nós só vamos ter o nosso orçamento em 2024, porque vamos ter que construir o de 2023?, pontuou. “E eu tenho certeza de que vou cumprir todas as promessas de minha campanha.”
Valorização
À vista disso, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a valorização do salário mínimo “será feita pelo conjunto do governo”, com respeito à “previsibilidade da nossa economia”.
“Não tem canetaço, mas entendimento é consenso. Vamos construir entendimentos”, afirmou Marinho. “O salário mínimo está em vigor, em R$ 1.302. A partir daqui, vamos construir a nova política de valorização, a partir desse grupo.”
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Centrais sindicais
Ademais, na última terça-feira (17), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, foi contundente ao dizer que a decisão de aumentar o salário mínimo é de responsabilidade do governo e que, para isso, haverá negociações com as centrais sindicais.
Assim, Lula realizou no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, seu primeiro encontro com lideranças sindicais.
Imagem: Gustavo Mello/shutterstock.com
