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Brics enfrenta crise de representatividade e dificuldade para avançar agenda

CĂșpula do Brics no Rio tem ausĂȘncia de Xi e Putin, dificultando debates sobre conflitos, reformas na ONU e moeda alternativa.

Bianca BorgesPor Bianca Borges⏱ 3 min de leitura
COP30

A cĂșpula do Brics realizada neste fim de semana no Rio de Janeiro enfrenta um desafio significativo: a ausĂȘncia dos presidentes da China, Xi Jinping, e da RĂșssia, Vladimir Putin. Ambos enviaram representantes, mas nĂŁo participarĂŁo pessoalmente, enfraquecendo a força polĂ­tica do encontro.

Além desses líderes, o supremo líder do Irã, Ayatolah Ali Khamenei, e o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, também não estarão presentes, o que compromete a capacidade do bloco de avançar em pautas complexas como conflitos internacionais e a reforma do Conselho de Segurança da ONU.

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Críticas à ONU e tensÔes globais

Brasil brics
Imagem: Fernando FrazĂŁo / AgĂȘncia Brasil

O bloco formado por Brasil, RĂșssia, Índia, China e África do Sul tem manifestado sua insatisfação com a atual estrutura das NaçÔes Unidas, que, segundo eles, nĂŁo representa adequadamente os interesses dos paĂ­ses em desenvolvimento.

O presidente brasileiro, Luiz Inåcio Lula da Silva, criticou abertamente a ONU, afirmando que a organização tem se mostrado ineficaz diante dos conflitos mundiais e destacou:
“HĂĄ muito tempo eu nĂŁo via a nossa ONU tĂŁo insignificante como ela se apresenta hoje. Uma ONU que foi capaz de criar o Estado de Israel nĂŁo Ă© capaz de criar o Estado palestino.”

Temas em debate e tom conciliador

Apesar dos percalços, a agenda da cĂșpula inclui temas importantes como o avanço da inteligĂȘncia artificial e o financiamento para o combate Ă s mudanças climĂĄticas.

Lula deverĂĄ manter um discurso conciliador para preservar a harmonia entre os paĂ­ses do bloco e evitar tensĂ”es maiores com os Estados Unidos e outras potĂȘncias ocidentais.

Relação com os Estados Unidos e moeda alternativa

Bandeiras dos Brics em uma mesa de escretĂłrio
Imagem: William Potter/shutterstock.com

O Brics também busca fortalecer o multilateralismo em oposição às políticas comerciais protecionistas dos EUA.

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No passado, o ex-presidente americano Donald Trump criticou o bloco, especialmente quando foram discutidas propostas para criar uma moeda alternativa ao dólar, ameaçando tarifas caso o tema avançasse.

Na cĂșpula, Lula voltou a mencionar essa possibilidade e ressaltou crĂ­ticas ao protecionismo econĂŽmico global, indicando que o grupo continua empenhado em ampliar sua influĂȘncia no cenĂĄrio internacional, mesmo diante das dificuldades enfrentadas nesta edição do encontro.

ConclusĂŁo

A cĂșpula do Brics no Rio de Janeiro, marcada por ausĂȘncias de lĂ­deres-chaves, enfrenta dificuldades para avançar em sua agenda estratĂ©gica.

Apesar disso, o encontro mantém o objetivo de fortalecer a voz do bloco no mundo, defender o multilateralismo e buscar soluçÔes conjuntas para os desafios econÎmicos e geopolíticos globais.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges Ă© estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixĂŁo por cultura pop, tecnologia e universos geek. FĂŁ de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visĂŁo criativa e analĂ­tica para o time do Seu CrĂ©dito Digital, colaborando na produção de conteĂșdos relevantes sobre consumo, serviços pĂșblicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraĂ­do e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisĂŁo.

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