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Brigas por herança na justiça podem demorar DÉCADAS para serem resolvidas; veja casos

Brigas por herança na justiça podem se arrastar por décadas, gerando conflitos familiares e impasses legais. Saiba mais!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
Martelo de juiz posicionado sobre várias notas, representando indenização em processo.

Brigas por herança na justiça podem se arrastar por anos, até mesmo décadas, antes de serem finalmente resolvidas. Esses casos de disputas familiares e litígios prolongados são cada vez mais comuns e demonstram a complexidade do processo de divisão de bens e heranças, especialmente quando não há um inventário ou testamento claro.

Um dos principais fatores que contribuem para a demora desses processos é a falta de consenso entre os herdeiros. Divergências relacionadas ao valor dos bens e à destinação dos lucros da herança podem gerar impasses e prolongar o tempo necessário para chegar a um acordo.

Além disso, quando não há um consenso sobre quem será o administrador da herança, um inventariante dativo, nomeado pelo juiz, pode ser designado, o que muitas vezes é contestado pela família.

Processos de herança

As questões familiares e pessoais também desempenham um papel importante na demora desses processos. Disputas prolongadas entre os familiares podem transformar a divisão de bens em um verdadeiro campo de batalha jurídico.

Por esse motivo, especialistas recomendam a adoção de medidas de planejamento sucessório, como a realização de inventários e testamentos, para evitar conflitos futuros. Um exemplo recente que tem gerado discussões sobre brigas por herança é o caso do apresentador Gugu Liberato.

A mãe dos filhos do apresentador busca o reconhecimento de sua união estável com ele para ter direito a uma parte da herança avaliada em R$ 1 bilhão. Esse caso evidencia a complexidade e a importância de lidar adequadamente com a divisão de bens e heranças.

Outro fator que tem contribuído para o aumento de disputas por herança é o crescente número de pessoas buscando a Defensoria Pública para resolver conflitos relacionados a essa questão.

Pandemia e soluções consensuais

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Esse aumento pode ser atribuído, em parte, ao empobrecimento da população devido à pandemia de Covid-19, que reduziu a capacidade financeira para contratar advogados. Além disso, há um maior reconhecimento dos direitos das pessoas envolvidas nessas disputas.

A legislação estabelece que os bens devem ser divididos igualmente entre os herdeiros necessários (cônjuges, filhos, netos) e os herdeiros testamentários (aqueles nomeados pelo proprietário dos bens). No entanto, quando não há um testamento, a herança é transmitida aos herdeiros legítimos determinados pela lei.

As pessoas devem se informar e buscar assessoria legal adequada para lidar de forma adequada com questões relacionadas à partilha de bens e heranças, evitando assim litígios prolongados e desgastantes para todos os envolvidos.

Imagem: Satur / shutterstock.com

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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