A BYD ampliou sua participação no programa Move Brasil, iniciativa do governo federal que oferece condições especiais de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativos. A inclusão de quatro novos modelos foi aprovada nesta quarta-feira (26).
Entram na relação o King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2. A novidade amplia as opções para profissionais que pretendem comprar um veículo novo para trabalhar.
A mudança acontece após o governo elevar de R$ 150 mil para R$ 200 mil o teto de valor dos veículos que podem ser financiados pelo programa. Com isso, modelos que antes ficavam fora do limite passaram a ter possibilidade de enquadramento.
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Quais modelos da BYD foram incluídos no Move Brasil?

Os quatro veículos aprovados são:
- BYD King
- BYD Song Pro
- BYD Song Pro Flex
- BYD Atto 2
Os modelos possuem diferentes configurações de eletrificação. O King, por exemplo, é um sedã híbrido plug-in, enquanto o Song Pro Flex e o Atto 2 utilizam sistemas híbridos com tecnologia flex.
A inclusão atende principalmente profissionais que utilizam o automóvel de forma intensiva e buscam combinar menor consumo de combustível com condições de financiamento mais favoráveis.
Apesar da aprovação, os quatro veículos ainda precisam aparecer na relação oficial de bens financiáveis disponibilizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Por isso, o motorista deve consultar a lista antes de concluir a compra.
Quanto custa o BYD King no Move Brasil?
Entre os quatro modelos, a BYD já divulgou o preço especial do King GS.
Segundo a fabricante, o modelo poderá ser adquirido por R$ 129.890 dentro das condições do Move Brasil. O preço sugerido para o varejo é de R$ 166.990.
A diferença representa um desconto de mais de R$ 37 mil em relação ao preço de varejo informado pela empresa.
Os preços especiais do Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2 ainda não foram divulgados pela BYD.
Por isso, o consumidor deve tomar cuidado com anúncios que apresentem valores promocionais para essas versões sem confirmação oficial da montadora ou da instituição financeira.
Teto do financiamento sobe para R$ 200 mil
A entrada dos novos BYD ocorre depois de uma alteração importante nas regras do programa.
O governo aumentou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o teto de valor dos veículos que podem participar do Move Brasil.
A mudança permite que um número maior de automóveis seja enquadrado. O valor considerado é o preço final registrado na nota fiscal, após a aplicação dos descontos previstos.
Na prática, isso abre espaço para veículos de categorias superiores e amplia as alternativas disponíveis para quem utiliza o carro profissionalmente.
Quais são as taxas de juros do Move Brasil?
O programa foi criado para oferecer condições de crédito mais favoráveis aos profissionais do transporte individual de passageiros.
As taxas estabelecidas chegam a:
- 12,6% ao ano para homens;
- 11,5% ao ano para mulheres.
Na Caixa Econômica Federal, as taxas correspondem a aproximadamente 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.
O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses, dependendo da operação e das condições oferecidas pela instituição financeira.
Mesmo com juros reduzidos, o motorista precisa analisar o custo total do contrato. Entrada, número de parcelas, seguros, tarifas e demais encargos podem alterar significativamente o valor final pago pelo veículo.
Quem pode participar do Move Brasil?
O programa é destinado a taxistas e motoristas de aplicativos que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo.
No caso dos motoristas de aplicativos, é necessário ter cadastro ativo há pelo menos um ano e ter realizado pelo menos 100 corridas no período exigido.
Também é necessário que o profissional esteja vinculado a uma plataforma participante e cumpra as demais condições cadastrais do programa.
Para os taxistas, é necessário estar regularmente habilitado para exercer a atividade.
Quais carros podem ser financiados?
Não é qualquer carro novo que pode ser comprado por meio do Move Brasil.
O veículo precisa estar dentro dos critérios definidos pelo programa e constar na relação oficial de bens financiáveis.
Entre as características consideradas estão tecnologias de menor emissão, como:
- veículos flex;
- híbridos;
- híbridos flex;
- modelos elétricos, conforme os critérios estabelecidos.
Além disso, o veículo precisa respeitar o teto de R$ 200 mil estabelecido pelo programa.
A lista pode ser atualizada pelo governo. Por isso, consultar apenas o catálogo da montadora não é suficiente para confirmar a elegibilidade.
Como fazer o financiamento?
O primeiro passo é verificar se o motorista atende aos requisitos do Move Brasil.
O procedimento envolve a utilização da plataforma oficial do programa e a validação das informações do profissional.
Depois da aprovação cadastral, o interessado pode procurar uma instituição financeira habilitada para solicitar o financiamento.
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O processo, portanto, não termina com a aprovação no programa. O banco ainda realiza uma análise de crédito antes de liberar o dinheiro.
Aprovação no Move Brasil garante crédito?
Não.
Esse é um ponto importante para quem pretende comprar um veículo pelo programa.
Ser considerado elegível significa apenas que o profissional atende aos requisitos necessários para participar do Move Brasil. A concessão do financiamento depende da análise de crédito do banco.
A instituição pode avaliar renda, capacidade de pagamento, histórico financeiro e outros critérios utilizados em operações de crédito.
O que muda para motoristas de aplicativo?
Para quem trabalha diariamente com o carro, a inclusão dos novos modelos aumenta as possibilidades de escolha.
O King, por exemplo, passa a ser uma alternativa para quem procura um sedã híbrido com preço especial dentro do programa. Já os modelos da linha Song e o Atto 2 ampliam as opções para quem prefere SUVs e veículos com diferentes configurações de eletrificação.
O novo teto de R$ 200 mil também é relevante porque permite que mais modelos sejam enquadrados.
Ainda assim, o preço de compra não deve ser o único fator analisado. Quem utiliza o automóvel para trabalhar precisa considerar consumo, manutenção, seguro, autonomia elétrica, disponibilidade de recarga e valor das parcelas.
Um carro mais econômico pode reduzir os gastos durante o trabalho, mas uma parcela elevada pode comprometer parte importante da renda mensal.
O que verificar antes de comprar um BYD pelo programa?

Antes de fechar negócio, o motorista deve conferir alguns pontos.
1. Verifique a versão exata do veículo.
Não basta que o modelo esteja anunciado como participante. A versão específica precisa estar habilitada.
2. Confira o preço da nota fiscal.
O limite de R$ 200 mil deve ser respeitado de acordo com as regras do programa.
3. Compare o financiamento.
Observe a taxa de juros, o número de parcelas, a entrada e o custo total da operação.
4. Confirme a aprovação de crédito.
A aprovação no Move Brasil não significa que o banco necessariamente liberará o financiamento.
5. Calcule o custo de utilização.
Para quem trabalha com aplicativos ou táxi, combustível, energia, manutenção e seguro têm impacto direto na rentabilidade.
Conclusão
A inclusão do King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2 amplia o número de alternativas da BYD para taxistas e motoristas de aplicativos que pretendem financiar um veículo pelo Move Brasil. A mudança acontece em um momento de expansão do programa, principalmente após o governo elevar o teto dos veículos elegíveis de R$ 150 mil para R$ 200 mil.
O BYD King GS já teve preço especial divulgado de R$ 129.890, enquanto os valores dos outros três modelos ainda dependem de divulgação oficial da fabricante. Para quem pretende aproveitar as condições, o caminho mais seguro é verificar a elegibilidade no programa, consultar a lista oficial de veículos habilitados e comparar o custo total do financiamento antes de assinar o contrato.



