Várias mudanças devem ocorrer em breve no Bolsa Família, com o objetivo de cortar os custos do programa social. E a primeira dessas grandes mudanças no Bolsa Família diz respeito à forma de se cadastrar para ganhar o benefício. A ideia do governo é que o cadastramento de beneficiários no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) passe a ser feita pelo próprio beneficiário, ou seja, mais ou menos como ocorreu com o Auxílio Emergencial, no qual o beneficiário tinha que se cadastrar por meio de um aplicativo. Por enquanto, quem costuma cadastrar famílias no Bolsa Família são os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social).
Governo quer cortar custo do Bolsa Família fazendo cadastro de beneficiários por aplicativo
Para reduzir custos, o governo está criando um aplicativo para que cada beneficiário possa se cadastrar no Bolsa Família. Saiba mais!
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Além disso, o Governo Federal também quer reduzir o papel dos municípios no cadastro de novos beneficiários, o que pode ajudar muito a cortar custos no Bolsa Família. No momento do cadastro, os entrevistadores, que são funcionários públicos treinados, fazem várias perguntas aos possíveis beneficiários. As respostas dessas perguntas servem para definir o perfil das famílias carentes e orientar várias políticas sociais.
No entanto, caso o cadastro passe a ser por aplicativo, muitos especialistas acreditam que essa finalidade possa ficar comprometida; afinal, grande parte dos beneficiários do Bolsa Família são pessoas com baixa escolaridade, que podem preencher o cadastro incorretamente. A falta de acesso à internet para usar o aplicativo sem dúvida é outro problema para a implementação da nova forma de cadastro do Bolsa Família.
Veja na imagem a seguir o que muda com o novo cadastro do Bolsa Família por aplicativo.

Como deve funcionar o aplicativo do Bolsa Família?
O aplicativo do Bolsa Família também deve permitir pagamento digital via Pix e ter um sistema de oferta de vagas de emprego. Tal sistema deve estar ligado a sites e empresas de recrutamento, como Vagas.com.br, Empregos.com.br, Catho e LinkedIn. Contudo, o Ministério da Cidadania prefere ainda não falar mais detalhes e se manifestar apenas quando for lançar o novo CadÚnico.
O aplicativo também planeja integrar serviços de pagamento digital como o PIX e um sistema de oferta de vagas de emprego, usando as redes sociais como ponte entre os beneficiários dos programas sociais e empresas e sites de recrutamento, como Catho, Vagas.com.br, Empregos.com.br, além da rede social LinkedIn. Procurado pelo UOL, o Ministério da Cidadania afirmou que só irá se manifestar sobre as mudanças quando o novo CadÚnico for lançado.
O novo aplicativo já tem até um esboço de seu design, como você pode ver na imagem abaixo. Conforme o Ministério da Cidadania, o novo CadÚnico deve ficar pronto até julho de 2021.

Governo quer mais rigor na checagem do benefício
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De acordo com uma apresentação interna obtida pela equipe do site UOL, o governo tem uma lista com vários motivos para todas essas mudanças. Entre esses motivos estão, por exemplo, “reduzir custos de transferência de renda” e “mudar paradigma de programas assistenciais para programas de aumento de renda”.
E então, o que você achou dessas mudanças que devem acontecer no Bolsa Família? Dê a sua opinião nos nossos comentários.
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Imagem: Adao / Shutterstock.com
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