Nesta quinta-feira (1º), foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União que prevê que os formulários de cadastramento do Ministério da Previdência Social irão incluir a informação sobre raça/cor/etnia dos segurados e também dos servidores públicos que integram a pasta.
Cadastro da Previdência Social vai passar por grandes mudanças; veja
Os formulários de cadastramento do Ministério da Previdência Social irão passar por uma grande mudança em suas informações. Confira!
Assim, no campo que será incluído, deverá conter as identificações amarelo, branco, pardo, preto e indígena. A portaria também determina que as pessoas transexuais e travestis, possam usar o nome social. Além disso, o cadastro também deverá conter a orientação sexual e identidade de gênero.
Como fica o formulário de cadastramento da Previdência Social
Portanto, as novas informações do formulário estarão dispostas da seguinte forma:
- Campo de nome social acima do nome civil, para que não haja ato discriminatório;
- Campo de orientação sexual deverá conter caixas com as seguintes marcações: heterossexual, homossexual, transexual e outros;
- Campo de identidade de gênero deverá incluir as identificações: mulher cisgênero, homem cisgênero, mulher transgênero, homem transgênero, travesti e outros.
Também ficou estabelecido que os servidores públicos da Previdência Social, inclusive os do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), poderão utilizar o nome social nas seguintes situações:
- Cadastro de dados e informações de uso social;
- Comunicações internas;
- E-mail;
- Crachá;
- Lista de ramais do órgão; e
- Nome de usuário em sistemas de informática.
O órgão terá o prazo de 180 dias para se adaptar às novas regras.
Fim da discriminação
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Amanda Anderson de Souza, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade, considera que a iniciativa viabiliza a promoção de políticas públicas mais eficientes. Além disso, Amanda afirma que a medida tem o objetivo de acabar com tratamentos discriminatórios nas dependências da Previdência Social.
De acordo com a servidora, com a mudança, será possível produzir estatísticas por meio dos dados de raça, cor/etnia, gênero, orientação sexual e identidade de gênero, para a criação de políticas públicas tanto para os beneficiários do órgão quanto para os servidores.
Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com
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