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Calote de Bolsonaro na Caixa passa de R$ 10 bilhões

Entenda o que foi o calote do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e veja qual a situação da Caixa Econômica Federal.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro com expressão séria e olhando para cima.

O calote na Caixa Econômica Federal (CEF) pode passar de R$ 10 bilhões. Isso aconteceu devido ao lançamento de programas de microcrédito e do consignado do Auxílio Brasil, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Uma reportagem do portal UOL revelou dados dos programas, além de um calote no SIM Digital. A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, afirmou nesta terça-feira (30), que está apurando o pagamento de R$ 11 bilhões para a reeleição do ex-presidente. 

Microcrédito gerou prejuízo de R$ 3 bilhões

Um dos principais problemas é o da operação de microcrédito lançada pela Caixa em março do último ano. Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP) criando um novo tipo de microcrédito, o SIM Digital, destinado a pequenas empresas e famílias, com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS.

No entanto, nenhum banco privado demonstrou interesse em oferecer esse crédito. Sendo assim, a Caixa foi a única instituição a criar essa linha. Contudo, o resultado foi bastante negativo. De acordo com a presidente da CEF, mais de 80% dos empréstimos resultaram em calote. Isso representa um prejuízo de, aproximadamente, R$ 3 bilhões para a instituição financeira.

Bolsonaro liberou consignado com recursos do Auxílio Brasil

Outro problema está relacionado ao empréstimo consignado com recursos do Auxílio Brasil. Nesse caso, foram emprestados quase R$ 8 bilhões para cerca de 3 milhões de pessoas. Segundo a Caixa, a inadimplência está dentro do esperado, o que indica uma situação mais controlada em comparação ao microcrédito.

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Entretanto, é importante ressaltar que ambas as operações estão sendo analisadas pelos órgãos de controle e por uma auditoria interna. Serrano afirmou que essas operações foram utilizadas como um esforço do governo anterior para incentivar a economia, com um possível uso político da Caixa.

Isso porque, em 2022, o ex-presidente buscava conquistar o eleitorado de baixa renda. Dessa forma, Bolsonaro decidiu injetar mais dinheiro no mercado através da Caixa através de duas MPs assinadas por ele que criaram duas linhas de crédito no mesmo dia.

Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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