A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, afirmou nesta terça-feira (30), que está apurando o pagamento de R$ 11 bilhões para reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Serrano, uma auditoria interna investiga a concessão das linhas de crédito SIM Digital e o empréstimo consignado do Auxílio Brasil.
Presidente da Caixa diz estar apurando pagamento de R$ 11 bilhões para eleição de Bolsonaro
Uma reportagem denunciou um suposto pagamento da Caixa Econômica Federal para a eleição de Jair Bolsonaro (PL). Entenda!
As investigações estão relacionadas à reportagem do portal UOL que revelou dados dos programas, além de um calote no SIM Digital. Entenda o que aconteceu e qual o posicionamento da Caixa.
Reportagem denunciou pagamento de R$ 11 bilhões da Caixa para a eleição de Bolsonaro
A relação entre a Caixa Econômica Federal e o governo Bolsonaro, vem gerando um verdadeiro alvoroço na mídia. Desde então, a Caixa recebe acusações de ter adotado ações, como o pagamento de R$ 11 bilhões para ajudar na eleição de Bolsonaro.
Em 2022, o ex-presidente buscava conquistar o eleitorado de baixa renda, que majoritariamente preferia Lula, de acordo com as pesquisas eleitorais da época.
Assim, Bolsonaro decidiu injetar mais dinheiro no mercado através da Caixa, especificamente visando o público de baixa renda. A estratégia foi implementada através de duas Medidas Provisórias assinadas por ele que criaram duas linhas de crédito no mesmo dia.
Linhas de crédito para conquistar eleitorado
A primeira linha de crédito, SIM Digital, foi um programa de microcrédito que oferecia entre R$ 300 e R$ 1 mil para pessoas, mesmo aquelas com nome sujo, através do aplicativo Caixa Tem. Em apenas um mês, mais de R$ 1 bilhão foram disponibilizados através desse programa. No entanto, apesar de ter emprestado R$ 3 bilhões, a inadimplência acabou sendo muito alta.
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Na sequência, a Caixa lançou o Consignado do Auxílio Brasil, operando no período entre os turnos da eleição presidencial com a liberação de cerca de R$ 8 bilhões em créditos. A disponibilidade desses recursos pode ter beneficiado Bolsonaro, especialmente porque foram liberados em um momento crítico da campanha eleitoral.
A inadimplência no programa SIM Digital tem uma estimativa de um calote de cerca de R$ 2,5 bilhões. Dessa forma, um calote desse tamanho poderia prejudicar a Caixa Econômica Federal, que é um banco estatal bastante relevante para a criação de políticas públicas do Brasil.
Imagem: Antonio Cruz / Agência Brasil
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