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Presidente da Caixa diz estar apurando pagamento de R$ 11 bilhões para eleição de Bolsonaro

Uma reportagem denunciou um suposto pagamento da Caixa Econômica Federal para a eleição de Jair Bolsonaro (PL). Entenda!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro sorrindo e posando para foto ao lado de Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, também sorridente

A presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, afirmou nesta terça-feira (30), que está apurando o pagamento de R$ 11 bilhões para reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Serrano, uma auditoria interna investiga a concessão das linhas de crédito SIM Digital e o empréstimo consignado do Auxílio Brasil.

As investigações estão relacionadas à reportagem do portal UOL que revelou dados dos programas, além de um calote no SIM Digital. Entenda o que aconteceu e qual o posicionamento da Caixa. 

Reportagem denunciou pagamento de R$ 11 bilhões da Caixa para a eleição de Bolsonaro 

A relação entre a Caixa Econômica Federal e o governo Bolsonaro, vem gerando um verdadeiro alvoroço na mídia. Desde então, a Caixa recebe acusações de ter adotado ações, como o pagamento de R$ 11 bilhões para ajudar na eleição de Bolsonaro.

Em 2022, o ex-presidente buscava conquistar o eleitorado de baixa renda, que majoritariamente preferia Lula, de acordo com as pesquisas eleitorais da época.

Assim, Bolsonaro decidiu injetar mais dinheiro no mercado através da Caixa, especificamente visando o público de baixa renda. A estratégia foi implementada através de duas Medidas Provisórias assinadas por ele que criaram duas linhas de crédito no mesmo dia.

Linhas de crédito para conquistar eleitorado

A primeira linha de crédito, SIM Digital, foi um programa de microcrédito que oferecia entre R$ 300 e R$ 1 mil para pessoas, mesmo aquelas com nome sujo, através do aplicativo Caixa Tem. Em apenas um mês, mais de R$ 1 bilhão foram disponibilizados através desse programa. No entanto, apesar de ter emprestado R$ 3 bilhões, a inadimplência acabou sendo muito alta.

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Na sequência, a Caixa lançou o Consignado do Auxílio Brasil, operando no período entre os turnos da eleição presidencial com a liberação de cerca de R$ 8 bilhões em créditos. A disponibilidade desses recursos pode ter beneficiado Bolsonaro, especialmente porque foram liberados em um momento crítico da campanha eleitoral.

A inadimplência no programa SIM Digital tem uma estimativa de um calote de cerca de R$ 2,5 bilhões. Dessa forma, um calote desse tamanho poderia prejudicar a Caixa Econômica Federal, que é um banco estatal bastante relevante para a criação de políticas públicas do Brasil.

Imagem: Antonio Cruz / Agência Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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