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Calotes na conta de luz aumentarão com reforma tributária?

A reforma tributária vai aumentar o índice de calotes na conta de luz? Siga na leitura para saber mais sobre o tema.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
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A reforma tributária deve aumentar o índice de calotes na conta de luz? As distribuidoras temem que sim. Para as empresas de energia elétrica, há um grande risco do aumento da inadimplência diante da aprovação de uma reforma que tramita no Senado.

Nesse sentido, o setor se encontra preocupado com as chances de aumento da inadimplência para o caso de a eletricidade não ser considerada um item essencial na PEC 46/2022, referente à reforma tributária.

Distribuidoras temem que reforma tributária gere aumento da inadimplência na conta de luz

Conta de luz com lâmpada, moedas e calculadora sobre mesa
Imagem: Renata Photography / Shutterstock.com

Com base nos cálculos que circulam entre os executivos do setor, os tributos e encargos podem dobrar se a energia elétrica ficar de fora do que serão considerados itens essenciais. Assim, para o consumidor, a tarifa final da conta de luz pode sofrer com um aumento médio de 15%.

No entanto, em um cenário em que a conta de luz seja considerada essencial, a tarifa participaria de um regime específico. Assim, poderia pleitear mantendo ou reduzindo os patamares atuais.

Saiba mais sobre a PEC 46/2022

A PEC 46/22, que se encontra no Senado, tem como relator o senador Eduardo Braga (MDB/AM). Para ele, é impossível a aplicação de um novo modelo fiscal no país sem que seja estudada a posição de energia e o setor elétrico.

Cabe destacar que o setor sofre com o aumento da inadimplência quanto à conta de luz desde o ano de 2020, período em que teve início a pandemia da Covid-19. Apesar da notória melhora nos níveis de pagamento, os calotes ainda são maiores que os anteriores à crise sanitária.

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Assim, para o presidente do conselho de administração da Enel, Guilherme Lencastre, em recente participação no Congresso Ecoenergy, em São Paulo, o momento atual é algo que ele chama de “stress tarifário”.

“As distribuidoras hoje estão tendo que se desdobrar para ter o repasse, porque os governos locais não estão aceitando. Aí o problema fica na distribuidora para administrar uma inadimplência que está cada vez mais difícil”, completa Lencastre.

Imagem: Renata Photography / Shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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