A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) instaurou uma CPI dos Atos Antidemocráticos. A Comissão Parlamentar de Inquérito foi aberta nesta quarta-feira (18), para apurar os ataques terroristas realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia 8 de janeiro, em Brasília.
Câmara abre CPI para investigar ataques terroristas
A CPI investigará os ataques terroristas que destruíram as sedes dos Três Poderes em janeiro e vandalizaram a capital em dezembro.
Dessa forma, a CPI investigará os atos golpistas que destruíram as sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Além disso, a comissão também irá apurar os ataques realizados à sede da Polícia Federal, em Brasília, no dia 12 de dezembro.
CPI recebeu 23 assinaturas de deputados
A CPI aberta pela (CLDF) contou com 23 assinaturas, ou seja, 15 a mais do que era necessário para a instauração. Dessa forma, a Comissão Parlamentar de Inquérito atuará pelo prazo de 180 dias.
Contudo, o período pode contar com uma prorrogação de 90 dias. Ao todo, sete membros dos partidos da Câmara Legislativa deverão compor a CPI de maneira proporcional.
O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), convocou a sessão extraordinária para leitura do documento. A CPI contou com a aprovação dos componentes, com exceção do deputado Daniel Donizet (PL), que estava ausente.
Ataques golpistas destruíram sedes de instituições
Os atos que serão investigados pela CPI destruíram sedes de instituições. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro vandalizaram Brasília no dia 12 de dezembro. No ataque, 8 veículos foram incendiados, vias foram bloqueadas e a sede da Polícia Federal sofreu uma tentativa de invasão.
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No último dia 8, uma semana após a cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 100 ônibus chegaram a Brasília com cerca de 4 mil manifestantes golpistas.
Assim, os terroristas destruíram as sedes dos Três Poderes quebrando estruturas como vidraças, móveis e eletrônicos, além de danificarem obras de arte, gabinetes e documentos oficiais.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
