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Candidato não mede palavras e crítica beneficiários do Auxílio Brasil

Jair Bolsonaro (PL) criticou os beneficiários do Auxílio Brasil, afirmando que eles não estão acostumados a buscar emprego

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Maioria dos brasileiros usa o Auxílio Brasil para comprar comida

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Na última quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou os beneficiários do Auxílio Brasil, afirmando que eles estão acostumados a não terem profissão e que por isso não estão acostumados a buscar emprego.

Embora não tenha citado diretamente o programa de transferência de renda, Bolsonaro aproveitou a oportunidade para criticar indiretamente seu principal adversário na corrida presidencial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tirar as pessoas da linha da pobreza é um trabalho gigantesco, são pessoas que foram ao longo dos anos acostumadas a não se preocupar, ou o Estado negar uma forma de ela aprender uma profissão”, afirmou o presidente.

Profissão sem estudo

Bolsonaro ainda afirmou que dentre as profissões escolhidas pelos beneficiários do Auxílio Brasil, a maior parte não precisa de estudo para ser realizada.

“Por exemplo, você quer vender uma carrocinha de cachorro-quente na praça. Você não tem que ter estudo para isso, com todo o respeito. Você tem que entrar com o pedido de alvará e a prefeitura conceder”, argumentou.

Fome no Brasil

Ademais, Bolsonaro questionou novamente a veracidade do número de pessoas que estão em risco de fome. Assim, o presidente do Brasil citou os dados de Santa Catarina, onde 500 mil pessoas que se encontram em insegurança alimentar moderada.

“O outro candidato foi em Santa Catarina e disse que lá tinham 500 mil pessoas passando fome. Tem gente passando fome? Tem, mas não nesse número todo”, indagou.

Dessa forma, o presidente e sua equipe já haviam questionado antes os dados da Rede Penssan, que indicam que o Brasil tem cerca de 33 milhões de pessoas em risco alimentar. Em agosto, o presidente afirmou em entrevista ao programa Pânico que “não vê alguém pedindo pão na padaria”.

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Além de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também afirmou ter dúvidas acerca da fome no país e que não acredita nos dados que apontam que o Brasil retrocedeu 30 anos no combate à miséria.

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Imagem: JERO SenneGs/shutterstock

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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