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Contas de Carla Zambelli são bloqueadas após decisão de Alexandre de Moraes

STF bloqueia contas e cartões de Carla Zambelli após ordem de Alexandre de Moraes. Deputada deixou o país após condenação.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
carla zambelli

A crise política e jurídica envolvendo a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) ganhou novos contornos com a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em cumprimento à ordem judicial, o banco Itaú bloqueou contas bancárias e diversos cartões vinculados à parlamentar.

A medida foi adotada dias depois de Zambelli sair do Brasil, logo após ser condenada a 10 anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Leia mais: STF determina prisão definitiva de Carla Zambelli, que está na Itália

Determinação do STF exige ação imediata

INSS STF
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Na quarta-feira (4), Alexandre de Moraes ordenou que todas as instituições financeiras comunicassem, em até 24 horas, o bloqueio de bens pertencentes à parlamentar. O despacho foi uma resposta direta à movimentação de Zambelli, que, segundo apurações, teria cruzado a fronteira com a Argentina e seguido para os Estados Unidos, antes de embarcar rumo à Itália.

A decisão de Moraes inclui o congelamento de contas correntes e poupanças, bem como o impedimento de transações financeiras, inclusive via PIX, além do bloqueio de cartões de crédito, débito e quaisquer ativos mantidos em instituições financeiras.

Itaú confirma valores e cartões afetados

O banco Itaú foi uma das instituições que respondeu à ordem do STF. Em comunicado enviado à Corte, informou ter encontrado apenas R$ 2.118,28 em uma conta corrente e R$ 5 em uma poupança em nome da deputada. Além disso, sete cartões de crédito e um cartão de débito foram imediatamente bloqueados, conforme estabelecido na decisão judicial.

Segundo o ministro, o objetivo é impedir movimentações que possam representar ocultação de patrimônio, tentativa de fuga de recursos ou financiamento de ações consideradas ilícitas.

Condenação e fuga do país

O bloqueio ocorreu poucos dias após a revelação de que Zambelli havia deixado o território nacional no fim de maio. A parlamentar foi condenada por envolvimento em invasões aos sistemas internos do CNJ, ação considerada grave pelo Judiciário. A pena de 10 anos de prisão acirrou ainda mais os embates entre a base bolsonarista e o Supremo.

Fontes ligadas à investigação relataram que Zambelli viajou primeiro para a Argentina, seguindo depois para os Estados Unidos. De lá, teria embarcado para a Itália. A defesa da deputada ainda não se manifestou oficialmente sobre o paradeiro atual ou sobre o cumprimento das determinações judiciais.

Medida afeta até verbas parlamentares

O despacho do ministro Alexandre de Moraes foi amplo. Determina que o bloqueio se estenda inclusive a contas utilizadas para o recebimento de salários parlamentares e verbas de gabinete. Ou seja, a decisão atinge todas as fontes de recursos financeiras vinculadas à deputada, sem exceções.

Além disso, o texto da ordem proíbe transferências de qualquer natureza, o que inclui movimentações por meio de plataformas digitais, como o sistema PIX. A intenção, segundo juristas ouvidos pela imprensa, é inviabilizar qualquer tentativa de Zambelli de acessar ou transferir valores enquanto estiver fora do país.

Repercussão política e jurídica

Carla Zambelli
Imagem: Lula Marques / Agência Brasil EBC

A medida do STF gerou ampla repercussão nos meios políticos e jurídicos. Parlamentares da oposição criticaram o que chamam de “perseguição judicial”, enquanto setores mais próximos ao Judiciário e especialistas em direito constitucional defendem a decisão como necessária diante da gravidade das acusações e da fuga do país.

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Analistas políticos veem o episódio como mais um capítulo da crescente tensão entre membros do Congresso e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em torno de figuras ligadas ao bolsonarismo.

Justiça amplia cerco contra crimes cibernéticos

A condenação de Carla Zambelli está inserida em um contexto maior de repressão a crimes cibernéticos com motivações políticas. O STF e outras instâncias da Justiça têm agido de forma mais rigorosa para conter ataques aos sistemas públicos digitais, especialmente aqueles com o intuito de minar a confiança nas instituições.

No caso de Zambelli, o envolvimento direto na invasão de sistemas do CNJ foi considerado particularmente grave, o que justificou a severidade da pena e a posterior adoção de medidas como o bloqueio de bens.

Futuro político incerto

Com a condenação e o bloqueio de bens, o futuro político de Carla Zambelli permanece incerto. Ainda não há informações sobre possível pedido de extradição ou negociação de retorno ao país. Internamente, a Câmara dos Deputados deve ser provocada nos próximos dias a se posicionar sobre a situação da parlamentar, uma vez que o mandato continua em vigor, embora ela esteja licenciada.

Enquanto isso, o STF segue monitorando os desdobramentos do caso, em especial qualquer movimentação financeira ou tentativa de transferência de recursos por parte da deputada.

Com informações de: GP1

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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