No ano de 2017, o Carrefour realizou a demissão de 32 funcionários envolvidos em atividades sindicais. Anos depois, uma ação movida resultou na condenação da rede de supermercados, que precisará desembolsar R$ 500 mil por danos morais.
Carrefour é condenado em R$ 500 mil após demissões
Demissões feitas pela rede de supermercados Carrefour resultaram em condenação para a companhia, que precisará pagar R$ 500 mil. Confira.
Nesse sentido, tal decisão partiu da Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1° Região e foi tomada no fim no último mês de maio. Desse modo, siga na leitura para entender todo o caso.
Carrefour demite funcionários que organizavam greve e é multado anos depois
Há seis anos, o Carrefour realizava o desligamento em massa de mais de 30 colaboradores no Rio de Janeiro. O motivo das demissões teria sido o fato de os trabalhadores estarem organizando uma greve para denunciar a falta de pagamento por trabalhar aos finais de semana e feriados.
Na ocasião, o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (Secrj) já havia denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) a falta da remuneração adicional para os empregados do grupo.
Em entrevista dada ao Alma Preta, o presidente do sindicato, Márcio Ayer, destacou a conduta da empresa como antissindical. Ainda de acordo com ele, os contratados da rede de supermercados estavam dispostos a negociar. Mas, para a surpresa de todos, os 32 funcionários ligados ao sindicato foram demitidos.
O que diz o Carrefour?
Em reportagem feita pelo portal Nós, é contado que, no processo, o grupo nega ter praticado dispensa discriminatória. A companhia afirma que as demissões aconteceram diante de um “programa global de reestruturação necessário” frente à crise econômica vivida pelo mercado na época.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O Carrefour também alega que os funcionários demitidos, que eram vendedores de eletrodoméstico, possuíam baixa performance na corporação. Contudo, a situação é negada pelo presidente do Secrj, que argumenta contra a versão do supermercado.
Por fim, o pagamento de R$ 500 mil que deve ser feito pela empresa será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Imagem: ricochet64 / Shutterstock.com
