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Ministério Público apoia processo contra Carrefour por novos casos de racismo

O Ministério Público de São Paulo concordou em apoiar ação movida contra o Carrefour por novos casos de racismo. Saiba mais

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura

No último dia 24, o Ministério Público de São Paulo assinou um parecer em concordância com a nova ação contra o Carrefour. Entidades denunciam casos de racismo cometidos pela rede de supermercados.

A Educafro, Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes, e o Centro Santos Dias de Direitos Humanos entraram com a ação no último mês de abril. Desse modo, siga a leitura para saber mais sobre o processo.

Casos de racismo envolvendo o Carrefour recebe parecer do MP

Em diferentes situações, a rede de supermercados Carrefour foi palco de atos racistas. No ano de 2021, as ONGs anteriormente citadas fecharam um acordo judicial no valor de R$ 115 milhões após a morte de João Alberto, um homem negro que foi vítima de espancamento em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. O valor foi destinado a políticas anti racistas.

No último dia 7 de abril, o cantor Vinícius de Paula, homem negro, foi impedido de ser atendido em um Carrefour de Alphaville, São Paulo. No entanto, o atendimento a uma cliente branca acontecia normalmente.

Em 9 de abril, houve o registro de outro caso de racismo, dessa vez, no Atacadão Parolin, supermercado da rede Carrefour, em Curitiba. Na ocasião, os seguranças ficaram perseguindo uma mulher negra. A professora, identificada como Isabel Oliveira, tirou as roupas para protestar contra a situação.

De acordo com a ação movida, a Educafro e o Centro Santos Dias, apontam que os casos de racismo seguem acontecendo nas unidades do Carrefour. As entidades afirmam que a empresa continua a prover os crimes no país.

Nova ação contra o Carrefour 

As entidades pedem uma nova indenização de R$ 115 milhões pela recorrência de casos de racismo. Apesar da promoção de campanhas publicitárias pelo Carrefour, as ONGs cobram medidas efetivas contra o racismo por parte da rede de supermercados.

Sobre o assunto, o diretor-executivo da Educafro, Frei David, destacou a necessidade da intervenção do Poder Judiciário sobre a gestão irresponsável da empresa.

Imagem: Ritu Manoj Jethani/ Shutterstock.com

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