O personagem infantil Fofão está muito presente no imaginário do público brasileiro. Criado pelo humorista Orival Pessini (1944-2016), a reprodução da sua imagem acontece de diversas formas. Porém, uma delas foi parar na Justiça.
Carreta Furacão é condenada a pagar R$ 70 mil por plagiar o personagem Fofão
Justiça decidiu que o grupo de animação Carreta Furacão deverá pagar indenização pelo uso da imagem de Fofão. Saiba mais!
Nesse sentido, a Corte de São Paulo condenou o grupo de animação infantil Carreta Furação a pagar indenização à família do artista no valor de R$ 70 mil. Saiba mais informações sobre esse assunto.
Carreta Furacão é processada pelo uso indevido do personagem Fofão

A Agência Artística é a responsável pela abertura da ação contra a Carreta Furação. Ela representa os interesses do filho do humorista, Pedro Vasen Pessini. De acordo com a Agência, o grupo usurpa e comercializa a imagem de Fofão indevidamente.
A Carreta Furacão ainda nomeou o personagem como Fonfon, ou seja, o nome ainda é muito próximo ao original. Fofão, por sua vez, surgiu nos anos 80 e era uma presença certa no programa “Balão Mágico”, da Rede Globo.
No processo, a Agência Artística declara que “Fonfon é uma cópia grotesca e assustadora do Fofão original”. Ademais, continua dizendo que “o próprio nome ‘Fonfon’ deixa clara a intenção de fazer referência ao original.”
Confira a decisão da Justiça
A Justiça de São Paulo, através do juiz Thomaz Carvalhaes Ferreira, decidiu que o grupo de animação infantil não pode mais continuar a utilizar Fonfon sem a autorização dos direitos autorais. Ainda, as publicações de conteúdo com o personagens devem ser removidas do ar.
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Portanto, a Carreta Furação terá que pagar R$ 70 mil em indenização por danos morais. Outro pagamento diz respeito a danos materiais, cujo cálculo da quantia tomará como base os lucros do grupo desde 2016 (ano de lançamento do Fonfon).
O grupo ainda pode recorrer da decisão judicial. Aliás, a defesa da Carreta alegou que seu personagem é apenas uma paródia de Fofão e que isso não constitui em violação dos direitos autorais.
Imagem: Danilo Verpa / Folhapress / Arquivo
