Com a alta dos combustíveis e o crescimento da consciência ambiental, motoristas de aplicativos estão de olho nos carros elétricos. Modelos como o BYD Dolphin Mini têm ganhado destaque pelas ruas brasileiras e despertam a curiosidade: será que vale a pena usar um carro elétrico na Uber ou 99?
Carro elétrico na Uber compensa? Economia de R$ 200 por carga e zero manutenção, entenda
Motoristas economizam R$ 200 por carga e evitam manutenções. Mas será que vale mesmo o investimento?
A seguir, analisamos os benefícios e desafios dessa escolha, destacando o que muda na rotina, na economia e na manutenção para quem dirige com um veículo elétrico em plataformas de transporte.
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Economia de combustível: vantagem que chama atenção

A principal vantagem relatada por quem já adotou o carro elétrico é a economia. Em comparação com modelos a combustão, a diferença no custo por quilômetro rodado é notável. O BYD Dolphin Mini, por exemplo, percorre até 265 km com uma única carga, que custa em média R$ 20 em uma tomada convencional. O valor equivale a uma economia de até R$ 200 por carga, comparado ao que se gastaria com gasolina em trajetos similares.
Isso representa uma vantagem significativa para quem roda longas distâncias diariamente, como é o caso dos motoristas da Uber e 99, que muitas vezes trabalham por mais de 10 horas seguidas.
Menos manutenção, mais tempo na rua
Além da economia com energia, os carros elétricos exigem menos manutenção. Sem motor a combustão, esses veículos dispensam troca de óleo, filtros, velas e correias. O Dolphin Mini, por exemplo, necessita basicamente de revisões nos freios, suspensão e sistema elétrico, itens que sofrem menos desgaste em comparação com os veículos tradicionais.
Essa simplicidade mecânica reduz o tempo parado em oficinas e os gastos inesperados, o que aumenta o tempo disponível para gerar renda nas plataformas.
Uber ainda sem categoria exclusiva, mas com incentivos pontuais
Apesar do avanço dos elétricos, a Uber ainda não oferece uma categoria dedicada a esses veículos no Brasil. No entanto, motoristas que optam por carros como o Dolphin Mini podem atuar em categorias como a Uber Comfort, que prioriza veículos mais novos e confortáveis.
A empresa tem realizado ações pontuais com bônus e taxas reduzidas em algumas cidades para incentivar a adesão aos veículos sustentáveis. Mas, segundo relatos de motoristas, esses benefícios são ainda limitados e não padronizados em todo o território nacional.
Infraestrutura de recarga: o calcanhar de Aquiles
Se por um lado o custo de operação é atraente, por outro, a infraestrutura para recarga ainda é um entrave. A recarga em tomada doméstica leva de 8 a 10 horas, o que pode limitar a disponibilidade do carro em horários de pico.
Embora o Brasil tenha expandido a rede de eletropostos, ela ainda está concentrada nas grandes capitais, dificultando a operação em regiões menores. Motoristas precisam planejar bem as rotas e horários para não ficarem parados em filas ou locais sem carregadores funcionais.
Custo de aquisição ainda é barreira
O preço inicial do carro elétrico ainda é uma das maiores barreiras para quem deseja fazer a transição. Mesmo sendo o mais acessível da categoria, o Dolphin Mini ultrapassa os R$ 100 mil, um investimento alto para quem vive da renda do dia a dia de corridas.
Para contornar isso, motoristas tentam recorrer a aluguel. No entanto, poucas locadoras oferecem planos com carros elétricos compatíveis com a realidade financeira desses profissionais, e as que oferecem, mantêm listas de espera.
99 se destaca com categoria própria e mais apoio
Entre os aplicativos, a 99 tem se sobressaído ao criar iniciativas mais diretas de apoio aos elétricos. Desde 2023, a empresa oferece a categoria 99 Elétrico, disponível em cidades como São Paulo, com vantagens como:
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- Menores taxas de serviço
- Ganhos maiores por quilômetro
- Prioridade na aceitação de corridas
- Bônus por produtividade
A empresa também firmou parcerias com eletropostos para facilitar a recarga, oferecendo descontos e, em alguns casos, gratuidade no abastecimento.
O desafio do tempo de recarga persiste

Mesmo com incentivos da 99, o tempo de recarga continua sendo um ponto crítico. Dependendo do local e da hora do dia, motoristas enfrentam longas esperas ou falta de vagas para recarregar, o que pode comprometer a rentabilidade diária.
Para muitos, a melhor opção ainda é recarregar em casa à noite. No entanto, isso só é viável para quem tem acesso a garagem com infraestrutura adequada, o que não é realidade para todos os profissionais.
Conclusão: o carro elétrico compensa, com planejamento
Adotar um carro elétrico como o BYD Dolphin Mini pode ser vantajoso para motoristas de aplicativo, desde que estejam em cidades com boa infraestrutura e tenham condições para recarregar o veículo em casa.
A economia com energia e manutenção, somada a um maior conforto ao dirigir, torna a escolha atraente. No entanto, desafios como o custo de aquisição e a disponibilidade de pontos de recarga ainda são limitadores.
O futuro parece promissor para os elétricos, mas sua viabilidade depende da ampliação do suporte por parte das plataformas e do acesso facilitado aos veículos. Para quem pode se adaptar à nova realidade, a transição para a eletricidade representa não só uma economia real, mas também um passo em direção à sustentabilidade.
