A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) apresenta desempenho significativamente superior na prevenção a fraudes quando comparada a documentos tradicionais usados no Brasil. A constatação é de um levantamento da Serasa Experian, que analisou cerca de 30 milhões de transações financeiras realizadas entre janeiro e agosto de 2025.
Novo RG pode reduzir golpes de identidade no Brasil
Estudo da Serasa mostra que a CIN é mais segura que RG, CNH e DNI e reduz riscos de fraude no Brasil.
Os dados reforçam a estratégia do governo federal de substituir gradualmente o antigo RG por um documento único, padronizado e com recursos tecnológicos mais robustos, capazes de reduzir falhas históricas no sistema de identificação civil brasileiro.
Leia mais:
Evite perder o MEI: veja os erros que causam exclusão
CIN tem taxa maior de autenticações seguras
Segundo o estudo, 86,9% das autenticações realizadas com a Carteira de Identidade Nacional foram aprovadas sem qualquer indício de risco de fraude. O percentual supera o desempenho do RG tradicional, que registrou taxa de aprovação de 80,6% no mesmo período.
Em termos proporcionais, a análise indica que a CIN é até dez vezes menos suscetível a tentativas de falsificação do que o RG estadual. O novo documento também apresentou nível de segurança cinco vezes superior ao da CNH e quatro vezes maior que o do DNI, usados amplamente em processos de validação de identidade.
Esses números ganham relevância em um contexto de crescimento das fraudes digitais e do uso indevido de dados pessoais em operações financeiras e contratações online.
Por que o modelo antigo facilitava fraudes
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o principal problema do modelo anterior era estrutural. Cada estado brasileiro podia emitir RGs com numerações próprias, layouts diferentes e níveis variados de segurança.
Na prática, isso permitia que um mesmo cidadão tivesse múltiplos registros de identidade, situação explorada por organizações criminosas para abrir contas, obter crédito ou aplicar golpes em nome de terceiros.
A padronização nacional da CIN elimina essas brechas ao adotar um número único em todo o país, equivalente ao CPF, e um layout unificado, com mecanismos de segurança comuns a todas as unidades da federação.
Documento único com CPF como número nacional
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para unificar a identificação civil no Brasil. O documento passa a utilizar exclusivamente o CPF como número identificador, evitando duplicidades e inconsistências cadastrais.
A expectativa do governo federal é emitir cerca de 130 milhões de unidades até 2026. A partir desse ano, deixará de ser permitida a emissão de novos RGs estaduais, embora os documentos antigos sigam válidos até 2032, conforme o cronograma oficial de transição.
Tecnologia reforça a segurança da CIN
Um dos principais diferenciais da nova identidade está no uso de recursos tecnológicos que ampliam a capacidade de verificação digital e dificultam adulterações.
QR Code e leitura automática
A CIN incorpora QR Code e a chamada MRZ (zona de leitura automática), tecnologia semelhante à usada em passaportes. Esses recursos permitem validação rápida por sistemas eletrônicos e tornam mais difícil a falsificação física do documento.
Integração de dados
O documento também pode reunir informações adicionais, como:
- Dados da CNH
- Número da carteira de trabalho
- Tipo sanguíneo
- Informações de saúde autorizadas pelo titular
Essa integração reduz a necessidade de múltiplos documentos e melhora a confiabilidade das autenticações em serviços públicos e privados.
Atualizações por faixa etária
Outro ponto relevante é a previsão de atualizações periódicas conforme a idade do titular. Crianças, adolescentes e adultos passam a ter prazos distintos de validade, o que reduz o risco de uso de documentos desatualizados, especialmente em processos que envolvem reconhecimento facial.
Onde ainda existem riscos de fraude
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Apesar do desempenho superior, o levantamento da Serasa Experian identificou pontos sensíveis nos processos de autenticação com a CIN.
Falhas no reconhecimento facial
O chamado “Facematch” foi responsável por 41,1% dos alertas de risco. Esses casos ocorrem quando a imagem apresentada não corresponde à base oficial, seja por tentativa de fraude ou por problemas técnicos na captura da foto.
Inconsistências cadastrais
Outro fator relevante foi a verificação de dados, que respondeu por 36,3% das ocorrências. As inconsistências envolvem divergências em informações pessoais, como nome, filiação ou data de nascimento, geralmente associadas a cadastros desatualizados.
Esses pontos indicam que, embora o documento seja mais seguro, a qualidade dos dados e a correta atualização cadastral continuam sendo essenciais para a prevenção de fraudes.
Impacto para bancos, empresas e cidadãos
A maior segurança da CIN tende a beneficiar não apenas o poder público, mas também bancos, fintechs e empresas que dependem de validação de identidade para conceder crédito, abrir contas ou autorizar transações.
Para o cidadão, a expectativa é de menos transtornos, maior agilidade em cadastros e redução do risco de ter o CPF usado indevidamente por terceiros.
O que muda daqui para frente
Com a ampliação da emissão da Carteira de Identidade Nacional, a tendência é que o documento se torne o principal meio de identificação no Brasil nos próximos anos. Empresas e órgãos públicos já vêm adaptando seus sistemas para reconhecer o novo padrão, enquanto o RG estadual caminha para a aposentadoria definitiva.
Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
