Nos últimos dias, as discussões acerca do fim do cartão de crédito rotativo voltaram para o cenário econômico brasileiro. O Ministério da Fazenda, o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) têm buscado alternativas para lidar com os altos juros cobrados pela modalidade. Para se ter ideia, os dados do ano passado apontam para uma taxa de juros que chegou a 430,5%.
Cartões de crédito podem receber importante mudança
Modalidade de cartões de crédito tem sido analisada e deve passar por alterações significativas. Saiba mais!
Com base nas regras atuais, quem fica no rotativo por 30 dias muda automaticamente para um parcelamento. De acordo com informações divulgadas sobre o assunto, está sendo estudado o cancelamento desse critério com a exclusão do rotativo.
Além disso, outras alternativas têm sido levantadas, como a cobrança de taxas fixas no parcelado sem juros e o aumento da tarifa do intercâmbio. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, que optaram pelo anonimato, o fim do rotativo não foi descartado pelo Ministério da Fazenda.
Como funciona o cartão de crédito rotativo?
À vista disso, o cartão de crédito rotativo é acionado de forma automática quando o consumidor deixa de pagar o valor integral da fatura no prazo de vencimento. Assim, a diferença que ficou para ser quitada se transforma em um empréstimo e os juros passam a incidir sobre o montante.
Como exposto acima, trata-se de uma das modalidades de créditos mais caras do mercado, justamente pela incidência de juros. Há ainda a grande chance da dívida se tornar uma bola de neve e ficar mais difícil de ser paga totalmente.
Fim do crédito rotativo e educação financeira
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Dito isso, o fim do crédito rotativo pode ser considerado uma alternativa pelas autoridades, ainda mais neste governo. Desde o início da gestão Lula, membros do governo têm citado a importância de reduzir as taxas de endividamento e inadimplência do país. Não à toa, está previsto o lançamento do programa Desenrola, voltado para tais questões.
Desse modo, com a extinção da modalidade, o consumidor poderia ser direcionado para outra opção de crédito, com juros menores, além da possibilidade de se organizar melhor e passar por um processo de educação financeira.
Imagem: Olleg Visual Content/ Shutterstock.com
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