Netflix é alvo de mais uma ação contra plágio. O casal de escritores brasileiros João e Lídia Ribeiro entraram com um processo depois que perceberam várias similaridades entre um de seus livros e um dos filmes originais disponíveis na plataforma.
Casal de brasileiros entrou com ação acusando a Netflix de plágio na Justiça
Casal de escritores brasileiros está acusando a Netflix de ter plagiado um de seus livros e pedem indenização milionária. Entenda o caso.
De acordo com os escritores, a obra plagiada foi Juilliard – A arte do amor. Ela narra a história de uma jovem pianista que precisa enfrentar uma perigosa doença. A publicação é de 2018 e saiu em e-book pela Amazon, onde ainda está a venda e disponível no Kindle Unlimited.
O processo acusa a Netflix de ter usado o livro na construção de um filme original produzido no Brasil: Depois do Universo. Diego Freitas é o responsável pelo roteiro e pela direção do longa, que estreou na plataforma de streaming em outubro de 2022.
Casal brasileiro acusa Netflix de plágio
As duas histórias giram em torno de uma jovem musicista Nina (filme) e Julie (e-book). A primeira quer entrar na Orquestra Sinfônica de São Paulo, a outra quer se destacar na Juilliard, uma das mais importantes escolas de artes do mundo.
Entre lidar com a doença e correr atrás dos seus sonhos, elas descobrem um novo amor que pode mudar suas vidas. Nina encontra um médico no hospital onde faz tratamento e Julie, um bailarino que estuda na mesma universidade.
De acordo com o processo, as similaridades vão além das características da personagem principal e sua trajetória de vida. Por isso, o casal de escritores entrou com uma ação de violação de direitos autorais e pede que a Netflix pague uma indenização de R$ 70 milhões.
Não é o primeiro caso
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Não é a primeira vez que a Netflix é acusada de plágio, só aqui no Brasil tivemos dois casos de repercussão internacional. Octávio Aragão é um professor universitário que criou um universo chamado Intempol. De acordo com ele, sua ideia foi usada na produção da série El Ministerio del Tiempo, da plataforma.
Ano passado, a cartunista brasileira Mary Cagnin acusou a plataforma de streaming de ter plagiado os elementos visuais do seu quadrinho Black Silence, lançado em 2016, na produção da série alemã de mistério 1899.
Imagem: XanderSt/shutterstock.com
