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Casas Bahia faliu? Cerca de 100 lojas serão fechadas após prejuízo milionário

Dona das Casas Bahia cria plano para tentar se recuperar dos prejuízos da empresa. Clique para saber o que vai acontecer com a varejista.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Tela de celular exibindo aplicativo casas bahia

Nesta quinta-feira, a Casas Bahia divulgou o seu balanço do segundo semestre. Os resultados mostraram um prejuízo líquido de R$ 492 milhões e uma redução na receita da varejista. Assim, a Via (empresa controladora) anunciou o seu plano para o negócio.

A Via compartilhou o Plano Via 2025, com mudanças estruturais para rentabilizar a operação e fortalecer o caixa das Casas Bahia. Entre estas mudanças está o fechamento de 50 a 100 lojas, que estão dando prejuízo, até o final de 2023.

Além disso, o novo plano pretende melhorar a gestão do caixa, com esperança de liberar cerca de R$ 1 bilhão através da redução de estoques. Também há planos de renegociar aluguéis e revisar sortimentos para economizar mais dinheiro.

Qual o impacto financeiro para a Casas Bahia?

O fechamento de lojas da Casas Bahia e a redução de pessoal deve resultar em economia de até R$ 370 milhões por ano. Além disso, o plano envolve operações de “sale and leaseback“, no qual a empresa vende seus imóveis e os aluga do novo dono.

Assim, a Via pretende conseguir mais R$ 500 milhões de caixa para este ano. Já para atingir a meta de liberar R$ 1 bilhão em estoque, a empresa pretende fazer mega saldões nas lojas físicas e online, sendo que o impacto nas lojas deve ser de R$ 420 milhões.

Outra mudança será a eliminação de algumas linhas de produtos. Itens que estejam dando prejuízo, principalmente os menores, estarão disponíveis apenas no marketplace da Casas Bahia.

Quais são os próximos passos da varejista?

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A Casas Bahia permanece em busca de melhorias internas, por isso vai alterar os seus algoritmos de abastecimento, já que eles têm o potencial de reduzir o estoque em até R$ 100 milhões.

O crediário da varejista também vai passar por mudanças. A ideia é diminuir a exposição com os créditos transformando-os em fundos de investimento em vez de pedir dinheiro emprestado para os bancos. Com isso, a diretoria espera liberar R$ 5 bilhões do orçamento.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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