A Natura passou por um período de intensa turbulência nos últimos anos. A empresa sofreu com muitas dificuldades durante a pandemia, o que prejudicou os planos da organização. Nesse sentido, o período de restrições motivado pelo vírus da Covid-19 atingiu principalmente o setor de varejo da marca, gerando uma grande queda de receita.
CEO da Natura critica governo Lula e comenta: “há falta de articulação”
Em entrevista, o presidente da empresa, Fábio Barbosa, falou sobre a situação da marca e comentou sobre a atual gestão do país.
Paralelamente, a companhia acabava de realizar uma expansão internacional, com a aquisição da Avon e da The Body Shop. Nesse sentido, em entrevista ao Estadão, o atual CEO da Natura, Fábio Barbosa, explicou que a explosão da Covid no início de 2020, em meio a tantas novas operações, criou uma das maiores crises da empresa.
Mudança de estratégia
Barbosa, que chegou à liderança da marca em junho do ano passado, após experiências como presidente dos bancos Real e Santander, assumiu o cargo durante um dos momentos mais tensos dos últimos anos da Natura. Quando ele chegou, a empresa estava endividada e as receitas se encontravam em um drástico processo de queda.
Diante desse cenário, a companhia mudou a sua estratégia de negócio, abandonando o processo de crescimento iniciado aos trancos e barrancos em 2020 e adotando um plano que prioriza a rentabilidade.
Um movimento duro, porém necessário, que a corporação teve que fazer foi a venda da Aesop, marca de luxo que liderava as margens de lucro da organização. Essa decisão, apesar de difícil, acabou se revelando fundamental, já que foi determinante para acabar com os problemas de endividamento.
Projeções para 2023 e críticas ao governo
Também para o Estadão, Fábio Barbosa declarou que esse ano será desafiador para a Natura, já que os novos planos da empresa exigem que algumas transformações ainda sejam feitas.
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Quando questionado pelo veículo sobre a sua avaliação do novo governo, Barbosa afirmou que enxerga uma falta de articulação das ações do Congresso. Para ele, isso está atrasando a implementação dos planos para diferentes segmentos do país.
Durante o período das eleições, no ano passado, o CEO chegou a declarar voto em Simone Tebet. Ela acabou o pleito em terceiro lugar, mas, graças ao apoio à Lula, ganhou o Ministério do Planejamento.
Imagem: Equipe Seu Crédito Digital
