Após a divulgação de fotos que geraram alvoroço, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, anunciou uma mudança em seu secretariado. Seu filho, Shotaro Kishida, deixará o cargo de assessor a partir de quinta-feira (1), devido a comportamento considerado “inapropriado” na residência oficial.
Chefe de grande nação demite filho de cargo por motivo inusitado
Após a divulgação de fotos que geraram alvoroço, chefe de grande nação anunciou a demissão de seu filho. Confira os motivos.
Imagens publicadas por uma revista semanal, mostravam o jovem dando uma festa na residência oficial, em dezembro de 2022. Em uma foto, Kishida e algumas outras pessoas, parecem simular uma coletiva de imprensa. Em outra, um convidado é flagrado deitado em uma das escadas.
Consequências de um comportamento inapropriado: A decisão do premiê japonês
A atitude considerada inadequada levou à substituição de Shotaro Kishida por irresponsabilidade, conforme declarou o premiê aos repórteres.
Essa controvérsia surge em um momento delicado para Fumio Kishida, que havia ganhado popularidade com a recente cúpula do Grupo dos Sete (G7) em Hiroshima. No entanto, o premiê tem sido alvo de críticas por parte da oposição.
A demissão do filho do primeiro-ministro foi comentada pelo parlamentar Seiji Osaka, do Partido Democrático Constitucional do Japão. Assim, segundo ele, a medida deveria ter sido tomada antes, levantando suspeitas sobre a competência de Shotaro Kishida para ocupar o cargo de assessor.
Críticas ao filho do primeiro-ministro japonês se acumulam
Além da controvérsia recente envolvendo a encenação de uma coletiva de imprensa na residência oficial, Shotaro também é acusado de utilizar carros oficiais em viagens à Europa para adquirir presentes destinados a ministros japoneses.
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Desde março de 2020 os partidos da oposição têm pressionado pela demissão de Shotaro Kishida, filho do primeiro-ministro japonês, devido a acusações de nepotismo. Nessa época, ele deixou seu emprego na Mitsui & Co., empresa japonesa, para assumir o cargo de secretário, o que gerou controvérsias.
Enquanto os partidos oposicionistas argumentam que a contratação foi baseada em favorecimento familiar, o primeiro-ministro defende sua decisão, afirmando que ela foi pautada na “personalidade e visão” de seu filho. No entanto, a discussão em torno do nepotismo e do uso de influência para benefício próprio continuou a alimentar as críticas.
Imagem: Fotogrin/Shutterstock.com
