A corrida pela próxima geração de internet móvel acaba de ganhar um marco histórico. Cientistas da Universidade de Pequim e da Universidade da Cidade de Hong Kong anunciaram o desenvolvimento do primeiro chip 6G do mundo, projetado para revolucionar a conectividade global.
China anuncia nova internet 6G: veja quando chegará no Brasil
Cientistas chineses criam o primeiro chip 6G, com velocidade acima de 100 Gbps. Tecnologia deve chegar ao mercado em 2030.
O avanço, publicado na renomada revista científica Nature, promete velocidades superiores a 100 gigabits por segundo (Gbps), colocando em perspectiva um futuro onde downloads e transmissões em altíssima resolução ocorrerão em questão de segundos.
Para efeito de comparação, a atual tecnologia 5G pode atingir até 20 Gbps em condições ideais, ou seja, cinco vezes menos que o potencial do chip 6G recém-apresentado.
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Avanços que vão além da velocidade

Mais do que apenas ampliar a velocidade de conexão, o 6G foi projetado para atender às demandas de um mundo cada vez mais conectado. Entre os diferenciais, os pesquisadores destacam:
- Latência ultrabaixa: o tempo de resposta praticamente instantâneo do processador permitirá maior eficiência em aplicações críticas, como cirurgias remotas e veículos autônomos.
- Integração com inteligência artificial: modelos de IA poderão gerenciar funções, otimizando o uso da rede em tempo real.
- Amplitude de frequências: a tecnologia é capaz de operar entre 0,5 GHz e 115 GHz, ampliando a faixa de espectro disponível.
- Conversão óptica inovadora: o chip utiliza um sistema que transforma sinais sem fio em sinais ópticos, estabilizados por osciladores especiais.
Segundo os autores do estudo:
“Nosso sistema proposto representa um passo significativo em direção a futuras redes sem fio de espectro total e omni-cenário.”
O que muda com a chegada do 6G?
Especialistas apontam que o 6G não será apenas uma evolução do 5G, mas sim um salto disruptivo que poderá transformar diferentes setores da sociedade.
- Indústria e automação: fábricas inteligentes com sensores conectados em tempo real.
- Saúde: procedimentos médicos a distância com precisão cirúrgica.
- Entretenimento: realidade aumentada e realidade virtual em níveis nunca antes vistos.
- Transporte: veículos autônomos mais seguros graças à comunicação instantânea entre sistemas.
- Educação e trabalho: experiências imersivas em ambientes virtuais com transmissão sem atrasos.
Essa combinação de velocidade, latência mínima e inteligência artificial integrada pode inaugurar uma nova era da internet, com impacto comparável à chegada do 4G no início da década passada.
Quando o 6G estará disponível?
Apesar do anúncio animador, o chip apresentado ainda é um protótipo em estágio inicial. Medindo apenas 11 mm de comprimento por 1,7 mm de largura — menor que a ponta de um dedo —, ele representa apenas o começo do desenvolvimento tecnológico.
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Para que o 6G se torne realidade, será necessário investir em novas redes de telecomunicações, dispositivos compatíveis e infraestrutura global.
A previsão dos especialistas é que a tecnologia esteja disponível para uso comercial apenas em 2030, marcando o início da próxima década como o ponto de virada para a conectividade mundial.
O Brasil na corrida do 6G

No Brasil, a implementação do 5G ainda está em expansão, com cobertura crescente nas capitais e principais cidades. Isso significa que a chegada do 6G dependerá não apenas da evolução internacional, mas também da capacidade nacional de infraestrutura.
Historicamente, novas gerações de internet móvel levam alguns anos para se consolidar no país após o lançamento global. O 4G, por exemplo, só se popularizou no Brasil em 2014, dois anos após seu lançamento oficial. O 5G foi lançado em 2020 no mundo e chegou em 2022 ao território nacional.
Seguindo esse padrão, é provável que o Brasil comece a receber as primeiras aplicações do 6G a partir de 2031 ou 2032, especialmente nas grandes metrópoles.
Com informações de: IG
