Depois de anos de hegemonia, o Japão perdeu o seu posto de maior exportador de carros do mundo. Com um crescimento explosivo de quase 60% no primeiro trimestre de 2023, a China assumiu a liderança desse mercado pela primeira vez.
Choque mundial! China surpreende e supera Japão pela primeira vez; confira o caso
A China surpreendeu o mundo recentemente após ultrapassar o Japão e se tornar a líder em um ranking mundial muito importante. Confira!
O país já vem apresentando, há alguns anos, um ótimo desempenho nas atividades de tal setor. Em 2022, os chineses exportaram um total de 3,1 milhões de automóveis, ultrapassando a Alemanha para chegar à segunda colocação do ranking de maiores vendedores.
Crescimento exponencial
De acordo com a Administração Geral de Alfândega, as exportações da China, nos primeiros três meses do ano, indicaram um aumento de 58% em relação ao desempenho registrado no mesmo período de 2022. Nesse sentido, o total de carros vendidos para fora do país chegou a 1,1 milhão.
Já os japoneses exportaram, entre janeiro e março, um total de 954.000 veículos, segundo informações da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão.
Números devem subir ainda mais
A previsão é que a China se mantenha no topo da lista de exportadores de automóveis pelo menos até o final do ano. Se o país mantiver esse ritmo, pode terminar 2023 com mais de 4 milhões de veículos comercializados, o que representaria um aumento de 30% em relação ao número de 2022. As projeções são da Associação Chinesa de Passageiros.
Em 2022, as exportações foram cerca de 12% do total das vendas de carros do país. Somente nos primeiros três meses deste ano, essa porcentagem já subiu para 18%.
Em uma declaração recente, o secretário-geral adjunto da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, Shi Jianhua, afirmou que, se os chineses conseguirem fazer com que as exportações cheguem à casa dos 20%, a nação poderá figurar entre as principais do setor no mundo.
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Por que as exportações da China cresceram tanto?
Esse fenômeno pode ser explicado por uma adversidade enfrentada pelas empresas europeias, americanas e japonesas: a escassez de chips e baterias.
Dessa forma, as montadoras chinesas conseguiram, nesse período, encontrar outros recursos para manter a produção de automóveis elétricos, a gás e movidos por outros tipos de energia alternativa. Isso foi fundamental para que o país subisse no ranking, ultrapassando potências como Alemanha e Japão.
Imagem: crystal51/Shutterstock.com
