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CIN pode ser usada no lugar do passaporte em 8 países; veja a condição exigida

CIN permite viagens de turismo sem passaporte para oito países da América do Sul. Veja onde o documento é aceito e quais são as regras.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··14 min de leitura
CIN pode ser usada no lugar do passaporte em 8 países; veja a condição exigida

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) trouxe uma mudança importante para brasileiros que pretendem viajar pela América do Sul. Em viagens de turismo, o documento pode ser utilizado no lugar do passaporte em oito países que integram o Mercosul ou são Estados associados ao bloco, desde que sejam cumpridas as regras de identificação estabelecidas para a entrada de brasileiros.

A possibilidade vale para Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. A Polícia Federal informa que, para viagens de turismo nesses destinos, o passaporte pode ser dispensado quando o brasileiro apresenta uma cédula de identidade emitida há menos de 10 anos e cuja fotografia ainda permita identificar plenamente o titular.

Apesar de a CIN também possuir uma versão digital integrada ao aplicativo gov.br, o viajante deve ter atenção a um detalhe importante: a versão física da identidade continua sendo necessária para esse tipo de viagem internacional. A Polícia Científica de Santa Catarina, por exemplo, reforçou em 2026 que o documento digital não substitui a apresentação da identidade física nos controles migratórios.

A nova identidade também mudou a forma de identificação dos brasileiros dentro do país. O documento utiliza o CPF como número único de identificação, substituindo a lógica de diferentes números de RG emitidos pelos estados.

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Em quais países a CIN é aceita sem passaporte?

A CIN brasileira pode ser usada em viagens de turismo para oito países da América do Sul que fazem parte do Mercosul ou são associados ao bloco.

São eles:

  • Argentina;
  • Bolívia;
  • Chile;
  • Colômbia;
  • Equador;
  • Paraguai;
  • Peru;
  • Uruguai.

A lista está relacionada aos acordos internacionais que permitem o uso de documentos de identidade para determinadas viagens entre os países. A Polícia Federal destaca, porém, que a dispensa do passaporte está relacionada a viagens de turismo.

Isso significa que o brasileiro não deve interpretar a CIN como um substituto universal do passaporte.

Se a viagem tiver outra finalidade, como trabalho, estudo, residência ou determinadas situações de tratamento de saúde, podem existir exigências migratórias diferentes. A Polícia Federal orienta que, para finalidades diferentes do turismo, o passaporte pode ser obrigatório.

Argentina

A Argentina é um dos destinos mais procurados por brasileiros que podem utilizar a identidade para entrar no país sem passaporte em viagens de turismo.

Na prática, quem pretende viajar para Buenos Aires, Bariloche, Mendoza ou outros destinos argentinos pode apresentar uma identidade brasileira válida que atenda aos requisitos do acordo.

É importante não confundir essa possibilidade com a aceitação de qualquer documento brasileiro. A Polícia Federal alerta que documentos como CNH, OAB, CRM e certidões não substituem a identidade para ingresso nos países do Mercosul.

Paraguai

O Paraguai também permite o ingresso de turistas brasileiros mediante documento de identidade válido, dentro das regras estabelecidas para viagens entre os países.

Para quem pretende fazer viagens terrestres, inclusive para destinos próximos à fronteira, a conservação do documento é especialmente importante.

Uruguai

Brasileiros também podem viajar ao Uruguai utilizando a identidade em vez do passaporte para turismo, desde que o documento esteja dentro das condições exigidas.

A regra é útil para quem visita Montevidéu, Punta del Este e outras cidades uruguaias.

Bolívia

A Bolívia está entre os países que permitem a utilização da cédula de identidade brasileira para viagens de turismo dentro das regras dos acordos regionais.

O viajante deve, porém, conferir a situação do documento antes da viagem, principalmente se a identidade for antiga ou estiver desgastada.

Chile

O Chile também aparece entre os destinos sul-americanos para os quais brasileiros podem viajar a turismo utilizando a identidade, sem necessidade de passaporte, desde que atendidas as condições previstas.

Isso facilita viagens para Santiago, Atacama e outros destinos chilenos.

Colômbia

A Colômbia integra a lista de países em que o brasileiro pode utilizar a identidade para viagens de turismo.

Como acontece nos demais destinos, a apresentação de um documento em condições adequadas é essencial para evitar problemas durante os procedimentos de embarque e imigração.

Equador

O Equador também está incluído entre os países que aceitam a identidade brasileira em determinadas viagens sem necessidade de passaporte.

A regra decorre dos acordos de documentos de viagem firmados entre os países da região.

Peru

O Peru completa a lista de oito destinos em que brasileiros podem viajar a turismo utilizando a identidade em substituição ao passaporte, observadas as condições estabelecidas.

A possibilidade é especialmente relevante para quem pretende visitar destinos como Lima e Machu Picchu.

A CIN digital serve para viajar para esses países?

Esse é um dos principais cuidados que o viajante precisa ter.

Embora a CIN tenha uma versão digital disponibilizada no aplicativo gov.br, o documento digital não deve ser tratado como substituto da CIN física para uma viagem internacional.

A orientação oficial do governo informa que a CIN possui características que permitem sua utilização internacional nos países com os quais o Brasil mantém acordos de viagem. A Polícia Federal, por sua vez, especifica as condições para o uso da identidade em viagens de turismo.

Em fevereiro de 2026, a Polícia Científica de Santa Catarina reforçou que a identidade física continua sendo exigida para viagens internacionais, alertando que a apresentação apenas da versão digital pode causar problemas no embarque ou na entrada no país de destino.

Por isso, quem pretende viajar deve levar a CIN física original e não depender exclusivamente do celular.

Qual deve ser a validade da CIN para viajar?

A Polícia Federal informa uma regra específica para viagens de turismo aos países do Mercosul e associados: deve ser apresentada uma cédula de identidade emitida há menos de 10 anos, com fotografia que ainda identifique plenamente o titular.

Esse ponto é importante porque a validade geral da CIN e a condição exigida para uma viagem internacional não são necessariamente a mesma coisa.

A validade do documento é definida conforme a idade do titular. O governo informa que a CIN possui prazos diferentes conforme a faixa etária, enquanto a regra para entrada nos países do Mercosul considera a emissão da identidade e a capacidade de identificação pela fotografia.

Portanto, mesmo que uma identidade ainda esteja formalmente dentro de seu prazo de validade, o viajante deve verificar se ela atende às condições específicas para o deslocamento internacional.

Documento danificado pode impedir a viagem?

Sim. Um dos maiores riscos para quem pretende viajar somente com a identidade é levar um documento deteriorado.

Rasgos, plastificação inadequada, informações apagadas, fotografia que não permite reconhecer o titular ou danos que dificultem a leitura podem gerar questionamentos durante o embarque ou na imigração.

A própria regra utilizada para viagens internacionais exige que a fotografia permita identificar plenamente o cidadão.

Por isso, não é recomendável esperar a proximidade da viagem para descobrir que a identidade está em condições inadequadas.

Quem possui um documento antigo, danificado ou com fotografia muito diferente da aparência atual deve avaliar a emissão de uma CIN antes de comprar a passagem.

A CIN substitui o passaporte em qualquer país?

Não.

Essa é uma das principais diferenças que o brasileiro precisa entender.

A CIN foi estruturada com características compatíveis com padrões internacionais, inclusive com zona de leitura automatizada (MRZ) semelhante à utilizada em passaportes. Isso permite sua utilização nos países com os quais o Brasil possui acordos que autorizam viagens com documentos de identidade.

Isso não significa que a CIN seja aceita em todos os países do mundo.

Para destinos fora desse conjunto de acordos, o brasileiro normalmente precisa apresentar o passaporte e cumprir as exigências de imigração estabelecidas pelo país visitado.

Assim, quem pretende viajar para Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão, Austrália ou países europeus deve verificar individualmente as regras de entrada e não presumir que a CIN substituirá o passaporte.

O que muda com a nova Carteira de Identidade Nacional?

A principal mudança é a adoção do CPF como identificador único nacional.

No modelo antigo, um brasileiro podia ter diferentes números de RG conforme o estado responsável pela emissão. A CIN foi criada para estabelecer um padrão nacional de identificação.

O governo explica que a mudança busca aumentar a segurança e facilitar a integração das bases de dados utilizadas pelos serviços públicos.

Na prática, a intenção é reduzir inconsistências cadastrais e facilitar a confirmação da identidade do cidadão em serviços públicos e privados.

A CIN também pode incorporar informações de outros documentos, conforme as regras aplicáveis, como número da Carteira Nacional de Habilitação e da Carteira de Trabalho.

Por que o CPF virou o número da identidade?

A adoção do CPF como número único procura evitar a existência de múltiplas identificações estaduais para a mesma pessoa.

Antes da CIN, uma pessoa que emitisse RG em diferentes unidades da Federação poderia encontrar registros vinculados a números diferentes. Isso dificultava a integração de bases e poderia aumentar o risco de inconsistências.

Com a nova carteira, o CPF passa a ser o identificador utilizado nacionalmente.

O governo considera que essa padronização ajuda a tornar a identificação mais segura e eficiente e pode melhorar o funcionamento de serviços públicos e benefícios sociais.

A CIN é obrigatória?

O brasileiro não precisa trocar imediatamente um RG antigo que ainda esteja válido apenas porque a CIN foi criada.

Segundo o governo federal, o modelo anterior continua válido até 2032, permitindo uma transição gradual para o novo documento. A orientação oficial atualizada em julho de 2026 mantém essa regra.

Isso significa que uma pessoa que possui um RG em bom estado não precisa necessariamente correr para substituí-lo apenas por causa da mudança do modelo.

Por outro lado, a emissão da CIN pode ser interessante para quem precisa atualizar a identidade, perdeu o documento, está com o RG danificado ou pretende utilizar a nova carteira em viagens internacionais dentro das regras permitidas.

Como emitir a Carteira de Identidade Nacional?

A emissão da CIN é realizada pelos órgãos de identificação dos estados e do Distrito Federal.

Por isso, o procedimento não é exatamente igual em todo o país. O cidadão deve consultar o órgão responsável pela identificação civil em sua unidade federativa para verificar a necessidade de agendamento, documentos exigidos, locais de atendimento e disponibilidade do serviço.

Em geral, a emissão envolve uma etapa presencial para conferência dos documentos e coleta de dados necessários à identificação, como biometria, fotografia e assinatura, conforme o procedimento adotado pelo órgão emissor.

O governo federal mantém informações nacionais sobre a CIN, mas a operacionalização do atendimento é feita pelos órgãos estaduais responsáveis.

É possível começar o processo pela internet?

Em alguns estados, existem serviços digitais que permitem iniciar o atendimento, realizar agendamento ou fornecer informações previamente.

Isso não significa, porém, que a CIN seja emitida integralmente pelo celular.

A etapa de identificação pode exigir comparecimento presencial, especialmente para coleta ou validação de dados biométricos e conferência documental.

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Por isso, o cidadão deve seguir as instruções do órgão de identificação do seu estado em vez de considerar que o procedimento será idêntico em todo o Brasil.

Quais documentos são necessários para emitir a CIN?

A documentação pode variar de acordo com o órgão estadual e a situação do cidadão.

A certidão de nascimento ou de casamento é um dos documentos utilizados para comprovar os dados civis necessários à emissão.

Também é importante que o CPF esteja regular e corretamente vinculado aos dados do cidadão, já que ele será utilizado como identificador único da CIN.

Antes de comparecer ao posto, o ideal é verificar a lista atualizada de documentos exigidos pelo órgão de identificação do estado. Isso evita deslocamentos desnecessários e problemas no atendimento.

A primeira via da CIN é gratuita?

A emissão da primeira via da CIN é gratuita, conforme as regras nacionais de implementação do documento.

O governo federal informou que a substituição do antigo modelo pela nova carteira também ocorre sem cobrança na primeira emissão, embora situações específicas, como determinadas segundas vias, possam seguir regras e cobranças definidas pelos órgãos estaduais.

Por isso, antes de pagar qualquer valor, o cidadão deve consultar o canal oficial do órgão responsável pela emissão em seu estado.

A CIN pode ser usada em serviços públicos?

Sim.

A nova carteira foi desenvolvida justamente para ampliar a integração da identificação civil com serviços públicos e outros sistemas.

O governo afirma que o documento funciona como uma porta de acesso a serviços e benefícios e permite maior precisão na conferência dos dados do cidadão.

A integração é especialmente importante para reduzir problemas cadastrais em serviços que dependem da identificação correta de uma pessoa.

O objetivo, no longo prazo, é que o cidadão consiga utilizar uma identificação padronizada em diferentes situações, reduzindo a necessidade de apresentar vários documentos diferentes.

CIN também possui versão digital

Além do documento físico, a CIN pode ser disponibilizada em formato digital no aplicativo gov.br.

A versão digital facilita o acesso cotidiano à identidade e pode ser útil em diversas situações dentro do Brasil.

O governo também disponibiliza mecanismos para verificar a autenticidade da CIN e do QR Code associado ao documento. O serviço oficial de verificação permite conferir se o código foi emitido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e, na modalidade completa, comparar os dados do documento.

Essa camada de validação aumenta a segurança contra documentos falsificados.

Ainda assim, para uma viagem internacional em que a identidade é utilizada como documento de viagem, a recomendação é portar a versão física.

O RG antigo ainda vale?

Sim.

O governo federal informa que o documento antigo continua válido até 2032, de acordo com o período de transição definido pelas normas da CIN.

Isso permite que milhões de brasileiros façam a substituição gradualmente.

A recomendação de trocar o documento pode ser mais urgente para quem está com o RG danificado, perdeu a identidade ou precisa de um documento atualizado para uma viagem internacional.

Para quem possui um RG em boas condições, não há necessidade de substituição imediata apenas porque o novo modelo já está disponível.

O que levar na viagem internacional com a CIN?

Quem pretende viajar para um dos oito países que aceitam a identidade brasileira para turismo deve evitar depender somente de documentos digitais.

O ideal é levar a CIN física original, verificar antecipadamente sua condição de conservação e conferir se a emissão atende ao critério de menos de 10 anos utilizado para essas viagens.

Também é prudente verificar as exigências específicas da companhia aérea ou empresa de transporte antes do embarque.

Embora a regra internacional permita o uso da identidade, procedimentos operacionais podem exigir conferência documental antes da viagem.

Crianças e adolescentes podem viajar com a CIN?

Menores de idade também precisam apresentar documentação adequada para viagens internacionais.

Além do documento de identidade ou passaporte válido, podem existir exigências relacionadas à autorização de viagem internacional, especialmente quando a criança ou adolescente viaja sozinho ou acompanhado de apenas um dos pais ou responsáveis.

A documentação necessária depende da situação familiar e do tipo de viagem.

Por isso, famílias que pretendem viajar para países da América do Sul devem verificar previamente as regras específicas para menores de idade, evitando deixar a documentação para a última hora.

A CIN facilita viagens pela América do Sul

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A possibilidade de utilizar a nova identidade sem passaporte representa uma das principais vantagens práticas da CIN para quem costuma viajar pela região.

Em viagens de turismo para Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, o brasileiro pode utilizar a identidade dentro das regras dos acordos internacionais.

A mudança, porém, não elimina a necessidade de planejamento.

A CIN física precisa estar em condições adequadas, a fotografia deve permitir a identificação do titular e o documento deve atender aos critérios aplicáveis à viagem.

Também é importante lembrar que a dispensa do passaporte está relacionada ao turismo. Para trabalho, estudo, residência ou outras finalidades, as exigências podem ser diferentes.

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