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Estudo revela que cirurgia bariátrica é mais eficaz que Ozempic

Estudo internacional mostra que a cirurgia bariátrica oferece maior perda de peso a longo prazo do que medicamentos como Ozempic.

Julia FernandesPor Julia Fernandes4 min de leitura
Bariátrica

Um estudo de grande porte, publicado pela revista científica JAMA, trouxe dados contundentes sobre o tratamento da obesidade. Segundo a pesquisa, a cirurgia bariátrica proporciona uma perda de peso mais expressiva e sustentada a longo prazo quando comparada ao uso de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, como Ozempic e Wegovy.

Metodologia envolveu mais de 11 mil pacientes com obesidade

Perfil dos participantes e tipos de tratamento avaliados

O levantamento analisou os registros de saúde de 11.500 adultos com obesidade. Os pacientes foram divididos em dois grupos principais:

  • Pessoas que realizaram cirurgia bariátrica, incluindo bypass gástrico e gastrectomia vertical (sleeve);
  • Pessoas que optaram pelo tratamento medicamentoso com análogos de GLP-1, principalmente Ozempic e Wegovy.

O acompanhamento dos participantes foi feito ao longo de cinco anos, permitindo a avaliação de resultados consistentes a médio e longo prazo.

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Resultados de perda de peso foram expressivos a favor da cirurgia

De acordo com os dados, os pacientes que passaram por cirurgia bariátrica apresentaram uma redução de peso corporal significativamente maior. Em média, a perda foi o dobro da registrada entre os usuários de medicamentos.

O estudo indicou que, após cinco anos, os pacientes cirúrgicos perderam entre 22% e 30% do peso corporal inicial, dependendo do tipo de procedimento. Já os pacientes tratados com Ozempic e Wegovy apresentaram redução média de cerca de 10% a 15%.

Efeitos colaterais e riscos: cirurgia e medicamentos também têm desafios

Principais riscos da cirurgia bariátrica

Embora os resultados de perda de peso sejam superiores, a cirurgia bariátrica traz riscos inerentes ao procedimento cirúrgico, como:

  • Complicações pós-operatórias;
  • Deficiências nutricionais;
  • Necessidade de suplementação vitamínica por toda a vida;
  • Possíveis internações hospitalares nos primeiros meses após a cirurgia.

Efeitos adversos dos medicamentos como Ozempic e Wegovy

Os medicamentos GLP-1 também não são isentos de efeitos colaterais. Os principais são:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Risco de pancreatite;
  • Possível aumento do risco de obstrução intestinal em tratamentos prolongados.

Além disso, o custo contínuo desses medicamentos é considerado elevado, o que limita o acesso para muitos pacientes.

Impacto sobre o diabetes tipo 2: um benefício adicional da cirurgia

Remissão do diabetes é mais comum após a cirurgia

Outro aspecto importante observado no estudo foi o efeito dos tratamentos sobre o diabetes tipo 2. Os dados mostraram que os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentaram taxas significativamente maiores de remissão da doença, quando comparados aos que utilizaram apenas medicamentos.

Enquanto aproximadamente 60% dos pacientes cirúrgicos entraram em remissão do diabetes tipo 2 após cinco anos, o índice entre os usuários de medicamentos foi inferior a 30%.

Por que a cirurgia bariátrica tem resultados mais duradouros?

Bariátrica
Imagem: Freepik

Alterações hormonais e metabólicas

A superioridade da cirurgia está ligada a vários fatores fisiológicos. Além da redução do tamanho do estômago, os procedimentos bariátricos provocam mudanças hormonais importantes, como:

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  • Diminuição da grelina (hormônio da fome);
  • Aumento de GLP-1 endógeno;
  • Melhor controle glicêmico.

Mudança definitiva no estilo de vida

Outro ponto relevante é que a cirurgia costuma desencadear mudanças duradouras no estilo de vida. Muitos pacientes relatam maior disciplina alimentar e adesão a práticas saudáveis após o procedimento, o que potencializa os resultados.

Perspectivas futuras para o tratamento da obesidade

Combinação entre cirurgia e medicamentos: uma tendência emergente

Pesquisadores destacam que a escolha entre cirurgia e medicamentos depende do perfil individual do paciente. Uma tendência recente é a combinação de ambas as abordagens. Em alguns casos, pacientes bariátricos utilizam GLP-1 como complemento para evitar reganho de peso anos após a cirurgia.

Avanços nos medicamentos para emagrecer

A indústria farmacêutica também segue avançando. Novas gerações de medicamentos, com doses maiores de GLP-1 e combinação com outras moléculas, estão em desenvolvimento. A expectativa é que, nos próximos anos, esses tratamentos se tornem mais eficazes e acessíveis.

Conclusão:

A escolha entre cirurgia bariátrica e medicamentos como Ozempic não deve ser feita de forma isolada. Cada caso exige avaliação médica criteriosa, levando em conta:

  • Grau de obesidade;
  • Presença de doenças associadas, como diabetes;
  • Condições clínicas gerais;
  • Preferências e expectativas do paciente.

O estudo da JAMA reforça que, apesar do avanço das opções medicamentosas, a cirurgia bariátrica segue sendo a estratégia mais eficaz para quem busca uma perda de peso mais robusta e sustentada a longo prazo.

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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