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Novo modelo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dispensa autoescola para categorias A/B e reduz custo em até 80%

Nova proposta do Ministério dos Transportes permite tirar CNH sem autoescola, reduzindo custos em até 80%. Saiba mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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O Ministério dos Transportes anunciou uma proposta que promete mudar completamente o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O novo modelo dispensa a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para as categorias A (motos) e B (carros), permitindo que o candidato escolha como e onde estudar. A estimativa é que o custo total caia em até 80%.

A iniciativa está em consulta pública até 2 de novembro de 2025, e qualquer cidadão pode enviar sugestões por meio do portal Participa + Brasil.

O que muda na obtenção da CNH?

CNH
Imagem: Freepik

Leia mais: Governo vai oferecer cursos gratuitos para obter CNH, saiba o que muda

A proposta visa desburocratizar e baratear o processo de habilitação, que hoje é considerado caro e demorado. Com o novo formato, o candidato poderá realizar todo o processo de forma digital, desde a abertura do pedido até o acompanhamento das etapas no Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach).

Etapas do novo processo

1. Abertura digital do processo

O interessado poderá abrir o processo de habilitação pelo site ou aplicativo do Detran de seu estado, ou presencialmente, caso prefira. Todo o andamento poderá ser acompanhado online, garantindo mais transparência.

2. Curso teórico livre

Uma das mudanças mais significativas é o fim da obrigatoriedade de cursar 45 horas teóricas em uma autoescola. Agora, o candidato poderá escolher como e onde aprender.

Entre as opções disponíveis estão:

  • Curso online oferecido pelo Ministério dos Transportes;
  • Aulas em autoescolas tradicionais, presenciais ou a distância;
  • Escolas públicas de trânsito ou instituições credenciadas.

Essa flexibilização dá autonomia ao candidato e promete reduzir consideravelmente os custos.

Coleta biométrica e exames obrigatórios

Após concluir o curso teórico, o candidato deve realizar a coleta biométrica (foto, digitais e assinatura) no Detran de seu estado. Sem essa etapa, o processo não é formalmente aberto.

A biometria será usada para validar a identidade do candidato em todas as fases seguintes, inclusive durante as provas.

Avaliação psicológica e exame médico

Esses exames continuam sendo obrigatórios e devem ser realizados em clínicas credenciadas pelo Detran. A avaliação médica e psicológica garante que o futuro condutor esteja apto física e mentalmente para dirigir.

Fim da obrigatoriedade de aulas práticas

Um dos pontos mais polêmicos da proposta é o fim da carga horária mínima obrigatória de aulas práticas — atualmente 20 horas-aula.

As autoescolas continuarão existindo, mas a participação nelas será opcional. O candidato poderá:

  • Contratar um instrutor particular credenciado pelo Detran;
  • Utilizar o próprio veículo para aprender e treinar;
  • Usar um carro disponibilizado pelo instrutor.

Segundo o Ministério dos Transportes, a ideia é tornar o processo mais acessível e flexível, sem comprometer a segurança.

Exames teórico e prático continuam obrigatórios

Apesar da flexibilização nas aulas, os exames continuam sendo exigidos.

Prova teórica

  • Será aplicada pelo Detran, de forma presencial ou online (dependendo da estrutura de cada estado).
  • Caso reprove, poderá refazer a prova quantas vezes quiser, mediante nova taxa.

Prova prática

O exame de direção também segue sendo obrigatório. O candidato começa com 100 pontos e perde conforme comete erros. É aprovado quem termina com no mínimo 90 pontos.

Em caso de reprovação, basta remarcar o exame e tentar novamente.

Permissão para Dirigir (PPD)

Após a aprovação no exame prático, o candidato recebe a Permissão para Dirigir (PPD), documento provisório com validade de um ano.

Durante esse período, não é permitido cometer infrações graves, gravíssimas ou reincidir em infração média. Cumprido o prazo sem ocorrências, o condutor recebe automaticamente a CNH definitiva.

Redução de custos em até 80%

Hoje, o custo médio para tirar a CNH nas categorias A e B varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, dependendo do estado. Com o novo modelo, a estimativa do Ministério dos Transportes é que o valor total possa cair para R$ 400 a R$ 600.

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Essa redução seria possível devido à eliminação de horas obrigatórias, à liberdade de escolha dos cursos e à possibilidade de treinar com veículo próprio.

As taxas do Detran continuarão a ser cobradas, mas poderão variar conforme o estado.

Como participar da consulta pública

Os cidadãos interessados em contribuir com o processo podem acessar o portal Participa + Brasil até o dia 2 de novembro de 2025.

Lá, é possível ler o texto completo da proposta e enviar sugestões ou críticas diretamente ao Ministério dos Transportes.

A participação popular é fundamental, já que o governo pretende ajustar o texto final com base nas contribuições recebidas.

Expectativas e próximos passos

CNH
Imagem: Freepik e Canva

Após o fim da consulta pública, o Ministério dos Transportes deve consolidar as sugestões e publicar uma versão final da resolução, que será analisada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Se aprovada, a medida pode entrar em vigor ainda em 2026, modificando o processo de formação de novos condutores em todo o país.

FAQ – Perguntas frequentes

1. É verdade que será possível tirar a CNH sem autoescola?
Sim. A proposta do Ministério dos Transportes prevê que o candidato possa escolher onde estudar, sem a obrigatoriedade de frequentar autoescolas.

2. Aulas práticas serão obrigatórias?
Não. O candidato poderá optar por ter aulas com instrutor credenciado ou aprender de forma independente.

3. A prova prática será mantida?
Sim. O exame de direção continua sendo obrigatório e aplicado pelo Detran.

Considerações finais

O novo modelo da CNH representa uma mudança histórica no processo de habilitação no Brasil. Com a promessa de mais liberdade, menos burocracia e custos até 80% menores, a proposta pode democratizar o acesso ao documento, mas também impõe desafios quanto à segurança no trânsito.

A consulta pública segue aberta até 2 de novembro, e a participação da sociedade será essencial para moldar o futuro da formação de condutores no país.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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