Após a divulgação de suspeitas de um rombo bilionário, as ações da Ambev caíram 3,5%, nesta quarta-feira (1º). Uma publicação da coluna Radar Econômico, da Veja, sobre um estudo da consultoria AC Lacerda, contratado pela Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), apontou um rombo de R$ 30 bilhões devido a supostas manobras tributárias do setor de refrigerantes na Zona Franca de Manaus.
Com suspeita de rombo bilionário, ações da Ambev caem 3,5%
Estudo contratado pela CervBrasil apontou supostas manobras tributárias de empresas como Ambev na Zona Franca de Manaus.
Embora o montante de R$ 30 bilhões não seja específico da empresa de bebidas, as ações da Ambev chegaram à mínima de R$ 12,85, com baixa de 5,93%. Assim, a ABEV3 fechou a sessão com queda de 3,51%, a R$ 13,18.
Vale ressaltar que a empresa de bebidas já havia registrado queda de 8% desde o anúncio da Americanas. Isso pois as duas compartilham um mesmo trio de acionistas: Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles.
Empresas, como Ambev, teriam inflacionado componentes
O estudo da AC Consultoria apontou que empresas de bebidas na Zona Franca de Manaus teriam inflacionado componentes necessários para produção de produtos. Dessa forma, as corporações teriam acumulado, de forma irregular, mais créditos tributários do que deveriam.
“Estima-se que o contencioso acumulado autuado pela RFB (Receita Federal) relacionado a tais práticas ilegais ultrapasse em valores atualizados a cifra dos R$ 30 bilhões”, afirma o estudo.
De acordo com a Ambev, em nota, “as acusações da Cervbrasil não têm qualquer embasamento. Calculamos todos os nossos créditos tributários estritamente com base na lei. Nossas demonstrações financeiras cumprem com todas as regras regulatórias e contábeis, as quais incluem a transparência do contencioso tributário”.
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No entanto, alguns analistas acreditam que a acusações são descomedidas. O banco BTG Pactual emitiu um relatório sobre a divulgação das suspeitas de um rombo bilionário. De acordo com os analistas do BTG, Thiago Duarte e Henrique Brustolin, o movimento é exagerado e a dívida tributária da Ambev é “indiscutivelmente menor”.
Imagem: Julio Ricco / Shutterstock.com
