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Não seja mais uma vítima: Saiba como não cair no Golpe do “Pix errado”

Não caia no golpe do Pix errado! Saiba como funciona, como se proteger e o que fazer caso você seja enganado por criminosos.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
golpe do Pix errado/biometria

O golpe do “Pix errado” tem feito diversas vítimas no Brasil, aproveitando-se da popularidade e facilidade do sistema de pagamentos instantâneos. Os criminosos usam táticas engenhosas para enganar as pessoas, induzindo-as a devolver valores supostamente transferidos por engano. Este artigo vai explicar como o golpe funciona, como se proteger e o que fazer caso você já tenha sido enganado.

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Golpe do “Pix errado”: veja como funciona

Pix por Aproximação
Imagem: rafapress/shutterstock

O golpe do “Pix errado” é uma prática que envolve a transferência de dinheiro para a conta da vítima, seguida de uma solicitação de devolução. Os golpistas simulam um erro na transferência e pedem que o valor seja devolvido para uma conta diferente da original. Ao mesmo tempo, eles podem acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central, para bloquear os valores na conta da vítima.

Como os golpistas atuam?

  1. Transferência inicial: O criminoso faz um Pix para a conta da vítima usando uma chave que ele obteve facilmente, como o número de telefone ou CPF.
  2. Contato com a vítima: O golpista entra em contato com a vítima, muitas vezes por ligação ou mensagem, dizendo que fez uma transferência por engano e pede para que o valor seja devolvido.
  3. Solicitação de outra conta: Em vez de pedir a devolução para a conta original, o criminoso solicita que a vítima transfira o dinheiro para outra conta bancária.
  4. Acionamento do MED: O golpista, simultaneamente, aciona o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, alegando que foi prejudicado. Com isso, a vítima pode perder o valor duas vezes: uma ao devolver o valor solicitado e outra pelo bloqueio do MED.

Como se proteger do golpe do “Pix errado”?

A melhor forma de se proteger é estar sempre atento e tomar precauções. Aqui estão algumas dicas para evitar cair no golpe do “Pix errado”:

Verifique a origem do dinheiro

Se você receber uma notificação de uma transferência inesperada, o primeiro passo é verificar se o dinheiro realmente entrou na sua conta. Faça isso acessando o histórico de transações no aplicativo do seu banco.

Use a funcionalidade correta de devolução

Caso o valor tenha realmente sido transferido por engano, utilize sempre a funcionalidade de devolução do Pix disponível no seu aplicativo bancário.

A opção, que pode aparecer como “devolver dinheiro” ou “reembolso”, garante que o valor será devolvido à conta correta e evita fraudes.

Não realize uma nova transferência

Nunca devolva dinheiro por meio de uma nova transferência. Usar a funcionalidade específica para devoluções é a única forma segura de retornar os valores à conta original.

Cuidado com o contato de desconhecidos

Desconfie de ligações ou mensagens de pessoas desconhecidas solicitando a devolução de valores. Evite fornecer informações pessoais ou realizar transferências sem verificar a veracidade das alegações.

O que fazer se já caiu no golpe?

Se você já foi vítima do golpe do “Pix errado”, é importante agir rapidamente para tentar recuperar o valor perdido. Veja os passos que você deve seguir:

Informe seu banco

Entre em contato com a sua instituição financeira imediatamente. O Banco Central permite que você notifique o banco sobre o caso dentro de 80 dias após a transferência.

O banco irá investigar se o caso se encaixa no Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução?

  • Se o banco entender que se trata de fraude, o valor poderá ser bloqueado na conta do golpista.
  • O caso será analisado em até 7 dias. Se for comprovada a fraude, o dinheiro será devolvido em até 96 horas.
  • Se não houver saldo suficiente na conta do criminoso, o banco poderá monitorar o caso por até 90 dias, devolvendo o valor de forma parcial conforme houver saldo disponível.

Procure ajuda legal

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Se o banco não conseguir resolver o problema, você pode procurar o Procon, Consumidor.gov.br ou até mesmo acionar a Justiça. Documente todas as tentativas de resolução e mantenha registros das comunicações.

O que é o Mecanismo Especial de Devolução?

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi criado pelo Banco Central para ajudar na recuperação de valores em casos de fraudes envolvendo o Pix.

Ele pode ser acionado por instituições financeiras quando houver indícios de irregularidades, bloqueando o valor na conta do destinatário. O MED é utilizado para reverter transações fraudulentas, mas não se aplica a erros cometidos pelo próprio usuário, como enviar Pix para a conta errada.

Quando o MED pode ser acionado?

O MED pode ser acionado em casos de fraude comprovada ou falha operacional no ambiente do Pix, como duplicidade de transações.

No entanto, ele não cobre situações em que o próprio consumidor fez um Pix para a pessoa errada. Nesses casos, é preciso entrar em contato com o banco para receber orientações adequadas.

Prevenção é a melhor defesa

A prevenção é a melhor forma de evitar cair em golpes relacionados ao Pix. Além de estar atento às transações e verificar sempre a origem dos valores recebidos, evite compartilhar suas chaves Pix em redes sociais ou com desconhecidos.

O Pix é uma ferramenta segura e eficaz, mas como qualquer tecnologia, exige atenção por parte dos usuários para não se tornarem vítimas de fraudes.

Conclusão

O golpe do “Pix errado” tem se tornado cada vez mais comum, aproveitando-se da boa-fé das pessoas e da facilidade do sistema de pagamentos instantâneos.

Para se proteger, é fundamental verificar a origem das transações, utilizar as funcionalidades de devolução disponibilizadas pelos bancos e estar atento a qualquer comunicação suspeita.

Caso você seja vítima de fraude, é essencial agir rapidamente para recuperar o valor. Sempre que tiver dúvidas ou perceber alguma irregularidade, entre em contato com o seu banco e procure ajuda legal, se necessário.

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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