Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Golpistas exigem R$ 50 mil em falsa multa do STF por uso de VPN no X (antigo Twitter)

Saiba como golpistas estão usando o nome do STF para aplicar falsas multas de R$ 50 mil por uso de VPN no X (antigo Twitter).

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
VPN X Twitter

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu um alerta sobre um novo golpe cibernético que tem utilizado o nome da instituição para aplicar falsas cobranças de multas, com valores de até R$ 50 mil. Os golpistas alegam que as vítimas estão infringindo a lei ao usar VPN (Virtual Private Network) para acessar a rede social X (antigo Twitter). As tentativas de fraude ocorrem por meio de e-mails, aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e até mesmo nas próprias plataformas digitais.

Leia mais:

Corinthians lucra milhões com estreia da NFL no Brasil; veja os valores!

Não seja mais uma vítima: Saiba como não cair no Golpe do “Pix errado”

Como funciona o golpe da falsa multa por uso de VPN

Celular com VPN aberto
Imagem: Stefan Coders/ Pexels.com

Essa fraude faz parte de uma modalidade de ataque chamada phishing, em que os criminosos se aproveitam da credibilidade de instituições públicas para enganar as vítimas. Nesse caso, o nome do STF é usado para dar legitimidade à falsa cobrança de multa.

Os golpistas enviam mensagens alarmantes, sugerindo que o uso de VPN para acessar o X seria uma violação de normas judiciais. Através desse cenário fictício, eles exigem o pagamento imediato de R$ 50 mil, sob a ameaça de consequências legais graves.

Além de e-mails e mensagens de WhatsApp, os golpistas também utilizam a própria rede social X para disseminar esse golpe, criando um ambiente de pânico entre os usuários que desconhecem as verdadeiras regras sobre o uso de VPN no Brasil.

Falsa legitimidade: Como os criminosos agem

Os golpistas redigem suas mensagens de forma a parecerem oficiais, muitas vezes usando o logo do STF e assinaturas que imitam comunicações governamentais. Os e-mails e mensagens contêm frases alarmistas, como “Ordem Judicial” ou “Ação Judicial em Andamento”, e exigem que a vítima pague a falsa multa de R$ 50 mil para evitar maiores problemas.

O golpe também pode conter links ou anexos que, ao serem clicados, podem comprometer os dispositivos das vítimas, instalando malwares ou direcionando para páginas fraudulentas que solicitam dados bancários ou pessoais.

Por que o uso de VPN é seguro (e legal)

VPNs são ferramentas amplamente utilizadas para garantir a privacidade online e contornar restrições geográficas em diversos sites e serviços. No entanto, o golpe em questão finge que o uso de VPN para acessar o X é ilegal, o que não condiz com a realidade. No Brasil, o uso de VPNs não é proibido, e tampouco o STF emitiu qualquer decisão ou regulamentação que justifique uma multa pelo uso dessa tecnologia.

Essa falta de conhecimento sobre as funções e a legalidade das VPNs é justamente o que os golpistas exploram. Ameaças de multas exorbitantes e falsas ordens judiciais levam muitos usuários a cederem ao pânico e realizarem pagamentos indevidos.

Como se proteger de golpes como esse

A primeira linha de defesa contra esses tipos de golpe é desconfiar de mensagens alarmistas e supostas cobranças judiciais que chegam via e-mail ou aplicativos de mensagens.

O STF não envia notificações ou cobranças desse tipo, e qualquer comunicação oficial deve ser feita por canais institucionais, como cartas oficiais ou comunicações dentro de processos legais legítimos.

Aqui estão algumas dicas importantes para se proteger de fraudes cibernéticas:

  • Verifique a fonte: Sempre desconfie de e-mails ou mensagens que pedem pagamento ou solicitam dados sensíveis. Cheque o remetente e a autenticidade da mensagem.
  • Não clique em links suspeitos: Evite clicar em links ou abrir anexos de e-mails desconhecidos. Eles podem conter malwares ou levar a sites fraudulentos.
  • Consulte fontes oficiais: Se você receber uma cobrança ou comunicação supostamente oficial, verifique a veracidade diretamente no site do órgão ou através de seus canais de atendimento.
  • Não realize pagamentos: O STF não faz cobranças de multas ou valores por e-mail ou WhatsApp. Se você receber um pedido de pagamento desse tipo, não realize a transação.
  • Use ferramentas de segurança: Mantenha seu antivírus atualizado e use um bom firewall para evitar a instalação de softwares maliciosos em seus dispositivos.

O que fazer se você for vítima do golpe

homem com capuz na cabeça, todo de preto, simulando golpes pela internet ao desbloquear códigos de segurança de celular
Imagem: UnImages / shutterstock.com

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Caso você tenha caído no golpe, a primeira medida é entrar em contato com o seu banco para tentar bloquear ou recuperar o valor transferido.

Além disso, é essencial registrar um boletim de ocorrência para documentar a fraude. O STF orienta também que qualquer tentativa de golpe envolvendo seu nome seja reportada à Ouvidoria do tribunal.

Outras medidas incluem o contato com o Procon e a abertura de reclamações no site Consumidor.gov, plataformas que podem auxiliar na resolução do problema e orientar sobre os próximos passos.

O STF e o combate ao phishing

O Supremo Tribunal Federal tem se posicionado ativamente contra golpes desse tipo. Em comunicado recente, o STF enfatizou que não faz cobranças por e-mail, WhatsApp ou redes sociais e que os usuários devem ficar atentos às tentativas de phishing.

Essas ações são parte de um esforço mais amplo para combater crimes cibernéticos que tentam utilizar o nome de instituições governamentais para enganar o público.

Considerações finais

A falsa cobrança de multa pelo uso de VPN no X é mais um exemplo de como os golpistas se aproveitam da falta de conhecimento sobre tecnologia e processos legais para extorquir dinheiro.

É crucial que os usuários da internet se mantenham informados e cautelosos diante dessas tentativas de fraude, sempre verificando a legitimidade das comunicações que recebem.

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

Topicos relacionados