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Como funciona a ‘demissão silenciosa’?

Saiba o que é e como funciona a "demissão silenciosa", que tem sido bastante discutida nas redes sociais do mundo todo.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento3 min de leitura
Como funciona a "demissão silenciosa"?

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Você já ouviu falar em “quiet quitting”? Traduzido ao pé da letra, o termo significa “demissão silenciosa” e se tornou tendência nas redes sociais, tendo diversas pessoas discutindo sobre o que ele promove dentro e fora das empresas.

Porém, devemos te avisar que, ao contrário do que aparenta ser, a adesão ao termo não significa que uma pessoa tem a intenção de pedir as contas silenciosamente. Ficou curioso e quer entender melhor a “demissão silenciosa”? Sim? Então confira as informações abaixo!

Como funciona a “demissão silenciosa”?

Antes de mais nada, o conceito da “demissão silenciosa”, que tanto se fala nas redes sociais, não se refere apenas ao fato de se estar ou não feliz no ambiente de trabalho, ou da vontade de se demitir do cargo. 

Em linhas gerais, a “demissão silenciosa” quer dizer que o profissional decidiu limitar suas atividades às estritamente necessárias dentro da descrição de seu trabalho. Dessa forma, o empregado consegue evitar longas jornadas e sobrecarga.

Portanto, ao adotar essa postura, o profissional estabelece limites entre vida profissional e pessoal. Ou seja, ele cumpre suas obrigações profissionais, mas não vive apenas de trabalho, tendo tempo para o lazer e a família quando chega em casa. Sendo assim, a pessoa acaba “esquecendo” do trabalho.

Quando a ‘demissão silenciosa’ ganhou força?

A “demissão silenciosa” ganhou força durante a pandemia da Covid-19, onde muitas pessoas passaram a rever seus valores e repensar suas prioridades. Dados de um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontam que quase 3 milhões de brasileiros pediram as contas no 1º semestre deste ano.

Sendo assim, o grande número de demissões nos primeiros meses de 2022 foi no embalo de um movimento chamado de The Great Resignation (A Grande Renúncia, em tradução livre), que surgiu nos Estados Unidos. Esse fenômeno leva as pessoas a pedirem demissão, sendo diferente da “demissão silenciosa”, onde os profissionais não pedem as contas. 

No entanto, não pense que os dois movimentos não estão conectados, pois isso não é verdade. Eles estão interligados e mostram que muitos indivíduos não estão contentes com sua vida profissional e não estão mais aceitando o que tem acontecido.

Saúde mental influencia a ‘demissão silenciosa’?

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À EXAME, Tonia Casarin, especialista em liderança, apontou que a “demissão silenciosa” é resultado da procura cada vez mais constante por uma vida profissional equilibrada com os objetivos de vida de cada indivíduo.

“Hoje as pessoas não querem mais trabalhar por trabalhar. Elas aspiram estar em lugares realmente alinhados a aquilo em que acreditam. No entanto, nem sempre estão em condições de pedir demissão. Com isso, o quiet quitting surgiu como uma forma de contestação silenciosa”, diz Tonia.

Além disso, conforme já abordamos acima, a pandemia também influenciou o cenário. No auge da crise sanitária, muitas pessoas começaram a sofrer de depressão e ansiedade, fazendo o número de casos crescerem 25% desde 2020. Isso é o que apontam os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vale lembrar que a Síndrome de Burnout, conhecida popularmente como a síndrome do esgotamento profissional, também afeta muitos trabalhadores. Essas pessoas acabam se afastando ou até mesmo se demitindo. Inclusive, a OMS reconheceu o transtorno como doença ocupacional e empregados que sofrem da síndrome podem solicitar auxílio-doença.

Imagem: Elle Aon / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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