Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Demissões no Itaú: reflexão sobre o verdadeiro valor da produtividade

Entenda como medir produtividade vai além de cliques e tempo de tela, e como demissões no Itaú revelam desafios do setor financeiro.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa4 min de leitura
Itaú

As recentes demissões em massa anunciadas pelo Itaú reacenderam um debate sobre a forma de medir produtividade nas empresas. Parte das notícias indicou o uso de monitoramento de cliques e tempo de atividade nos computadores como critério de avaliação. Mas será que isso explica sozinho o corte de tantos funcionários? E mais: produtividade pode ser reduzida a movimentos de teclado e mouse?

Leia mais:

Bolsa Família pode ser cortado a qualquer momento, entenda quando você perde o benefício

O que é monitoramento digital nas empresas

Grandes empresas, especialmente bancos e corporações de tecnologia, utilizam sistemas de acompanhamento digital. Esses softwares servem para controlar processos, aumentar a segurança e avaliar rotinas internas. No entanto, problemas surgem quando esses dados se tornam o principal critério de avaliação de desempenho.

Produtividade, na realidade, não significa estar conectado o dia todo, mas sim entregar valor real para a empresa e para o cliente. O simples registro de cliques ou movimentos do mouse não traduz o impacto de uma pessoa no negócio.

Estudos mostram que resultados superam métricas de presença

Pesquisas reforçam a importância de medir desempenho com base em resultados. Um estudo publicado pela Harvard Business Review aponta que empresas que focam em resultados têm:

  • 31% mais chances de reter bons funcionários
  • 23% mais chances de atingir metas financeiras

Em contrapartida, organizações que priorizam métricas digitais registram maior desconfiança, queda no engajamento e um ambiente de trabalho menos produtivo.

Por que o Itaú pode ter outros motivos para demissões

Embora o monitoramento digital tenha sido citado, é pouco provável que ele tenha sido o único fator. Grandes bancos enfrentam desafios como:

Pressão por redução de custos

Cortes e ajustes financeiros são uma realidade constante no setor bancário, impactando decisões de desligamento.

Automação de processos

Sistemas automatizados reduzem a necessidade de determinadas funções, influenciando a composição de equipes.

Reorganização de setores

Mudanças estruturais podem tornar cargos redundantes ou exigir novas competências.

Revisão de serviços e produtos

Alterações estratégicas nos serviços oferecidos podem afetar diretamente a quantidade de colaboradores necessária.

O risco de priorizar métricas digitais

Se o monitoramento de cliques tiver sido decisivo, há um risco de gestão ultrapassada, em que o foco está em vigiar, e não em gerar resultados. O setor financeiro já demonstrou que o caminho mais eficaz é:

Focar na experiência do cliente

Colocar o cliente no centro das decisões promove engajamento e fidelidade.

Incentivar inovação

Empresas inovadoras crescem porque priorizam soluções e melhorias, não a quantidade de cliques registrados.

Avaliar entregas e impacto real

O desempenho deve ser medido pelo valor entregue e pelo impacto nos resultados da empresa.

Fintechs, como o Nubank, são exemplos de empresas que prosperaram sem depender de monitoramento constante de telas. O sucesso está em resultados tangíveis, e não em medir quem está com a tela aberta ou não.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Dados da Gallup reforçam essa visão

Segundo a Gallup, equipes avaliadas por resultados apresentam:

  • 21% mais produtividade
  • 22% mais lucratividade

Isso ocorre porque, quando os colaboradores sabem que serão cobrados pelas entregas, assumem mais responsabilidade, trabalham com clareza e têm engajamento maior.

O desafio do Itaú

O Itaú enfrenta agora o desafio de transparência. Se as demissões foram motivadas por ajustes estratégicos, isso deve ser comunicado claramente. Porém, se houve excesso de peso em métricas digitais, o banco corre o risco de minar sua própria cultura de alta performance, afastando talentos e prejudicando resultados futuros.

Medindo o trabalho: além de cliques

Em conclusão, o trabalho não pode ser medido apenas por cliques ou horas diante da tela. O verdadeiro indicador de produtividade é:

  • Valor entregue
  • Impacto no cliente
  • Contribuição para a empresa

Quando uma organização confunde movimento com entrega, não perde apenas funcionários: perde capacidade de crescer de forma sustentável.

Conclusão

Medir produtividade vai muito além de cliques e tempo de tela. Resultados reais, impacto no cliente e valor entregue são os verdadeiros indicadores de desempenho. Empresas que entendem isso conquistam engajamento, inovação e crescimento sustentável. Já organizações que focam apenas em métricas digitais correm o risco de perder talentos e comprometer sua cultura de alta performance.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

Topicos relacionados