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Como o MEI pode aumentar a aposentadoria sem deixar de contribuir pelo DAS

Saiba como o MEI pode complementar a contribuição ao INSS e aumentar o valor da aposentadoria, além de entender as regras e mais.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Como o MEI pode aumentar a aposentadoria sem deixar de contribuir pelo DAS

O Microempreendedor Individual (MEI) conquistou espaço como uma das principais portas de entrada para a formalização de pequenos negócios no Brasil. Além da emissão de notas fiscais e do acesso a benefícios tributários, a categoria também garante proteção previdenciária por meio das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, muitos empreendedores desconhecem que a contribuição padrão do MEI limita o valor da aposentadoria ao salário mínimo. Para quem deseja construir uma renda previdenciária mais elevada no futuro, existe a possibilidade de complementar o recolhimento mensal ao INSS, aumentando a alíquota de contribuição e ampliando as possibilidades de cálculo do benefício.

Entender como funciona essa complementação é fundamental para tomar uma decisão alinhada ao planejamento financeiro e aos objetivos de longo prazo.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Como funciona a contribuição do MEI para o INSS

O pagamento das contribuições previdenciárias do Microempreendedor Individual é realizado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), cuja data de vencimento é o dia 20 de cada mês.

Dentro desse documento está incluída a contribuição destinada ao INSS, correspondente a 5% do salário mínimo vigente.

Em 2026, considerando o salário mínimo de R$ 1.621, o valor da contribuição previdenciária do MEI é de R$ 81,05 por mês.

Essa contribuição garante acesso à maior parte dos benefícios oferecidos pela Previdência Social, desde que o empreendedor cumpra os períodos mínimos de carência exigidos pela legislação.

Quais benefícios o MEI tem direito

Ao manter as contribuições em dia, o microempreendedor pode ter acesso a diversos benefícios previdenciários, entre eles:

Aposentadoria por idade

O MEI pode se aposentar por idade desde que cumpra os requisitos previstos nas regras permanentes ou de transição da Previdência Social, incluindo o tempo mínimo de contribuição exigido.

Auxílio por incapacidade temporária

Conhecido anteriormente como auxílio-doença, esse benefício é destinado ao segurado que fique temporariamente incapacitado para exercer sua atividade profissional.

Aposentadoria por incapacidade permanente

Nos casos em que a incapacidade para o trabalho seja definitiva, o segurado pode solicitar a aposentadoria por incapacidade permanente, desde que atendidos os critérios estabelecidos pelo INSS.

Salário-maternidade

Empreendedoras que contribuem regularmente também podem receber salário-maternidade durante o período previsto em lei.

Pensão por morte

Os dependentes do segurado têm direito à pensão por morte caso o contribuinte venha a falecer enquanto mantém a qualidade de segurado.

Auxílio-reclusão

Os dependentes também podem ter direito ao auxílio-reclusão quando preenchidos os requisitos legais previstos para esse benefício.

Por que a aposentadoria do MEI fica limitada ao salário mínimo

A principal característica da contribuição do MEI é que ela utiliza exclusivamente o salário mínimo como base de cálculo.

Isso significa que o faturamento da empresa não influencia o valor da contribuição previdenciária.

Mesmo que o empreendedor tenha receitas elevadas dentro do limite permitido para o MEI, a contribuição continuará sendo calculada sobre o piso nacional.

Na prática, essa regra faz com que a aposentadoria obtida apenas com a contribuição de 5% permaneça limitada ao valor de um salário mínimo.

Para muitos empreendedores, essa proteção é suficiente. Porém, quem pretende manter um padrão de renda mais elevado após deixar de trabalhar pode precisar de um planejamento previdenciário diferente.

Como aumentar o valor da aposentadoria

Existe uma alternativa prevista pela legislação para quem deseja ampliar as possibilidades de aposentadoria.

O MEI pode realizar uma contribuição complementar ao INSS, acrescentando mais 15% sobre o salário mínimo.

Com isso, a alíquota total passa de 5% para 20%, igualando-se à contribuição normalmente realizada pelos contribuintes individuais.

Essa complementação permite que o período seja considerado para modalidades de aposentadoria que exigem contribuição integral e faz com que esses recolhimentos possam integrar a média utilizada no cálculo do benefício, conforme as regras previdenciárias vigentes.

Como fazer a contribuição complementar

O pagamento adicional não é feito pelo DAS-MEI.

Para complementar a contribuição, o empreendedor deve emitir uma Guia da Previdência Social (GPS) por meio do Sistema de Acréscimos Legais (SAL), utilizando o código de pagamento 1910.

É importante observar corretamente os dados da guia para evitar inconsistências no cadastro previdenciário.

Além disso, tanto o DAS-MEI quanto a GPS complementar precisam ser pagos dentro dos prazos estabelecidos para que o período seja reconhecido pelo INSS.

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Quanto o MEI paga com a complementação

Em 2026, considerando o salário mínimo de R$ 1.621:

  • Contribuição do DAS-MEI (5%): R$ 81,05;
  • Complementação da GPS (15%): R$ 243,15;
  • Total destinado ao INSS: R$ 324,20 por mês.

Esses valores variam sempre que ocorre reajuste do salário mínimo.

Vale a pena complementar a contribuição?

A resposta depende da realidade financeira e dos objetivos de cada empreendedor.

A complementação costuma ser mais interessante para quem:

  • pretende receber uma aposentadoria superior ao salário mínimo;
  • possui capacidade financeira para manter o pagamento durante vários anos;
  • deseja ampliar as possibilidades de enquadramento nas regras previdenciárias;
  • busca maior segurança financeira na aposentadoria.

Por outro lado, quem enfrenta dificuldades para manter as contribuições mensais deve avaliar cuidadosamente o impacto desse custo adicional no orçamento.

Como a aposentadoria é resultado de um histórico longo de contribuições, a regularidade dos pagamentos costuma ser mais importante do que realizar complementações apenas esporadicamente.

O planejamento previdenciário faz diferença

Aposentadoria
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Muitos microempreendedores concentram seus esforços no crescimento do negócio e acabam deixando o planejamento da aposentadoria para depois.

No entanto, iniciar esse planejamento ainda nos primeiros anos de atividade pode fazer grande diferença no valor do benefício no futuro.

Além da complementação ao INSS, especialistas costumam recomendar a diversificação da estratégia de aposentadoria, combinando a Previdência Social com investimentos de longo prazo e previdência privada, quando possível.

Essa combinação reduz a dependência de uma única fonte de renda durante a aposentadoria.

Cuidados antes de optar pela complementação

Antes de começar a recolher os 15% adicionais, é recomendável verificar o histórico de contribuições junto ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e confirmar se todos os recolhimentos anteriores estão corretamente registrados.

Também é importante acompanhar eventuais mudanças nas regras previdenciárias, já que a legislação pode sofrer alterações ao longo dos anos.

Em situações específicas, principalmente para quem possui períodos de trabalho como empregado, contribuinte individual ou servidor público, uma análise personalizada pode ajudar a identificar a estratégia mais vantajosa.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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