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Compra da Garoto pela Nestlé será julgada amanhã (07); saiba o que pode acontecer

A compra da Garoto pela Nestlé está em espera há mais de 21 anos. Nesta quarta-feira, isso deve ser decidido. Entenda o caso!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Chocolate

A transação começou em 2001, mas, 21 anos depois, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ainda não deu aval para a finalização da compra da Garoto pela Nestlé. Isso porque o órgão atua para evitar monopólios de mercado.

O Cade barrou a compra em 2004, dois anos depois, e o caso foi parar na Justiça. No entanto, toda a produção da fábrica da Garoto foi assumida pela Nestlé. O caso foi reaberto pela Justiça, e terá seu julgamento na próxima quarta-feira (07).

De acordo com as informações do jornal O Globo, agora, o Conselho deve garantir o aval da compra, sem exigir que haja a venda de marcas tradicionais.

Entenda a demora para a Compra da Garoto

A Nestlé, marca suíça com grande presença no mercado de chocolates, anunciou a intenção de compra da fábrica da capixaba Garoto, fundada por um alemão, Heinrich Meyerfreund, em 1929.

À época, no entanto, não houve a finalização da compra pela alemã já possuir uma grande concentração de produtos no mercado, assim, o aval do Cade nunca saiu. À época da compra, com a compra da Garoto, a soma seria, com a Nestlé, da detenção de 80% do mercado de chocolates no país.

No entanto, atualmente, a conta já mudou, e a soma das duas empresas totaliza cerca de 30% do mercado atual. Isso porque diversos novos concorrentes entraram em cena com o passar dos anos.

Qual deverá ser a exigência do Cade?

A expectativa é que a empresa consiga finalizar a compra da Garoto. Por conta da diferença do cenário atual, não haverá mais nenhuma exigência de venda de marcas. No passado, o Conselho quis implementar a venda de algumas das marcas, como Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação.

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Contudo, o Cade deve exigir que a fábrica da Garoto do Espírito Santo não seja fechada. Além disso, os investimentos devem ser iguais aos que acontecem hoje, de cerca de R$430 milhões por ano, pelos próximos 7 anos.

Por fim, a alemã Nestlé não poderá mais comprar nenhuma empresa brasileira concorrente que possua mais do que 5% de participação do mercado.

Imagem: Anete Lusina / Pexels.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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