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Teto de juros para consignado CLT com FGTS é fixado em 1,99% ao mês

Governo fixa teto de 1,99% ao mês para consignado CLT com garantia do FGTS. Veja quem será beneficiado e como funcionarão as novas regras.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
CLT

O governo federal definiu um novo limite para os juros cobrados no crédito consignado destinado aos trabalhadores da iniciativa privada. A partir das novas regras publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, as operações que utilizarem o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia terão teto de 1,99% ao mês, desde que cumpram critérios específicos.

A medida busca tornar o crédito mais acessível aos empregados com carteira assinada (CLT), ampliando a concorrência entre instituições financeiras e reduzindo o custo dos empréstimos para milhões de brasileiros.

Além do limite de juros, o governo também regulamentou a utilização do saldo do FGTS e das verbas rescisórias como garantias para essas operações, estabelecendo regras diferentes conforme o canal utilizado para contratar o financiamento.

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O que muda no crédito consignado privado

Carteira de Trabalho
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Até então, não havia um teto específico para os juros cobrados nessa modalidade de empréstimo voltada aos trabalhadores da iniciativa privada.

Com a regulamentação, o Ministério do Trabalho estabeleceu que as instituições financeiras somente poderão cobrar juros de até 1,99% ao mês nas operações que atenderem aos critérios definidos.

A expectativa do governo é aumentar a competição entre os bancos, estimular ofertas mais vantajosas e reduzir o custo do crédito para os trabalhadores.

Quando o teto de 1,99% será aplicado

A aplicação do limite depende da forma como o trabalhador solicita o empréstimo.

Empréstimos contratados diretamente com o banco

Quando a proposta for apresentada pelos canais próprios da instituição financeira — como aplicativo, internet banking ou agência — o teto será válido desde que a garantia oferecida pelo saldo do FGTS corresponda a pelo menos 50% do valor total do empréstimo.

Em outras palavras, quanto maior a garantia oferecida pelo trabalhador, menor será o risco da operação para o banco, justificando a limitação da taxa de juros.

Contratações pela Carteira de Trabalho Digital

Já quando o trabalhador solicitar propostas por meio da Carteira de Trabalho Digital, o requisito será mais rigoroso.

Nesse caso, a cobertura do saldo do FGTS deverá representar 100% do valor contratado para que a taxa máxima de 1,99% ao mês seja aplicada.

O governo explica que esse ambiente funciona como um verdadeiro marketplace de crédito, permitindo que diferentes bancos apresentem propostas simultaneamente. Com isso, o trabalhador pode comparar condições e escolher a oferta mais vantajosa.

Como funciona o uso do FGTS como garantia

A utilização do FGTS como garantia não significa que o trabalhador perderá automaticamente o saldo disponível.

Na prática, parte do saldo fica vinculada à operação de crédito, servindo como garantia caso haja inadimplência.

Além disso, as verbas rescisórias também poderão ser utilizadas nas hipóteses previstas pela regulamentação, reduzindo ainda mais o risco para as instituições financeiras.

Essa estrutura tende a permitir juros menores em comparação aos empréstimos pessoais tradicionais.

Qual é a diferença entre o consignado CLT e o consignado tradicional

Embora ambos tenham desconto em folha de pagamento, existem diferenças importantes.

Consignado para servidores e aposentados

Os empréstimos destinados a aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos já possuem regras próprias há vários anos.

Essas modalidades costumam apresentar taxas menores porque oferecem maior previsibilidade de pagamento.

Consignado para trabalhadores da iniciativa privada

Já o consignado privado possui características diferentes devido à possibilidade de desligamento do empregado.

Com a utilização do FGTS e das verbas rescisórias como garantia, o governo busca reduzir esse risco para os bancos, permitindo juros mais baixos.

Por que o governo criou um teto de juros

Segundo o Ministério do Trabalho, a iniciativa pretende equilibrar dois objetivos principais:

  • reduzir o custo do crédito para os trabalhadores;
  • ampliar a oferta de empréstimos com taxas mais competitivas.

Na prática, quanto menor o risco da operação para a instituição financeira, menor tende a ser a taxa cobrada do consumidor.

Ao estabelecer um teto, o governo busca evitar cobranças excessivas em operações que contam com garantias robustas.

Quem pode contratar essa modalidade

O crédito consignado privado é destinado aos trabalhadores com carteira assinada.

Para acessar as condições previstas na nova regulamentação, será necessário cumprir os critérios relacionados às garantias do FGTS estabelecidos pelo governo.

Cada instituição financeira continuará realizando sua própria análise de crédito antes da aprovação da operação.

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Quais são as vantagens para o trabalhador

As novas regras podem trazer benefícios importantes.

Juros potencialmente menores

Com limite de 1,99% ao mês nas operações enquadradas na regulamentação, muitos trabalhadores poderão encontrar condições mais vantajosas do que as oferecidas em empréstimos pessoais convencionais.

Maior concorrência entre bancos

A Carteira de Trabalho Digital permite que diversas instituições apresentem propostas ao mesmo tempo.

Isso facilita a comparação entre taxas, prazos e custos totais antes da contratação.

Mais transparência

A centralização das ofertas em um único ambiente também pode tornar o processo mais simples para o trabalhador, reduzindo a necessidade de pesquisar individualmente em diversos bancos.

Quais cuidados devem ser tomados antes de contratar

Mesmo com juros limitados, especialistas em educação financeira recomendam avaliar cuidadosamente a contratação de qualquer empréstimo.

Antes de fechar negócio, é importante observar:

  • o valor total que será pago ao final do contrato;
  • o prazo de pagamento;
  • a necessidade real do crédito;
  • a capacidade de manter as parcelas em dia;
  • a comparação entre diferentes ofertas disponíveis.

Também é recomendável evitar utilizar o crédito para financiar despesas recorrentes ou consumo impulsivo, priorizando situações realmente necessárias.

O que esperar do mercado de crédito

Carteira de Trabalho
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A expectativa é que a regulamentação aumente a competitividade entre bancos, fintechs e demais instituições autorizadas a oferecer crédito consignado aos trabalhadores da iniciativa privada.

Com maior segurança jurídica sobre o uso do FGTS como garantia e um limite para os juros nas operações enquadradas nas novas regras, o mercado tende a oferecer condições mais padronizadas e previsíveis.

Especialistas avaliam que o sucesso da medida dependerá da adesão das instituições financeiras e do interesse dos trabalhadores em utilizar o FGTS como garantia para reduzir o custo do crédito.

Conclusão

A definição do teto de 1,99% ao mês representa uma mudança importante para o mercado de crédito consignado privado. Ao regulamentar o uso do FGTS e das verbas rescisórias como garantia, o governo busca ampliar o acesso a empréstimos mais baratos e aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. Para o trabalhador, a principal recomendação continua sendo comparar propostas, avaliar o custo efetivo total da operação e contratar crédito apenas quando houver necessidade e planejamento financeiro.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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