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Conta de energia mais barata. Veja a redução nos estados!

A conta de energia deve seguir mais barata. As reduções são variáveis. Confira aqui se há mudanças no seu estado.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
conta de luz

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Desde o final de julho, as contas de energia elétrica estão mais baratas para os consumidores após o Supremo Tribunal Federal (STF) tornar inconstitucional a cobrança do PIS/Confins sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Segundo a autoridade, os brasileiros pagaram em dobro o valor da fatura. 

Sendo assim, aqueles que pagaram valores indevidos poderão receber descontos nos próximos meses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) fará a revisão dos valores para abatimento conforme o cenário de cada estado. 

Redução do ICMS

Além disso, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional, reduz a alíquota do ICMS sobre diversos setores, a energia é um deles. A diminuição representa cerca 1,3% nas contas de luz. Antes da redução, a alíquota do ICMS definida pelos estados variava de 22,5% a 27%. Agora, o teto é de 18%. 

O Governo Federal estima que haverá redução de 19% no preço das contas de luz com a aprovação da medida. 

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) espera um cenário mais confortável para este ano em comparação a 2021. Isso porque no ano passado, o Brasil passou pela pior situação em 91 anos. 

Redução nos estados

Veja como devem ficar as reduções nos estados. 

  • São Paulo: – 2,44%;
  • Minas Gerais: – 2,32%;
  • Paraná: – 2,32%;
  • Ceará: – 3,01%;
  • Rio de Janeiro: – 4,22%;
  • Sergipe: – 4,47%;
  • Bahia: – 0,50%;
  • Rio Grande do Norte: – 1,54%;
  • Pernambuco: – 4,07%.

Composição da conta de energia

O preço da conta de energia é formado por bandeiras tarifárias, impostos, taxas e consumo de energia elétrica. Segundo a Neoenergia, atuante em 18 estados e no Distrito Federal, a composição da conta de luz é a seguinte:

  • Geração de energia: 30,99%;
  • Tributos: 30,69%;
  • Distribuição: 21,46%;
  • Perdas de energia: 6,75%;
  • Encargos setoriais: 5,52%;
  • Transmissão: 4,59%.

Bandeira Tarifária 

As bandeiras tarifárias levam em consideração o custo de produção. Por isso, a depender das bandeiras, as contas ficam mais caras ou mais baratas. 

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Com a crise hídrica, por exemplo, foi necessário acionar as usinas termelétricas para geração de energia que tem um custo mais alto. Nesse período, foi estabelecida a bandeira vermelha, o patamar mais caro. 

Conheça as bandeiras e quais as situações de cada uma. 

  • Verde: hidrelétricas com capacidade máxima. Sem adição no valor da fatura.
  • Amarela: termelétricas acionadas mas com hidrelétricas ainda em funcionamento.
  • Vermelha (patamar 1): escassez de água para geração.
  • Vermelha (patamar 2): crise de abastecimento.  

Cada uma delas acrescenta um valor a cada 100 kWh consumidos por mês. 

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Imagem: TanitJuno / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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