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Conta de luz: entenda a mudança no Congresso que pode baratear sua tarifa de energia

O Congresso aprovou a MP 1.304/2025, que propõe mudanças no setor elétrico e pode reduzir a conta de luz. Entenda as alterações e mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Energia conta de luz

O Congresso Nacional aprovou, na quinta-feira (30), a Medida Provisória conhecida como “reforma do setor elétrico”, que propõe reorganizar o setor e redistribuir encargos que influenciam o valor da conta de luz, incluindo também mudanças nos segmentos de gás natural e petróleo. O texto agora aguarda sanção presidencial.

Principais mudanças aprovadas

Luz do Povo bolsa família conta de luz
Imagem: Daniele Mezzadri/Shutterstock.com

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O Senado chancelou a proposta que passou pela Câmara, onde os deputados realizaram alterações importantes no texto. Entre elas, destaca-se a exclusão da cobrança de R$ 20 por 100 kWh para alguns usuários da geração distribuída, além da ampliação do ressarcimento por cortes de geração.

A votação foi rápida, levando de 1 a 5 minutos nos plenários. Entre os oito destaques analisados pelos deputados, apenas um foi aprovado: a exclusão da cobrança adicional para certos usuários.

Ampliação do ressarcimento por corte de geração

Uma das principais alterações refere-se à ampliação do ressarcimento de geradores impactados por interrupções forçadas na produção de energia elétrica. A compensação será feita via encargos de serviço do sistema, embutida na conta de luz do consumidor final.

O objetivo é proteger financeiramente usinas eólicas e solares fotovoltaicas que sofreram cortes de geração desde 1º de setembro de 2023, período em que o setor enfrentou maior instabilidade.

Alterações na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)

A MP estabelece um teto para o crescimento da CDE a partir de 2027, com exclusões importantes, como Tarifa Social, Luz Para Todos e descontos para irrigação. O limite será atualizado pelo IPCA, com referência no orçamento de 2025.

Além disso, recursos que antes eram destinados à União, como outorgas de concessão de algumas hidrelétricas, passarão a compor a CDE até 2032. A medida visa reduzir a pressão sobre a tarifa de energia, sem comprometer a arrecadação federal.

O que muda para o consumidor

Com as alterações, o consumidor poderá perceber uma redução na tarifa, principalmente em decorrência da redistribuição de encargos e do ressarcimento ampliado para cortes de geração. Essa medida busca equilibrar o setor elétrico e reduzir impactos financeiros causados por interrupções não previstas.

Critérios para ressarcimento

O ressarcimento será aplicado em casos de cortes de geração causados por fatores externos às usinas, como falhas em linhas de transmissão. Não haverá compensação para cortes motivados por sobreoferta de energia renovável, o que exclui situações em que a produção supera a demanda do sistema.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) terá até 60 dias para apurar os valores dos cortes e enviar as informações à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que calculará os ressarcimentos em até 90 dias.

Limitação do preço do petróleo e arrecadação federal

O texto da MP também prevê alterações nas regras de cálculo do preço de referência do petróleo, buscando aumentar a arrecadação da União. No entanto, há acordo para veto de alguns trechos considerados polêmicos.

Histórico da reforma do setor elétrico

O setor elétrico brasileiro enfrenta desafios crescentes, como a necessidade de manter tarifas acessíveis, incentivar fontes renováveis e garantir a confiabilidade do sistema. A MP 1.304/2025 representa uma tentativa de modernizar a legislação, equilibrando interesses de consumidores, geradores e governo.

Recursos para compensações

Uma novidade importante é que os geradores precisarão renunciar ao direito de ação judicial para receber o ressarcimento. A medida tem o objetivo de agilizar a compensação financeira e evitar litígios prolongados.

O ressarcimento será incluído na conta de luz via encargos do sistema, garantindo que os valores retornem ao setor sem sobrecarregar o consumidor final.

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Impactos esperados na conta de luz

Energia
Imagem: lovelyday12 / Shutterstock.com

A expectativa é que, com a redistribuição de encargos e a limitação do crescimento da CDE, os consumidores vejam uma redução gradual na tarifa de energia. Além disso, a ampliação do ressarcimento por cortes de geração contribui para maior estabilidade financeira do setor e incentiva o investimento em energias renováveis

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é a MP 1.304/2025?
É uma medida provisória que propõe mudanças no setor elétrico, incluindo redistribuição de encargos, alterações na CDE e ressarcimento por cortes de geração de energia.

2. Quem será beneficiado com a redução da conta de luz?
Consumidores residenciais e comerciais podem perceber redução, especialmente aqueles conectados à geração distribuída e que não sofrem sobreoferta de energia.

3. O que é a CDE e como será limitada?
A Conta de Desenvolvimento Energético financia programas como Tarifa Social e Luz Para Todos. A MP estabelece um teto de crescimento atualizado pelo IPCA, com exclusões específicas.

4. Como será feito o ressarcimento por cortes de geração?
O ONS apura os valores dos cortes e envia à CCEE, que calcula a compensação. Os valores são repassados via encargos do sistema, incluídos na conta de luz.

5. Quando a MP entra em vigor?
A MP segue para sanção presidencial. A data exata de vigência dependerá da publicação oficial da lei.

Considerações finais

A aprovação da MP 1.304/2025 marca um passo significativo na reforma do setor elétrico brasileiro. As mudanças prometem equilibrar o sistema, reduzir encargos e, potencialmente, baratear a conta de luz.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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