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Conta de luz vai subir: Congresso aprova medida com reajuste de até 3,5%

Confira por que a conta de luz vai subir 3,5%. Veja impactos, motivos e o que o governo fará. Saiba tudo agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Conta de luz

O Congresso Nacional aprovou, no dia 17 de junho de 2025, medidas que devem impactar diretamente o bolso dos brasileiros.

A derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a lei das eólicas offshore resultará em um aumento médio de até 3,5% na conta de luz. A decisão reacende o debate sobre os custos da energia no país e como eles afetam tanto os consumidores quanto o setor produtivo.

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Entenda o que muda na conta de luz

Conta de luz
Imagem: Canva

Por que a energia vai ficar mais cara?

O principal motivo do reajuste é a reinserção de dispositivos — conhecidos como “jabutis” — na lei que regula a geração de energia eólica offshore. Esses dispositivos incluem a contratação obrigatória de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), projetos de hidrogênio eólicas no Sul e a prorrogação do Proinfa.

Impacto no bolso dos brasileiros

  • Reajuste estimado: 3,5% nas tarifas de energia;
  • Custo total: R$ 197 bilhões até 2050;
  • Impacto anual: R$ 7,8 bilhões, segundo a Abrace (Associação dos Grandes Consumidores de Energia).

Medidas que encarecem sua conta de luz

1. Contratação obrigatória de PCHs

O que são PCHs?

As pequenas centrais hidrelétricas são usinas de menor porte, classificadas como fontes renováveis, mas com custos de implantação elevados.

Impacto financeiro:

  • Capacidade: 4,9 GW contratados compulsoriamente;
  • Custo: R$ 140 bilhões até 2050;
  • Impacto anual: R$ 5,6 bilhões.

Por que é polêmico?

  • A contratação não considera se há demanda real.
  • Gera sobreoferta, pressionando tarifas.
  • Beneficia grupos específicos do setor energético.

2. Hidrogênio líquido com etanol no Nordeste

O que é?

Geração de energia a partir de hidrogênio líquido produzido com etanol — uma tecnologia ainda em desenvolvimento no Brasil.

Custo previsto:

  • Valor: R$ 28 bilhões até 2050;
  • Capacidade: 250 MW.

Desafios:

  • Falta maturidade comercial.
  • Alto custo para pouca capacidade instalada.

3. Eólicas na Região Sul

  • Capacidade: 300 MW obrigatórios
  • Custo: R$ 5 bilhões até 2050

Críticas:

Atende demandas políticas regionais, sem planejamento energético adequado.

4. Prorrogação do Proinfa

  • Programa criado em: 2002;
  • Objetivo: Incentivar fontes alternativas como eólica, PCHs e biomassa.

Impacto:

  • Custo: R$ 24 bilhões adicionais;
  • Problema: As fontes já são competitivas no mercado e não precisariam mais de subsídios.

Veto das termelétricas: uma batalha adiada

O que foi adiado?

A votação dos vetos sobre contratação de termelétricas movidas a gás e carvão, que incluíam cláusulas de operação compulsória de 70% (mesmo sem necessidade), ficou para outra sessão.

Se aprovadas:

  • Custo: R$ 306 bilhões até 2050;
  • Impacto ambiental: Aumento de 84% nas emissões de CO₂ até 2034.

Reação do setor e da sociedade

Indústria e grandes consumidores

  • A Abrace considera a medida um retrocesso.
  • A energia representa até 40% dos custos de indústrias como alumínio, aço e papel.
  • A Frente Nacional dos Consumidores de Energia estuda recorrer ao STF, alegando violação dos princípios de eficiência e interesse público.

Setor elétrico

Empresas que apoiaram inicialmente a lei das eólicas offshore agora manifestam preocupação com os impactos financeiros dos jabutis.

Posição do governo

Medidas prometidas:

  • O governo planeja uma medida provisória para tentar neutralizar parte dos efeitos do aumento.
  • Possibilidade de rediscutir os vetos sobre termelétricas.

Declaração oficial:

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“Estamos trabalhando para mitigar os impactos na tarifa. A medida provisória deve ser anunciada nos próximos dias.” — Senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

Cenário energético brasileiro: onde estamos?

Potencial energético do Brasil:

  • 6º maior produtor de energia eólica do mundo.
  • Grande potencial de geração offshore (no mar), ainda pouco explorado.

Desafio atual:

  • Equilibrar geração de energia sustentável, com custos justos e planejamento eficiente.

Resumo dos impactos na conta de luz

ItemCusto até 2050CapacidadeImpacto na Tarifa
PCHs obrigatóriasR$ 140 bilhões4,9 GWAlto
Hidrogênio com etanol (Nordeste)R$ 28 bilhões250 MWModerado
Eólicas no SulR$ 5 bilhões300 MWBaixo
Prorrogação do ProinfaR$ 24 bilhõesModerado
Termelétricas (adiadas)R$ 306 bilhõesAltíssimo

FAQ – Perguntas frequentes sobre o aumento da conta de luz

Open Energy
Imagem: TanitJuno / shutterstock.com

Por que a conta de luz vai subir em 2025?

Por conta da aprovação no Congresso de dispositivos que obrigam a contratação de PCHs, eólicas e hidrogênio, elevando os custos do sistema.

De quanto será o aumento na conta de luz?

O reajuste médio estimado é de até 3,5% nas tarifas de energia elétrica.

Quando esse aumento começa a valer?

Os efeitos começam a ser sentidos já nos contratos de energia dos próximos anos, com impacto escalonado até 2050.

O governo pode reverter esse aumento?

O governo sinalizou que editará uma medida provisória para tentar mitigar os efeitos do reajuste.

Quem mais será afetado?

Além dos consumidores residenciais, indústrias de alto consumo energético serão fortemente impactadas, perdendo competitividade.

Conclusão

A decisão do Congresso de derrubar os vetos presidenciais na lei das eólicas offshore representa um marco no setor elétrico, com impactos diretos no bolso dos brasileiros.

O aumento na conta de luz acende um alerta sobre a necessidade de um planejamento energético mais eficiente, transparente e alinhado aos interesses da sociedade.

Enquanto isso, consumidores e empresas aguardam com expectativa os próximos movimentos do governo para tentar conter esse aumento e proteger a competitividade econômica do país.

Imagem: Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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