As cooperativas de reciclagem do Distrito Federal receberam um importante impulso nesta terça-feira, 6 de maio. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou o programa Coopera+, com um investimento de R$ 16,9 milhões ao longo de dois anos. A iniciativa busca fortalecer a economia circular por meio da industrialização e modernização da atividade de reciclagem.
Apoio federal promete transformação na reciclagem do Distrito Federal
O programa Coopera+, lançado pelo MDIC e ABDI, vai destinar R$ 16,9 milhões às cooperativas de reciclagem do Distrito Federal.
O programa prevê a aquisição de equipamentos de ponta, capacitação por meio de consultorias em logística, processos produtivos e economia circular, além da formalização de novos postos de trabalho. Ao todo, estima-se que cerca de 1.100 catadores serão diretamente beneficiados pelas ações.

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Estrutura e investimentos reforçam cadeia produtiva
As cooperativas contempladas receberão uma série de equipamentos e estruturas modernas. Estão previstas entregas de 23 caminhões para coleta seletiva, dois compactadores, 12 contêineres, uma prensa, quatro esteiras e plataformas para triagem de resíduos, mini pás carregadeiras, empilhadeiras, 60 carrinhos porta big bag e sistemas de pesagem.
Também está incluído o fornecimento de consultorias técnicas para orientar os grupos na adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis. Segundo a ABDI, essa modernização contribuirá para aumentar em até 30% a produtividade das cooperativas e até 20% a renda dos trabalhadores envolvidos.
Programa Coopera+ mira inclusão e eficiência
O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento sustentável e social. “Nós geramos emprego e renda através da reciclagem. Com as ações de hoje, vamos melhorar a renda das catadoras e catadores, com agregação de valor, fortalecimento das cooperativas e entregas diretas para a indústria”, declarou.
O ministro também enfatizou os ganhos ambientais proporcionados pela atividade. “A reciclagem reduz o uso de energia e a emissão de gases de efeito estufa, além de tornar os produtos mais acessíveis”, completou.
Logística e apoio estrutural para ampliar a escala
Durante o lançamento do Coopera+, o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, afirmou que a meta é transformar as cooperativas do DF em referência nacional. “Com esse projeto, vamos dar um salto na qualidade das cooperativas do Distrito Federal”, disse.
Ele acrescentou que o programa está alinhado com a estratégia nacional de transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva. A expectativa é que o modelo possa ser replicado em outras regiões do Brasil nos próximos anos, servindo como uma base para políticas públicas sustentáveis.
Participação ativa das cooperativas
Três grandes redes de cooperativas do Distrito Federal foram contempladas com os convênios assinados durante o evento de lançamento. São elas:
- Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do DF e Entorno, com 22 filiadas
- Central de Cooperativas de Trabalho – Rede Alternativa, com 6 filiadas
- Central das Cooperativas de Catadores e Catadoras, com 7 filiadas
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Essas centrais reúnem dezenas de pequenos grupos espalhados por diferentes cidades da região metropolitana de Brasília. Com a chegada dos novos equipamentos e suporte técnico, espera-se que as cooperativas possam fornecer materiais reciclados diretamente para grandes indústrias.
Produtividade e formalização no centro da proposta
De acordo com os cálculos da ABDI, o Coopera+ pode elevar em até 15% o número de trabalhadores formais atuando na reciclagem, com a criação de cerca de 150 novos postos de trabalho. A proposta também visa aumentar a eficiência operacional, reduzindo perdas e melhorando a triagem dos resíduos.
O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, destacou o papel estratégico das cooperativas na economia verde. “São pequenas indústrias como essa, da reciclagem, que movem toda a cadeia. É o material reciclado que alimenta a indústria química e de insumos, por exemplo”, afirmou.

Repercussão e expectativa de expansão
A notícia foi bem recebida por lideranças do setor e por entidades que atuam na inclusão produtiva de catadores. Além dos ganhos econômicos, a ampliação da estrutura de coleta seletiva poderá contribuir para a melhoria da limpeza urbana e da conscientização ambiental nas cidades do DF.
O MDIC indicou que os resultados do Coopera+ serão monitorados de perto, e que estudos de viabilidade estão em andamento para expandir o projeto para outros estados. “A reciclagem é uma agenda do presente e do futuro. O que está sendo feito hoje no DF pode virar modelo nacional”, comentou Rollemberg.
O programa Coopera+ chega em um momento estratégico para o Distrito Federal, reunindo investimentos robustos, apoio institucional e metas claras para impulsionar a economia circular. Com foco na valorização do trabalho dos catadores, aumento da produtividade e modernização da logística, a iniciativa tem potencial para transformar a realidade de centenas de famílias e contribuir para um modelo mais sustentável de desenvolvimento industrial.
