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Copom mantém Taxa Selic estável em 13,75%
Confira a decisão do Copom de manter a Taxa Selic estável em 13,75% e entenda quais os motivos dessa ação do Banco Central.
Após 18 meses desde o início do ciclo de alta dos juros, o Banco Central (BC) decidiu por um fim nessa situação. Assim, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a Taxa Selic estável, ou seja, em 13,75% ao ano. Tal decisão interrompeu uma sequência de 13 elevações consecutivas. Cabe mencionar que no início desse processo, em março de 2021, as taxas estavam em 2%.
A decisão foi tomada pelo Copom do Banco Central na última quarta-feira (21). Desse modo, descontada da inflação esperada para os próximos 12 meses, os juros reais ficaram em 8,22%, ou seja, o suficiente para manter o país no topo da lista, acima do México, Colômbia e Chile.
Além disso, calcula-se a taxa de juros real de acordo com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, levando em consideração uma medida melhor para comparação com os demais países.
O que diz o Copom?
Primeiramente, de forma geral, o Copom manteve a mesma cautela das reuniões anteriores, ponderando os riscos externos e domésticos à trajetória da inflação. Contudo, há diversas surpresas positivas relacionadas ao cenário-base traçado pelo Banco Central, o que não estava acontecendo nas comunicações da autoridade monetária.
Assim, os dados de atividade no Brasil tiveram avanço de 1,2% no PIB do segundo trimestre, o que representa um ritmo de crescimento acima do que era esperado, de acordo com o Copom. Além disso, os demais indicadores também apontaram crescimento e o BC destaca que a inflação ao consumidor teve queda recente dos itens mais voláteis.
Porém, isso não significa que o cenário tenha melhorado de forma completa desde a última reunião, feita em agosto. Já no exterior, a situação segue adversa. Tendo em vista que o cenário é de revisões negativas para o crescimento, há a presença da inflação global ainda pressionada, além do aumento de juros em andamento nas principais economias.
Portanto, por mais que o nível médio de preços da economia brasileira esteja cedendo, ainda existem questões para se levar em consideração. Segundo o Copom, o IPCA acumulado em 12 meses continua elevado e as medidas de inflação subjacente continuam acima do ideal para cumprir as metas.
Ainda que essas questões estejam no radar do Copom, pode-se dizer que o balanço de riscos agora está mais equilibrado, o que justifica a decisão do BC de encerrar o ciclo de alta de juros.
Taxa Selic e inflação
O Copom possui duas preocupações: um ambiente prolongado de aumentos de preços em escala global e a incerteza quanto ao arcabouço fiscal do Brasil. Sendo assim, o segundo item merece atenção especial, tendo em vista que o BC deixa claro que a adoção de novas medidas de estímulo oriundas do primeiro turno das eleições trará consequências negativas à inflação.
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Portanto, o Copom elenca três fatores para levar em consideração:
- Possível queda adicional nos preços das commodities;
- Desaceleração da atividade econômica global acentuada;
- Manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.
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Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com
