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đŸ€Ą Reviravolta na correção do FGTS: trabalhadores podem ser obrigados a pagar R$ 2,5 bilhĂ”es

Os trabalhadores que ingressaram na Justiça em busca da correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) agora enfrentam um novo desafio: a possibilidade de arcar com atĂ© R$ 2,5 bilhĂ”es em custos judiciais e honorĂĄrios de sucumbĂȘncia. Essa reviravolta surge apĂłs uma decisĂŁo do Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2024, […]

Avatar de Eduardo Mendes Eduardo Mendes · · 4 min de leitura
ação FGTS

Os trabalhadores que ingressaram na Justiça em busca da correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) agora enfrentam um novo desafio: a possibilidade de arcar com atĂ© R$ 2,5 bilhĂ”es em custos judiciais e honorĂĄrios de sucumbĂȘncia.

Essa reviravolta surge após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2024, que manteve o cålculo da correção do FGTS baseado na Taxa Referencial (TR), somada a 3% ao ano e distribuição de lucros, mas sem impor uma indenização retroativa aos trabalhadores.

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Decisão do STF sobre a correção do FGTS

fgts
Imagem: Etalbr / shutterstock.com

Em junho, o STF decidiu que a atualização do FGTS deve manter a TR como Ă­ndice principal, alĂ©m de garantir um rendimento mĂ­nimo de 3% ao ano e distribuição de lucros. Essa decisĂŁo parcial foi interpretada inicialmente como um avanço para os trabalhadores, pois permitiria que o rendimento do fundo acompanhasse o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do paĂ­s.

No entanto, o STF nĂŁo atendeu ao pedido de indenização retroativa, o que resultou em derrotas parciais para os trabalhadores em diversas açÔes judiciais, acionando a cobrança de honorĂĄrios de sucumbĂȘncia e custas processuais.

O impacto financeiro de R$ 2,5 bilhÔes

Os honorĂĄrios de sucumbĂȘncia, que correspondem a 10% do valor da causa, representam um custo potencialmente alto para os trabalhadores, que ingressaram com mais de 1,5 milhĂŁo de açÔes, afetando mais de 6 milhĂ”es de pessoas. Estima-se que o custo total com honorĂĄrios e custas processuais pode alcançar R$ 2,5 bilhĂ”es, caso nĂŁo seja concedida isenção para aqueles que nĂŁo obtiveram gratuidade judicial.

HonorĂĄrios de sucumbĂȘncia: o que sĂŁo?

Os honorĂĄrios de sucumbĂȘncia sĂŁo valores que a parte perdedora de uma ação judicial deve pagar aos advogados da parte vencedora. No caso das açÔes do FGTS, esses honorĂĄrios estĂŁo sendo cobrados dos trabalhadores que nĂŁo obtiveram vitĂłria total na Justiça, mesmo tendo parte de seus pleitos atendidos.

Reação do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFDT)

O Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFDT) lançou uma campanha nacional para evitar a cobrança de honorĂĄrios de sucumbĂȘncia e custas processuais dos trabalhadores.

Segundo Mario Adelino, presidente do IFDT, a cobrança é injusta, pois os trabalhadores não receberão nenhuma indenização retroativa, mas poderão ser obrigados a pagar custos elevados.

“Os trabalhadores nĂŁo vĂŁo receber valores retroativos e ainda podem ter que pagar dezenas de milhares de reais. Nas açÔes coletivas, o custo Ă© ainda maior, chegando a milhĂ”es”, afirma Adelino.

Campanha do IFDT contra a cobrança

O IFDT organizou um abaixo-assinado para pressionar o governo federal, o STF e a Advocacia-Geral da União (AGU) a isentarem os trabalhadores dessas cobranças.

A campanha também busca apoio de centrais sindicais e associaçÔes de trabalhadores, argumentando que a cobrança penaliza quem busca seus direitos.

Histórico de isenção em outros casos

O IFDT cita um precedente que pode ser favorĂĄvel aos trabalhadores: a revisĂŁo da vida toda do INSS. Nesse caso, a AGU anunciou que nĂŁo cobraria honorĂĄrios de sucumbĂȘncia dos aposentados que perderam as açÔes.

Adelino defende que a mesma abordagem deveria ser aplicada às açÔes do FGTS, jå que o valor envolvido é elevado e o impacto financeiro para os trabalhadores pode ser devastador.

PrĂłximos passos para os trabalhadores afetados

Trabalhadores que ingressaram com açÔes judiciais devem se informar com seus advogados sobre os possíveis desdobramentos da decisão do STF e a melhor estratégia para mitigar os custos. Algumas das opçÔes incluem:

  1. Buscar recursos judiciais: Avaliar a possibilidade de recorrer das decisĂ”es para tentar reverter ou minimizar os custos de sucumbĂȘncia.
  2. Negociar acordos: Em algumas situaçÔes, é possível negociar acordos judiciais para reduzir os custos processuais.
  3. Adesão à campanha do IFDT: A participação no abaixo-assinado e em manifestaçÔes pode ajudar a pressionar o governo e o STF por uma solução mais justa.

Trabalhadores enfrentam mais desafios na correção do FGTS

A reviravolta no julgamento das açÔes de correção do FGTS pelo STF trouxe um novo desafio para milhĂ”es de trabalhadores. AlĂ©m de nĂŁo receberem o reajuste retroativo esperado, muitos podem ser obrigados a arcar com um custo bilionĂĄrio de honorĂĄrios de sucumbĂȘncia e custas judiciais.

A campanha do IFDT busca mudar esse cenårio, enquanto advogados e sindicatos avaliam as possibilidades de recursos e negociaçÔes para minimizar o impacto financeiro.

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