Os pagamentos do Bolsa Família referentes a setembro de 2026 começam no dia 17 e seguem até 30 de setembro. As datas são definidas de acordo com o último algarismo do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar.
O calendário é organizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), enquanto a Caixa Econômica Federal realiza a operação dos pagamentos.
O programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família, mas a parcela pode ser maior dependendo da quantidade de pessoas e das características dos integrantes do grupo familiar.
Leia mais:
Bolsa Família de setembro: Caixa revela quando começam os pagamentos

Calendário do Bolsa Família para setembro de 2026
Os depósitos serão realizados nos últimos dez dias úteis do mês. O primeiro grupo a receber será formado pelos beneficiários com NIS final 1.
Confira as datas previstas:
- NIS final 1: 17 de setembro;
- NIS final 2: 18 de setembro;
- NIS final 3: 21 de setembro;
- NIS final 4: 22 de setembro;
- NIS final 5: 23 de setembro;
- NIS final 6: 24 de setembro;
- NIS final 7: 25 de setembro;
- NIS final 8: 28 de setembro;
- NIS final 9: 29 de setembro;
- NIS final 0: 30 de setembro.
Para descobrir a data correta, o beneficiário deve observar o último número do NIS. O dígito que aparece após o traço no cartão não é utilizado para definir o dia do pagamento.
As informações também podem ser consultadas pelos canais oficiais, como o aplicativo Bolsa Família e o Caixa Tem.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A principal regra de entrada no programa é possuir renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família.
O cálculo é feito pela divisão da renda total mensal de todos os integrantes pelo número de pessoas que vivem na residência. Além disso, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com as informações corretas e atualizadas.
A inscrição no CadÚnico, porém, não significa entrada automática no Bolsa Família. O governo federal realiza análises periódicas para verificar se a família atende aos critérios estabelecidos pelo programa.
Também existem compromissos relacionados à saúde e à educação. Entre eles estão o acompanhamento da frequência escolar de crianças e adolescentes e o monitoramento das condições de saúde dos integrantes da família.
Valor mínimo pode aumentar com benefícios adicionais
Embora o piso do Bolsa Família seja de R$ 600 por família, muitas pessoas recebem valores superiores devido aos benefícios complementares previstos nas regras do programa.
Cada integrante da família é considerado no cálculo do Benefício de Renda de Cidadania, correspondente a R$ 142 por pessoa. Quando esse cálculo não alcança o mínimo de R$ 600, há um complemento para garantir o piso estabelecido pelo governo federal.
Além disso, famílias com crianças de até 6 anos recebem R$ 150 adicionais por integrante nessa faixa etária.
Há ainda o pagamento de R$ 50 adicionais para gestantes, crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos e nutrizes, ou seja, mães de bebês com até 6 meses de idade.
Na prática, uma família com filhos pequenos, adolescentes ou gestantes pode receber uma parcela consideravelmente superior aos R$ 600 mínimos.
Como movimentar o dinheiro do Bolsa Família?

Após a liberação da parcela, o valor pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. A plataforma permite realizar transferências, pagamentos de contas e operações via Pix.
O benefício também pode ser sacado em agências da Caixa Econômica Federal, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento habilitados.
Antes de realizar qualquer operação, é recomendável consultar o saldo e a situação do benefício nos aplicativos oficiais. A Caixa também disponibiliza atendimento pelo telefone 111.
Municípios em situação de calamidade podem ter regras especiais
Em determinadas situações de emergência ou calamidade pública reconhecidas oficialmente, o governo federal pode autorizar a antecipação do calendário para os moradores das cidades afetadas.
Nessas circunstâncias, os pagamentos podem ser liberados em uma mesma data para os beneficiários do município, independentemente do final do NIS.
A antecipação, no entanto, não é automática. Cada situação depende de medidas específicas adotadas pelo governo federal e da confirmação dos municípios contemplados.
Por isso, beneficiários que vivem em regiões afetadas por enchentes, secas ou outros desastres devem acompanhar os comunicados oficiais do MDS e da Caixa.
Com os pagamentos de setembro programados entre os dias 17 e 30, a recomendação é que as famílias consultem antecipadamente o último dígito do NIS e utilizem os canais oficiais para acompanhar o depósito. A medida ajuda a evitar informações falsas e possíveis golpes envolvendo promessas de antecipação ou liberação de valores extras.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
