Celulares antigos, notebooks sem uso e cabos acumulados em casa ganharam uma nova opção de descarte. Os Correios passaram a receber gratuitamente resíduos eletroeletrônicos em agências que oferecem o serviço Balcão do Cidadão, por meio de uma parceria com a Circular Brain.
A iniciativa dispensa agendamento prévio e prevê o encaminhamento dos equipamentos para destinação ambientalmente adequada. O anúncio foi divulgado em 14 de outubro de 2026, Dia Internacional do Lixo Eletrônico.
Para utilizar o serviço, o consumidor precisa observar os materiais permitidos e preparar a embalagem conforme as orientações. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade.
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Onde descartar lixo eletrônico nos Correios?

Segundo a Agência Brasil, a coleta está disponível nas 6.868 agências dos Correios que contam com o Balcão do Cidadão. Portanto, o número de unidades participantes não corresponde à totalidade da rede postal.
Antes de transportar os equipamentos, confirme se a agência escolhida oferece esse atendimento e verifique seu horário de funcionamento. Essa conferência é especialmente útil para quem pretende levar vários aparelhos de uma só vez.
Quais eletrônicos podem ser entregues?
A relação divulgada inclui celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros eletroeletrônicos de pequeno porte. Pilhas, baterias e lâmpadas ficam fora dessa coleta.
Um exemplo prático é separar o celular antigo guardado na gaveta, um notebook que deixou de funcionar e os cabos que já não têm utilidade. Antes de colocar tudo na embalagem, confira se não há materiais excluídos misturados aos aparelhos.
E os aparelhos com bateria interna?
O anúncio cita celulares e notebooks entre os itens aceitos, mas também informa que baterias não são recebidas. Como não detalha todas as condições para equipamentos com bateria incorporada, confirme a orientação com a unidade antes da entrega.
Não tente abrir ou desmontar um aparelho apenas para retirar a bateria. Para equipamentos danificados ou com bateria estufada, procure orientação específica antes de transportá-los.
Geladeiras, máquinas de lavar e outros equipamentos grandes também não devem ser levados supondo que estejam abrangidos por esse atendimento. O serviço anunciado nas agências é voltado a eletrônicos de pequeno porte.
Como preparar a caixa e fazer a entrega?
Os equipamentos devem ser acondicionados em uma caixa aberta, com peso total de até 30 quilos. A Agência Brasil também informa o limite de volume de 1 metro cúbico.
Na agência, o atendente confere o conteúdo e fecha a embalagem. O consumidor informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone e recebe um comprovante de envio.
Para organizar a entrega:
- Separe os equipamentos que pretende descartar.
- Confira quais materiais são aceitos.
- Escolha uma caixa resistente e acomode os itens.
- Mantenha a embalagem aberta para a conferência.
- Leve os dados necessários e guarde o comprovante.
Não é preciso levar a caixa previamente lacrada. Também vale evitar que aparelhos e acessórios fiquem soltos a ponto de se danificarem durante o transporte até a agência.
O que fazer com os dados pessoais antes do descarte?
Antes de entregar celulares, tablets ou computadores, revise os arquivos armazenados. Fotos, documentos, contatos e informações de acesso podem permanecer no equipamento mesmo depois que ele deixa de ser usado.
Se o aparelho ainda funciona, faça uma cópia do que deseja preservar e siga as instruções do fabricante para apagar os dados e restaurar o dispositivo. Retire também chips de telefonia e cartões de memória.
Em computadores, utilize o procedimento indicado pelo fabricante para apagar o armazenamento. Excluir arquivos manualmente não deve ser tratado como garantia de eliminação definitiva.
Se o equipamento não liga e contém informações importantes, avalie a necessidade de assistência técnica antes do descarte. O anúncio da coleta não apresenta uma garantia específica de apagamento dos dados pessoais.
Para onde vão os eletrônicos recolhidos?
Os materiais seguem para a Rede Circulare, operada pela Circular Brain, que direciona as remessas a recicladores homologados. Segundo os Correios, o processo é rastreado até a destinação final.
A entrega em um canal organizado de coleta permite encaminhar os equipamentos para tratamento adequado, em vez de deixá-los acumulados em casa ou misturá-los aos resíduos comuns.
O comprovante deve ser guardado como registro da entrega. Ele não deve ser confundido, porém, com uma certificação individual de destruição de dados do aparelho.
Por que ampliar o descarte correto é importante?

No comunicado de lançamento, os Correios citam dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership: o Brasil gerava aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, com cerca de 3% formalmente coletados.
Esses números são uma referência histórica apresentada no anúncio, e não uma medição da coleta realizada em 2026.
Para o consumidor, a nova opção torna mais simples retirar de casa equipamentos sem utilidade. O caminho é conferir a agência participante, separar os materiais permitidos, proteger os dados pessoais e levar a caixa aberta para atendimento.
