Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Abecip vê crédito para imóveis crescer 25% em 2026 com reforço dos recursos do FGTS

Crédito imobiliário pode chegar a R$ 411 bilhões em 2026, impulsionado pelo FGTS, Fundo Social e desempenho do SBPE.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··5 min de leitura
Abecip vê crédito para imóveis crescer 25% em 2026 com reforço dos recursos do FGTS

O mercado brasileiro de crédito imobiliário ganhou força em 2026 e levou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) a revisar para cima sua estimativa para o ano.

A entidade passou a projetar aproximadamente R$ 411 bilhões em concessões de crédito imobiliário em 2026, o que representa crescimento de 25% sobre o resultado de 2025. A previsão anterior indicava expansão de 16%.

A mudança ocorre após um primeiro semestre mais forte do que o esperado, mesmo diante de um cenário de juros elevados e condições financeiras mais restritivas.

Leia mais:

Aumento do IOF torna empréstimo e juros do rotativo no cartão de credito mais caros

Crédito imobiliário avança no primeiro semestre

Entre janeiro e junho de 2026, as concessões de financiamento imobiliário alcançaram R$ 180,9 bilhões, segundo os dados apresentados pela Abecip. O resultado representa aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho mostra que a procura por imóveis continua relevante no país. Emprego, renda e necessidade de moradia ajudam a sustentar a demanda, enquanto a maior disponibilidade de recursos direcionados para habitação melhora as condições para determinados grupos de compradores.

A expansão, porém, não ocorre de maneira uniforme entre todas as fontes de financiamento. O principal destaque da revisão da Abecip está nos recursos provenientes do FGTS e do Fundo Social.

FGTS ganha protagonismo no financiamento de imóveis

fgts
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço passou a ocupar papel ainda mais importante na perspectiva para o crédito habitacional em 2026.

No início do ano, a Abecip estimava crescimento de apenas 5% nas operações financiadas com recursos do FGTS. Agora, a projeção foi elevada para 38%.

A expectativa é que as concessões provenientes do FGTS e do Fundo Social cheguem a aproximadamente R$ 195 bilhões durante o ano. Com isso, essa fonte deverá responder por uma parcela significativa do financiamento imobiliário brasileiro.

A ampliação do orçamento destinado à habitação ajuda a explicar a mudança. O reforço de recursos permite aumentar a capacidade de financiamento justamente em um momento no qual os juros dificultam o acesso ao crédito tradicional.

Para o comprador, isso pode representar maior disponibilidade de linhas habitacionais com condições diferentes das encontradas no crédito imobiliário baseado exclusivamente em recursos de mercado.

SBPE também apresenta resultado positivo

Outra fonte importante do mercado é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança para financiar imóveis.

A Abecip também revisou a previsão para essa modalidade. A estimativa de crescimento para 2026 passou de 15% para 18%, com expectativa de aproximadamente R$ 185 bilhões em concessões.

No primeiro semestre, os financiamentos realizados com recursos do SBPE somaram R$ 93,7 bilhões, alta de 29% sobre os primeiros seis meses de 2025.

O resultado foi influenciado tanto pelo financiamento para aquisição de imóveis quanto pelo crédito destinado à produção. Este último apresentou crescimento expressivo na comparação anual, embora a Abecip ressalte que parte da alta ocorre sobre uma base de comparação mais fraca registrada no começo de 2025.

Isso significa que o ritmo observado no primeiro semestre não necessariamente será repetido na mesma intensidade até dezembro.

Recursos livres continuam em cenário mais difícil

As operações realizadas com recursos livres, que dependem mais diretamente das condições de captação das instituições financeiras, continuam enfrentando um ambiente menos favorável.

Para essa modalidade, a Abecip manteve a projeção de crescimento de 31% em 2026, com volume estimado próximo de R$ 31 bilhões.

A diferença em relação aos recursos direcionados está principalmente na estrutura de financiamento. Enquanto FGTS e outras fontes destinadas à habitação contam com regras específicas de aplicação, as operações com recursos livres ficam mais expostas ao custo de captação e às condições gerais do mercado financeiro.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Em um cenário de juros elevados, essa característica pode tornar o financiamento mais caro para consumidores e empresas.

Juros ainda são desafio para quem quer comprar imóvel

Apesar da revisão positiva, o mercado imobiliário ainda enfrenta um obstáculo importante: o custo do dinheiro.

Taxas de juros elevadas aumentam o valor das parcelas e podem reduzir o poder de compra de famílias que dependem de financiamento para adquirir um imóvel.

Na prática, uma família que consegue assumir determinada prestação mensal pode ter acesso a um imóvel de valor menor quando os juros estão altos. Por outro lado, linhas habitacionais com recursos direcionados podem oferecer condições mais acessíveis para determinados públicos.

Por isso, o crescimento das concessões não significa necessariamente que todos os consumidores estejam encontrando crédito mais barato.

O que a alta do crédito significa para quem quer comprar imóvel?

Imagem: Reprodução

Para quem pretende financiar uma casa ou apartamento em 2026, o aumento da oferta de recursos é uma notícia positiva, mas não elimina a necessidade de planejamento.

O comprador deve comparar o Custo Efetivo Total (CET) das propostas, e não apenas a taxa de juros anunciada. O CET inclui outros custos da operação e permite uma comparação mais realista entre instituições.

Também é importante avaliar o valor da entrada, o prazo do financiamento e o impacto das prestações no orçamento familiar.

Quem possui saldo no FGTS pode verificar se atende às regras para utilizá-lo na aquisição, amortização ou pagamento de parte do financiamento habitacional. As condições dependem do tipo de operação e dos critérios estabelecidos para utilização do fundo.

Imagem: Reprodução

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Compartilhar
Seu Crédito Digital

Descubra tudo que você tem direito

Benefícios, crédito e dinheiro esquecido: veja as ofertas e ferramentas que separamos para o seu perfil.