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Crédito do Trabalhador: DICA MATADORA para quitar dívidas mais caras usando o FGTS

Nova linha de crédito do trabalhador permite usar o FGTS como garantia em empréstimos com juros menores. Saiba como funciona.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Crédito do Trabalhador: DICA MATADORA para quitar dívidas mais caras usando o FGTS

Trabalhadores formais agora contam com uma ferramenta inédita para negociar dívidas mais caras e reorganizar o orçamento. Trata-se do Crédito do Trabalhador, programa criado pelo governo federal que permite contratar empréstimos com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia.

A medida, lançada em 2025, surge em um cenário em que o endividamento das famílias brasileiras atinge recordes, impulsionado principalmente pelos juros elevados do cartão de crédito rotativo e do cheque especial.

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Como funciona o empréstimo vinculado ao FGTS

credito do trabalhador fgts
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Acesso simplificado pelo celular

O pedido é feito de maneira 100% digital, diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, ou por meio de bancos credenciados. O trabalhador informa o valor desejado e o sistema apresenta diferentes propostas de instituições financeiras. O formato funciona como um “leilão”, permitindo comparar prazos e taxas de juros antes da escolha final.

Limites e garantias

O valor das parcelas descontadas não pode ultrapassar 35% da remuneração mensal. Além disso, até 10% do saldo do FGTS pode ser usado como garantia. Caso haja demissão, a multa rescisória de 100% poderá ser direcionada à quitação da dívida.

Se o trabalhador mudar de emprego, o contrato não sofre alteração. Essa regra garante segurança tanto para o contratante quanto para a instituição financeira.

Gestão do programa

A iniciativa é administrada pelo Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, responsável por definir regras e limites de juros, além de propor ajustes no funcionamento do programa.


Vantagens em relação a outras dívidas

Substituição de juros altos

Segundo especialistas em finanças pessoais, o Crédito do Trabalhador pode ser uma alternativa estratégica para substituir dívidas mais caras. Cartão de crédito rotativo e cheque especial, por exemplo, costumam ter taxas que ultrapassam 400% ao ano. Já os empréstimos com FGTS como garantia tendem a ter juros bem mais baixos, por conta da segurança adicional oferecida pelo fundo.

A planejadora financeira Leticia Camargo, da Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), afirma que a modalidade é vantajosa em momentos de emergência:

“Se não houver reserva financeira, usar o crédito com FGTS é mais adequado do que recorrer a linhas caras de cheque especial ou rotativo. Ele ajuda a evitar que a dívida cresça de forma descontrolada.”

Comparação com o consignado tradicional

Embora também tenha desconto em folha, o consignado tradicional costuma ter taxas mais altas do que o novo modelo com FGTS. Isso ocorre porque, no Crédito do Trabalhador, a garantia adicional reduz o risco para os bancos.

Por outro lado, aposentados que continuam na ativa devem avaliar com cautela. Nesses casos, o consignado do INSS segue sendo mais vantajoso, já que apresenta juros ainda menores que o vinculado ao FGTS.


Cuidados antes de contratar

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Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

CET deve ser observado

Antes de fechar contrato, é essencial verificar o Custo Efetivo Total (CET). Esse índice engloba todas as despesas envolvidas — juros, tarifas e encargos — mostrando o valor real da dívida.

Leticia Camargo alerta:

“É importante não comprometer excessivamente o orçamento. O crédito pode ser útil para financiar projetos estruturais, como a compra de um imóvel, mas não deve ser usado para cobrir despesas corriqueiras.”

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Risco de superendividamento

Apesar de vantajoso, o programa não é uma solução mágica. O governo reforça que o objetivo é evitar o superendividamento e orientar o uso responsável do crédito.

Trabalhadores que já possuem consignado podem migrar para essa nova linha desde abril de 2025. A mudança, porém, deve ser analisada caso a caso.


Como acessar a Carteira de Trabalho Digital

Passo a passo para ativar o serviço

Para contratar o Crédito do Trabalhador é obrigatório ter cadastro no Gov.br e ativar a Carteira de Trabalho Digital. O processo é simples:

  1. Acesse o portal Gov.br e insira os dados pessoais (CPF, nome, data de nascimento, nome da mãe e estado de nascimento).
  2. Responda a cinco perguntas sobre sua trajetória profissional.
  3. Após a validação, será gerada uma senha provisória, que deve ser alterada no primeiro acesso.

A versão digital da carteira é emitida automaticamente. Todos os cidadãos com CPF já possuem uma conta ativa. Quem nunca teve vínculo formal verá apenas os dados de identificação civil.


Crédito do Trabalhador: solução ou armadilha?

O novo programa representa um avanço na democratização do acesso ao crédito no Brasil. Ao oferecer juros menores e maior transparência na contratação, a iniciativa tem potencial para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas mais pesadas.

No entanto, como reforçam especialistas, o uso desse recurso deve ser criterioso. É fundamental evitar que a facilidade de acesso leve a contratações desnecessárias, comprometendo o futuro financeiro do trabalhador.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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