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Crimes cibernéticos mantêm diretor do BC em alerta permanente

O aumento de crimes cibernéticos preocupa o Banco Central. Saiba medidas, impactos e como o setor financeiro se protege. Leia aqui.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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O aumento de crimes cibernéticos tem sido um dos maiores desafios para o Banco Central (BC) nos últimos anos. Durante a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, em São Paulo, o diretor de fiscalização do órgão, Ailton de Aquino Santos, destacou que incidentes digitais impactam diretamente a segurança do sistema financeiro nacional e exigem atenção constante das instituições e reguladores.

Segundo Santos, os crimes cibernéticos tornaram-se um risco significativo, capaz de gerar perdas financeiras expressivas, afetando tanto bancos quanto empresas de pagamentos. Ele afirmou que a frequência e a sofisticação desses ataques demandam medidas de prevenção mais rigorosas, e que o BC tem intensificado sua atuação para reduzir vulnerabilidades.

“Esse risco tira o sono de toda a diretoria colegiada”, afirmou o diretor.

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Crescimento dos crimes cibernéticos no Brasil

Os dados apresentados pelo BC revelam um aumento expressivo dos crimes cibernéticos nos últimos anos. Enquanto em 2018 foram registrados apenas 7 incidentes relevantes, em 2024 o número saltou para 59. Até agosto de 2025, mais 53 casos já haviam sido reportados.

Esse crescimento evidencia que criminosos têm conhecimento avançado sobre sistemas financeiros e, em muitos casos, cooptam colaboradores para facilitar fraudes. Os ataques demonstram fragilidades na gestão de sistemas essenciais, especialmente aqueles integrados por meio de Application Programming Interfaces (APIs), amplamente usadas por bancos e empresas de pagamentos.

Exemplos de ataques recentes

Um dos casos mais notórios ocorreu em julho de 2025, quando a C&M Software sofreu um desfalque de aproximadamente R$ 1 bilhão. As investigações apontaram que um funcionário teria vendido suas credenciais de acesso a criminosos, facilitando o golpe.

Outros ataques registrados incluem invasões a plataformas de pagamentos digitais, tentativas de fraude em transações Pix e comprometimento de sistemas bancários internos.

Dica: “Crimes cibernéticos não afetam apenas grandes empresas, mas também pequenas instituições com pouca segurança digital”, alertou Santos.

Medidas do Banco Central contra crimes cibernéticos

Diante do aumento de crimes cibernéticos, o BC implementou diversas ações preventivas e regulatórias:

  1. Antecipação de cronogramas e critérios de autorização para instituições de pagamento;
  2. Limite de transações Pix em R$ 15 mil para empresas não autorizadas;
  3. Regras mais rígidas para credenciamento de operadores de pagamentos instantâneos;
  4. Dispositivos de rejeição de transações suspeitas de fraude;
  5. Monitoramento de APIs e sistemas integrados de bancos e fintechs.

O objetivo é reduzir a exposição das instituições financeiras, aumentar a segurança das transações e garantir que crimes cibernéticos não comprometam a confiança do público no sistema financeiro.

Riscos financeiros e operacionais

Os incidentes recentes mostraram que crimes cibernéticos podem gerar perdas expressivas e impactar a estabilidade do mercado. Entre os riscos identificados pelo BC:

  • Fraudes internas por colaboradores;
  • Infiltração de sistemas por hackers externos;
  • Falhas na integração de APIs com provedores de serviços;
  • Vulnerabilidade de instituições menores frente a ataques sofisticados.

Esses problemas reforçam a necessidade de auditorias contínuas e protocolos de segurança mais rígidos em todos os níveis do sistema financeiro.

Impacto para instituições financeiras e usuários

Os crimes cibernéticos afetam não apenas bancos, mas também empresas de pagamentos e, consequentemente, os usuários. Transações suspeitas ou bloqueadas podem gerar atrasos em pagamentos, indisponibilidade de serviços e prejuízos diretos a clientes.

Para reduzir impactos, o BC orienta instituições financeiras a:

  • Revisar periodicamente protocolos de segurança;
  • Capacitar equipes para identificar fraudes;
  • Implementar limites e alertas para transações suspeitas;
  • Garantir monitoramento contínuo de sistemas integrados.

Atenção: Clientes também devem manter senhas seguras e não compartilhar credenciais de acesso, evitando se tornar alvo de crimes cibernéticos.

A tecnologia como aliada

O Banco Central tem incentivado o uso de tecnologia avançada para prevenir fraudes digitais. Isso inclui:

  • Ferramentas de detecção de comportamento suspeito;
  • Inteligência artificial para monitoramento de transações;
  • Protocolos criptografados para proteção de dados.

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Essas medidas auxiliam a mitigar os riscos de crimes cibernéticos, aumentando a resiliência do sistema financeiro frente a ataques cada vez mais sofisticados.

Prevenção e conscientização

Além das ações internas, o BC enfatiza a importância da educação e conscientização:

  • Empresas devem treinar funcionários sobre segurança digital;
  • Usuários devem se informar sobre golpes e fraudes online;
  • Instituições financeiras precisam divulgar medidas preventivas e canais de denúncia.

A combinação de tecnologia, regulação e educação é vista como a estratégia mais eficaz para conter os impactos dos crimes cibernéticos.

Perspectivas futuras para o mercado financeiro

Especialistas afirmam que, com a digitalização crescente do setor financeiro, os crimes cibernéticos continuarão sendo um desafio central. A expectativa é que:

  • O BC aumente a fiscalização de APIs e instituições de pagamento;
  • Haja maior integração entre órgãos de segurança, bancos e fintechs;
  • Novas tecnologias de detecção de fraudes sejam implementadas;
  • Regras regulatórias evoluam para acompanhar a sofisticação dos ataques.

O objetivo é criar um ecossistema financeiro mais seguro e resiliente, reduzindo a exposição a ataques e garantindo confiança aos usuários.

Caso C&M Software como alerta

O episódio da C&M Software serve como alerta sobre vulnerabilidades internas, mostrando que crimes cibernéticos muitas vezes envolvem fatores humanos. Investimentos em treinamento, monitoramento e auditorias são essenciais para evitar incidentes semelhantes.

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Com informações de: UOL

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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